Boca Maldita
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Eleitorado/ Analfabetos
A cada cinco pessoas aptas a votar neste ano, uma é analfabeta ou nunca frequentou uma escola. São, ao todo, 27 milhões de eleitores nessa situação no cadastro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Desses, 8 milhões são analfabetos e 19 milhões declararam saber ler e escrever, mas nunca estiveram numa sala de aula. No total, há 135,8 milhões de eleitores no país em 2010. A pior situação é no Nordeste: enquadram-se em um desses grupos 35% dos eleitores. No Sudeste, são 12%. Os dados de escolaridade do TSE são uma estimativa, já que são fornecidos pelos eleitores no momento em que eles vão tirar o título e só atualizados caso ocorra uma revisão do cadastro. (Folha de S. Paulo, 1 em cada 5 eleitores não foi à escola ou é analfabeto)
Eleições/ Jovens
Não houve Twitter de candidato que tenha dado jeito. Nesta campanha, o eleitorado menor de 18 anos caiu, e a descrença na possibilidade de mudança por meio da política apesar das novas formas de participação que têm surgido com a internet foi a principal razão, dizem analistas. Também para 73,55% dos internautas que responderam a uma pesquisa do site do GLOBO sobre o tema até as 19h, a desilusão com a política, diante dos recentes escândalos de corrupção é o principal motivo da queda. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se de 2006 para 2008 o número de eleitores crescera de 2,5 milhões para 2,9 milhões, este ano esse número foi para 2,4 milhões. (O Globo, Jovem e desiludido)
O que nos aguarda em 2010 – Carlos Vereza
2010: Cristais quebrados
Não é necessário ser profeta para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010.
Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o fascismo galopante que aparelhou o estado brasileiro, vá, pacificamente, entregar a um outro presidente, que não seja do esquema lulista, os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?
Lula, já declarou, que (sic) 2010 vai pegar fogo!. Entenda-se por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: Dossiês falsos, PCC em rebelião, MST convulsionando o país… Que a lei de Godwin me perdoe – mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.
E os judeus serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobby nacional e internacional visando a manutenção de Lula no poder.
Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com patrocínios de estatais como Petrobras, BNDS e Banco do Brasil, sem, até agora, uma explicação convincente por parte dos patrocinadores; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o mantenedor da estabilidade na América Latina. Ou seja: a montagem virtual de um grande estadista…
Na verdade, Lula, é o übermensch dos especuladores que lucram como nunca na história deste país.
Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente, a faixa presidencial para, por exemplo, José Serra , ou mesmo Aécio Neves?
Pelo que já vimos de inaugurações de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs, como o da Petrobras, do MST e tantos outros deslizes, temos o suficiente para imaginar o que será a disputa eleitoral em 2010.
E tem mais, o PT está comprando com o nosso dinheiro, Políticos, Intelectuais, juizes, Mlitares, o povo humilde com bolsa esmola e formando milicias com o MST, PCC, Sindicatos, ONGS, Traficantes e outros, que recebem milhões e milhões de reais, para apoiar o PT e as falcatruas do Governo lula.
Não podemos nem pensar em colocar como Presidente do Brasil, uma mulher Terrorista, que passou a vida assaltando bancos, matando pessoas inocentes, arrombando casas, roubando e matando as pessoas. Só uma pessoa internada num manicomio, seria capaz de votar numa BANDIDA para presidente de um País.
Confiram.
Carlos Vereza
Ator
NB
- Der Übermensch é um conceito central da obra de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão do século xix. Übermensch é usualmente traduzido como Superman
Lei de Godwin, tão querida do mundo geek e que se define pela seguinte frase: “À medida que duração de uma discussão aumenta, a probabilidade de haver uma comparação envolvendo Nazis ou Hitler aproxima-se de 100%.”
A cara do cara Ferreira Gullar
FOLHA DE S. PAULO / ILUSTRADA, 28/03
Devo admitir que, de algum tempo para cá, a personalidade de Lula tornou-se, para mim, motivo de surpresa e indagação. Trata-se, sem dúvida, de um personagem inusitado na história política do país. Contribui, para isso, obviamente, sua origem social, a condição de líder operário que, embora pouco afeito aos estudos e à leitura, chegou à mais alta posição que alguém pode alcançar no Estado brasileiro.
A trajetória que ele percorreu é, no entanto, compreensível, se se levam em conta os fatores que determinaram o processo político brasileiro durante os anos do regime militar. A repressão que a ditadura exerceu sobre os trabalhadores organizados, alijando dos sindicatos às lideranças surgidas do getulismo e do janguismo, propiciou o surgimento de uma liderança sindical, desvinculada tanto do peleguismo quanto dos comunistas que, por isso mesmo, prometia uma nova era na luta dos trabalhadores.
A figura principal desse movimento era Luiz Inácio Lula da Silva que, envolto nessa aura, fez renascer a esperança de velhos militantes incompatibilizados com o comunismo soviético, como também o entusiasmo de uma nova geração que se inspirava na Revolução Cubana. Não por acaso, Lula passou a usar a mesma barba que caracterizava as figura de Fidel e Guevara.
Enquanto durou a ditadura militar, ele e seu partido, o PT, mantiveram-se na luta pela restauração da democracia, ao lado do partido de oposição e de outras forças de esquerda. Finda a ditadura, Lula e seu grupo começaram a mostrar sua verdadeira face: tornaram-se adversários de todos os governos que se formaram, a partir de então. A própria Constituição de 1988 não contou com seu apoio, pois se negou a assiná-la.
De 1990 a 98, Lula fracassou em três tentativas de eleger-se presidente da República. Em 2002, deu um ultimato ao PT: para perder de novo, não se candidataria e, com isso, o partido abriu mão da postura radical, permitindo a Lula, inclusive, adotar como vice um empresário e comprometer-se com a política econômica de FHC, que haviam combatido ferozmente. Eleito, Lula repeliu a aliança com o PMDB e aliou-se a partidos menores, que seriam comprados com o mensalão. Quando o escândalo estourou, disse que não sabia de nada e obrigou seus auxiliares mais próximos a assumirem a culpa.
Depois, os absolveu e, recentemente, afirmou que o mensalão foi fruto de uma conspiração contra seu governo. Não houve.
A coragem de fazer tal afirmação, quando a denúncia daquelas falcatruas foi feita pelo procurador-geral da República e aceita pelo Supremo Tribunal Federal, é quase inconcebível em alguém que ocupa a Presidência da República. Mas esse é o Lula que, após assumir o governo, afirmou nunca ter sido de esquerda e, enquanto abre o cofre do BNDES à grandes empresas, alia-se ao antiamericanismo de Chávez e Ahmadinejad e abraça-se a Bush, a Fidel e Sarkozy. Dá seu apoio às eleições corruptas do Irã e se nega a reconhecer o presidente legitimamente eleito de Honduras.
Mas nada chocou tanto a opinião pública, dentro e fora do Brasil, quanto sua afirmação de que é inaceitável que alguém se deixe morrer numa greve de fome. E, como se não bastasse, comparou os prisioneiros políticos, condenados por delito de opinião, aos criminosos comuns, presos por roubar ou matar. O ministro Amorim tentou defendê-lo, dizendo que Lula, por já ter feito greve de fome, estava agora fazendo uma autocrítica.
Na verdade, Lula fingiu fazer greve de fome, em 1980, pois, como se sabe, comia escondido. Não se trata, pois, de autocrítica, mas da tentativa de desqualificar quem demonstrou a grandeza moral que ele não teve. Teríamos que vê-lo, não como o estadista, que pretende ser, e, sim, com um espertalhão, capaz de qualquer coisa que sirva a seus objetivos?
Seria, talvez, simples demais afirmar que sim. No entanto, como entender sua atitude, na visita recente ao Oriente Médio, quando se ofereceu, publicamente, para mediar o conflito entre judeus e palestinos, tarefa já entregue a um “quarteto” de alto nível composto pelos EUA, a comunidade europeia, a Rússia e a ONU? Como era de esperar, o oferecimento foi rejeitado pelos dois lados.Lula certamente não contava com isso, mas, esperto como é, tampouco se julgaria capaz de resolver tão complexo problema. O que lhe interessava era posar de estadista preocupado com as grandes questões mundiais. É o mesmo cara que inaugura obras não concluídas e acha que só um retardado mental faz greve de fome para valer.
A vida em Cuba
ENVIADO POR MEYRELLES DO SOUTO
Já sabemos o que é proibido em todos os países de regimes totalitários. São todos iguais. Mas há pequenos detalhes que não são mencionados por serem um verdadeiro Teatro do Absurdo e parece que se está entrando no terreno da ficção. Mas o que se segue são fatos da vida cotidiana em Cuba.
É Proibido:
1) Mudar de emprego sem permissão do governo.
2) Mudar de casa: as permutas podem ser realizadas se aprovadas e após os interessados se submeterem a dezenas de regulamentos.
3) Publicar seja o que for sem permissão do governo.
4) Possuir um PC, fax, ou antena parabólica.
5) O acesso a Internet, severamente controlado e vigiado pela segurança do Estado. Apenas 1,7% da população tem acesso a Internet.
6) Ler livros, revistas ou jornais, com exceção dos aprovados e publicados pelo governo. Não existe Imprensa independente. Ler “1984” ou “A Revolução dos Bichos”, de Orwell, é considerado tão subversivo quanto ter um exemplar da revista Sputnik ou Novidades de Moscou, editadas durante a Perestroika, na antiga URSS.
7) Receber publicações do exterior, ou levadas por visitantes (passível de detenção segundo a Lei 88).
Comunicar-se livremente com jornalistas estrangeiros.
9) Frequentar hotéis, restaurantes, praias, spas e demais complexos para turistas, onde cubanos não podem entrar.
10) Aceitar presentes ou doações de visitantes estrangeiros.
11) Procurar emprego em companhias estrangeiras estabelecidas na ilha sem aprovação antecipada do governo.
12) Possuir negócios próprios (propriedade privada). Apesar de alguns negócios de pequena monta terem obtido a aprovação do governo, são submetidos a impostos e regulamentações asfixiantes.
13) Ganhar mais do que o salário estabelecido pelo governo para todos os empregos: 7-12 dólares por mês para a maioria dos trabalhos; 15-20 dólares ao mês para profissionais como médicos e funcionários do governo.
14) Vender qualquer objeto pessoal, serviços, produtos alimentícios preparados em casa ou artesanato caseiro, sem a aprovação do governo.
15) Pescar no litoral ou em um bote, sem permissão do governo.
16) Organizar times desportivos, atividades de esporte e atuações artísticas sem permissão do governo.
17) Receber prêmio em dinheiro ou tentar atuar no estrangeiro.
18) Escolher um médico ou um hospital. Quem escolhe isso é o governo.
19) Buscar ajuda médica fora de Cuba.
20) Contratar um advogado, a não ser que se obtenha a aprovação do governo.
21) Negar-se a participar de manifestações ou demonstrações em massa organizadas pelo Partido Comunista. Negar implica em ser caracterizado como inimigo do regime
22) Negar-se a participar em trabalho ‘voluntário’ com adultos e crianças.
23) Negar-se a votar nas eleições com partido único e candidatos nomeados pelo governo… (Fidel Castro não é eleito em voto direto. Seu nome nunca aparece nas cédulas).
24) Transportar produtos alimentícios para consumo pessoal ou familiar de uma província a outra. As maletas dos viajantes podem ser revistadas a qualquer momento em trens, ônibus, carros particulares, bicicletas ou qualquer outro meio de transporte. Os produtos são confiscados e os portadores processados judicialmente pelo delito.
25) Matar uma vaca. Os camponeses que ousarem matar uma rês, mesmo que de sua propriedade, para consumo da família, e muito menos para vender, cometem um delito cuja pena é de 5 anos de detenção.
26) Comprar ou vender imóveis e terrenos. Só é permitida a permuta, e isso depois de seguir inúmeras regulamentações. Apesar de menos de 6% das terras agricultáveis ainda permanecerem em mãos de camponeses, pois a grande maioria foi expropriada na primeira década após a revolução.
27) Importar freezer, condicionadores de ar, fogões, fornos, microondas, ferros de passar, aquecedores de água, duchas, frigideiras e torradeiras.
28) Regressar para viver no país depois de ter emigrado. Quem decide voltar à ilha para rever seus parentes necessita de um visto de permissão que custa 450 dólares, mesmo que tenha passaporte estrangeiro. Se o visto for rejeitado, o dinheiro não é devolvido.
29) Escolher livremente a carreira que deseja seguir. O processo de seleção para as universidades leva em conta fatores ideológicos e as “necessidades da revolução” naquele momento.
30) Convidar um estrangeiro para passar uma noite em sua casa. Se os vigilantes CDR (Comitês de Defesa da Revolução, quer dizer, espiões de vizinhos) denunciam que um estrangeiro esta pernoitando na casa de um cubano, as investigações iniciadas terminarão em multa ou, em caso de reincidência, na expropriação da casa.
31) Comprar leite para crianças maiores de sete anos.
Parece que ainda é permitido respirar!
NEGROS (TEXTO APRESENTADO POR EDUARDO ELLERY)
O político mais poderoso do mundo é negro;
A mulher mais rica e influente na mídia é negra;
O melhor jogador de golfe de todos os tempos é negro;
As melhores jogadoras de tênis do mundo também são negras;
O ator mais popular do mundo é negro;
O piloto de corrida mais veloz do mundo é negro;
O mais inteligente astrofísico na face da terra é negro;
O mais próspero cirurgião cerebral do mundo é negro;
O homem mais rápido do mundo é negro;
Por que no Brasil eles ainda precisam de cotas?
AUTOMATISMO SUBSERVIENTE
Veículos de comunicação são todos eles, em qualquer lugar planeta, orientados por algum viés ideológico, político, partidário, negocial, empresarial ou o que seja. Além das empresas de comunicação, partidos políticos, sindicatos, associações de bairro, ongs, empresas, igrejas, entidades filantrópicas e outros entes mantêm jornais, revistas, blogs, sites, tvs, rádios… transmitindo ideários, defendendo interesses. Nao é só o grande capital que tem ascendência sobre essa miríade cacofônica, plural, de meios de comunicação. Propugnar que cada veículo seja isento de tais influências é pura utopia. O que importa é a garantia do respeito a essa pluralidade. Qualquer forma de controle de conteúdos, além do que a própria Lei já estabelece sobejamente, é danosa à liberdade de expressão e opinião e à democracia.
Sérgio Simonetti (27/01/2010)
O automatismo subserviente dos nossos meios de comunicação ao sonoro e poderoso canto dos cifrões está completando dois séculos. Esse vício originou-se nos idos de 1808 com a publicação, em Londres, do primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense, por Hipólito José da Costa. Essa primeira manifestação do esperto surrealismo brasileiro – porquanto por aqui não se permitia a existência de qualquer publicação – já nasceu associada à reverência pelo dinheiro. Hipólito da Costa, mesmo impedido de publicar seu jornal na então colônia brasileira, não teve qualquer pudor em vender as “simpatias” do seu jornal a D. João VI. O mesmo Hipólito que defendia a liberdade de expressão e idéias liberais acabaria, porém, inaugurando o sistema de relações promíscuas entre imprensa e governo no Brasil. Por um acordo secreto, D. João começou a subsidiar Hipólito na Inglaterra…” (da obra “1808…”, de Laurentino Gomes, págs. 75 e 135). O tratamento ameno, a omissão, a manipulação de notícias vingou muito cedo, quando ainda nem tínhamos imprensa e éramos avassaladoramente analfabetos. Tudo já delineado para acobertar compromissos secretos, negociatas, e outras artimanhas perigosas que, se publicadas, poderiam envolver governo, políticos, grupos de poder, ricaços, etc. Isso nunca foi segredo, como atestam evidências ruidosas, garimpagem de pesquisadores, denúncias, e até mesmo inconfidências como esta: “Um verdadeiro jornal constitui para o público uma verdadeira bênção. Dispensa-o de formar opiniões e formular idéias. Dá-lhes já feitas e polidas, todos os dias, sem disfarces e sem enfeites, lisas, claras e puras” (jornal O Estado de São Paulo, editorial de 14/01/1928). O Estadão confirmou praticar e aconselhou tacitamente aos demais meios de comunicação, no início da 2ª quadra do século passado, a ação habitual de impingir aos leitores as informações mais convenientes aos interesses da mídia e daqueles que ela representa. A televisão já começou a funcionar no mesmo diapasão, que o sistema de radiodifusão também já adotara. Esse comportamento antiético tornou-se então um padrão disseminado por todo o território nacional, abrangendo a gama dos meios de comunicação, ressalvando-se apenas algumas exceções e ressaltando-se os pontas-de-lança dessa ação deletéria sempre presentes em denúncias: de outros congêneres, em livros e na Internet.
“As notícias são construídas a partir da opinião do dono da empresa e de seus representantes sem nenhum aporte de qualquer tipo de fonte, matéria básica do jornalismo” ( dito por Antônio Aureliano – presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe-Fepalc; vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj; e coordenador geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação-FNDC.
Martinho Nunes da Costa
CARTA DO TOSTÃO (Setembro de 2009)
Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época…
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.
Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.
Tostão – ex-jogador de futebol, campeão mundial em 1970.
CARTA AO SENADOR JARBAS VASCONCELOS
Fortaleza, 17 de fevereiro de 2009.
O senhor se sublimou com a entrevista na VEJA. O senhor será o mais perseguido dos políticos do País. Não se assuste. Estarei ao seu lado. Sabe quem eu sou? Um cidadão brasileiro que viu a desgraça do País em 1964. Vi a fome e vi a miséria humana. Vi a fome matar filhos de meus soldados da Polícia Militar do Piauí. Vi o Brasil ser salvo de uma ditadura de esquerda, onde assassinos brasileiros se especializavam em CUBA - URSS – CHINA, em cursos de guerrilhas para matar brasileiros e, hoje, roubam o nosso país, descaradamente.
Vi tudo isso e vi o Brasil voltar à DEMOCRACIA tão falada e defendida pelo senhor. O senhor diz que era do MDB para combater a ditadura dos militares e os militares defendendo a DEMOCRACIA e morrendo contra os MARIGUELLAS, as DILMAS, os que mudavam de caras como Zé Dirceu etc. Deu no que deu. Nós não queremos tomar conta do Brasil. Queremos um Brasil digno para nossos filhos. Quando abro a TV Senado e vejo determinadas caras falando tenho vontade de quebrar a TV. Nenhuma reação acontecerá. Ficarão calados parecendo que não é com eles.
O senhor foi enganado e eu continuei firme no meu Exército. Agora estamos juntos por questões de princípios. Odeio a MENTIRA. Amo a VERDADE. Odeio quem ROUBA e amo quem TRABALHA. Odeio o SEM CARÁTER e amo o PATRIOTA. Odeio o CANALHA e amo a grandeza do homem que tem DIGNIDADE.
Tenho na minha cabeceira o HOMEM MEDÍOCRE de JOSÉ INGENIEIROS. Vivemos a mediocridade da postura, do cabelo grande, do SIFU, da cantada, e a idéia que dinheiro compra tudo. Para alguns o descaramento é tanto que o que interessa é sexo, dinheiro e poder. Tenho nojo de tanta mediocridade. Vende-se até a mãe. Nada mais deprimente como algumas senhoras foram expostas pelos maridos no plenário do Senado. Quando a mulher chora em público é porque a dor é profunda. Políticos usaram-nas como biombos de seus crimes e até para tirar dinheiro roubado em banco. Não se respeita mais nem a mulher no Brasil. Chegamos ao mais profundo lamaçal!
O senhor afirmou que seu Partido é corrupto. Só ele ou todos? E o papel da Justiça em tudo isso? Agora, é o STF legalizando o roubo, o crime organizado, o crime do colarinho branco e a sociedade perdida no emaranhado de leis. Sabe como o senhor será chamado no seu Senado? Imbecil. O senhor foi contra a canalha que governa. O senhor foi contra o sistema. Sabe como serei visto: Um Don Quixote. Somos dois Don Quixotes, mas podemos entrar em qualquer lugar do Brasil. Eles, aqueles que combatemos, precisam de Polícia, de carros blindados e outras coisas mais, pois são apenas ladrões do nosso povo!
Não aceito o senhor sair da arena. Torne-se um Cícero ou Catão. Vá todo dia para o senado e não permita que a canalha fale. Grite. Talvez o senador PEDRO SIMON possa lhe ajudar. Vamos unir forças para salvar o País. Assim, fez Cícero e salvou ROMA de CATILINA. Pode ser que o PEDRO SIMON grite, também, e o SENADO crie um pouco de vergonha na cara.
Criei alma nova. Apareceu um macho neste País de eunucos. Ou agora ou nunca mais. Vão vender o Brasil para ganhar a eleição de 2010. São irresponsáveis.
Por amor de DEUS fique firme na trincheira!…
GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO – COORDENADOR DO GRUPO GUARARAPES