A NOVA PESQUISA, SERÁ QUE DEFINIU RUMOS E TENDÊNCIAS?

A expectativa era significativa! A ânsia e o chamado “wishful thinking” , de que a tal pesquisa da sexta feira, dia 14, próximo passado, iria definir os parâmetros do que seria o pleito do próximo dia 7 de outubro, foram frustrados, pois nada disto ocorreu. As mesmas dúvidas e incertezas continuaram pairando no ar. Para onde deve ir ou se conduzir o país a partir das ideias e preferências do eleitorado, não ficou nada claro. Isto talvez se deva ao fato de os brasileiros sempre continuarem  esperando e sonhando com o aparecimento de um possível salvador da Pátria. E , como ocorreu com os portugueses, Dom Sebastião não veio e não virá!

O cenarista aguardava que, a partir dos resultados do referido levantamento de campo feitas pelos principais institutos de pesquisa de opinião, já fosse possível vislumbrar inclinações e tendências ou, quiçá, perspectivas, sobre qual seria o quadro eleitoral que se estabeleceria para o segundo turno. Não se pode dizer sequer que os números tenham fornecido indícios de que rumos a campanha política tomará ou se apenas foram produzidas mais dúvidas e incertezas que já predominam na cabeça dos brasileiros. Na verdade, a disputa não conseguiu, até o presente momento, empolgar a quem quer que seja, fundamentalmente por conta do estado de espírito que domina a população — cabisbaixa, desestimulada e desinteressada! — bem como pelo fato de que as campanhas não mostraram nada de especial, marcando-se mais pela mesmice e pelo sem sabor e o sem sal.

Inobstante esse desinteresse, as pessoas gostariam de ver respondidas algumas questões que lhes possibilitariam antecipar que possível cenário ter-se-á no dia 7 de outubro próximo. Ou seja, questões óbvias como, por exemplo, quem serão os possíveis nomes que chegarão ao segundo turno? Será Ciro ou será Fernando Haddad o possível adversário de Bolsonoaro? Ou será que Bolsonaro, pelos sérios entreveros que a sua saúde lhe têm imposto, bem como pela manutenção do elevado índice de rejeição ao seu nome, cogitaria “sair da raia” ou os grupos que decidem seu futuro político — familiares, seu candidato a vice e o grupo que o assessora, hoje em crise de identidade e afinidade — poderiam pensar numa estratégia alternativa, caso a sua saúde não melhore?

Os que estão mais próximos de Bolsonaro, pelo que se sente, não cogitam tal hipótese e nem tampouco admitem a idéia de o partido abrir mão da disputa presidencial mesmo que Bolsonaro mostre-se tão alquebrado como na última foto mostrada após a nova cirurgia! Alguma possibilidade de uma composição que levasse a Bolsonaro aceitar um arranjo com Ciro Gomes? Muito difícil pelo que já plantou Ciro em seus discursos. Uma outra pergunta que se coloca no ar é se prevalecerá a atitude do eleitor de buscar a opção do chamado “voto útil”. O que se coloca, é, para onde migrarão os votos ou as atuais preferências daqueles que hoje se atrelam a candidaturas como de Álvaro Dias, Amoedo, Meirelles e, até a de  Marina Silva?

Também uma outra questão que se pontua é se Geraldo Alkimim coneguirá sair desse patamar ode patina,  já há algum tempo e, trasfome-se numa opção possível e viável? Será que, diante da queda observada de Marina Silva, nesta última avaliação, se consolidará o fim do caminho para a lutadora e determinada candidata? Por outro lado, para onde irão ou migraráo os votos dos candidatos da chamada “rabeira”? Até que ponto os conceitos de esquerda, centro esquerda, direita, centro-direita além dos chamados anarquistas, irão estar presentes na definição do candidato ou dos candidatos a serem avaliados? Parece que tais conceitos, pelo menos para alguns analistas, se esvairam e se esfacelaram, diante do esvaziamento ideológico que o mundo vem observando.

O que se imagina é que, para alguns, lamentavelmente, deverá se repetir o que ocorreu na última eleição onde vingou ou prevaleceu a chamada polarização entre PT e anti-PT, sendo que os prováveis protagonistas seriam Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, embora não se deva descartar a hipótese de Ciro Gomes versus Jair Bolsonaro. O mais relevante nesse processo é que, até agora, a “baixaria” ainda não marcou a retórica da disputa, prevalecendo um confronto aparentemente limpo e civilizado. As questões sempre colocadas dizem respeito ä credibilidade dos levantamentos e das pesquisas quando os resultados são confrontados com a realidade. Às vezes, surgem divergências não totalmente explicáveis por diferenças metodológicas  ou data de aplicação das amostras.

independentemente das dúvidas e incertezas que cercam as pesquisas e a inviolabilidade da urna eletrônica, é mister considerar que os dados exibidos por tais estudos são aqueles que acabam estabelecendo o norte da campanha eleitoral. Na verdade, por exemplo, se o ritmo de crescimento exibido por Haddad nas próximas pesquisas mostrar-se tão forte como o que ocorreu da última pesquisa para os dados atuais, então crescem as chances de que ele venha a ser um dos nomes a definir-se para o segundo turno. Caso contrário, ou seja, se  o desempenho for pífio, a probabilidade tornar-se-á cada vez mais remota e, segundo alguns analistas, o seu teto seria algo que alcançaria, no máximo, uns 15 a 17% das preferências populares.

Também, se os próximos levantamentos não mostrarem uma melhoria substancial de desempenho de Alkimim, então aí, dificilmente, poder-se-á aguardar alguma surpresa em termos do que ele poderá alcançar nas pesquisas. Ou seja, se Alkimim não alcançar os níveis atuais de Ciro e Haddad, as suas possibilidades ficarão remotíssimas de ser um concorrente no segundo turno. Na verdade, o cenarista acha que comentar as perspectivas eleitorais desse pleito, notadamente a nível de presidência da república, tem se mostrado algo ‘ïnsipido, inodoro e incolor”,  tal e qual são as propriedades organolépticas da água, pois não há nenhum fato ou circunstâncias relevantes que despertassem qualquer interesse especial.

Já nos estados o processo parece mais animado e alguns eventos que se caracterizam como uma espécie de “thriller” pois que, já três governadores, pelo menos, tiveram a prisão decretada além de outras figuras cuja ficha não era tão limpa mas, como não haviam sido julgadas em segunda instância e, portanto, não eram ainda réus, continuaram lépidas e fagueiras, com um atitude meio cômica de “defesa do resgate dos valores morais mais caros dos cidadãos”. Isto porque, essas figuras estão certas de que, no país da impunidade, nada lhes acontecerá pois, até mesmo a nova lei eleitoral que deveria propiciar uma “limpa” no processo político-eleitoral, ao contrário,  veio foi para manter tudo como está e reeleger 70% do nobre Congresso que hoje tem os brasileiros a lhes representar. E aí “acontece exatamente ao contrário dos tempos de rapaz. Os desenganos vão conosco à frente e as esperanças vão ficando atrás”, como afirma o poeta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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