Escrito por PauloLustosa

Boca Maldita

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A vida em Cuba

ENVIADO POR MEYRELLES DO SOUTO

Já sabemos o que é proibido em todos os países de regimes totalitários. São todos iguais. Mas há pequenos detalhes que não são mencionados por serem um verdadeiro Teatro do Absurdo e parece que se está entrando no terreno da ficção. Mas o que se segue são fatos da vida cotidiana em Cuba. 

É Proibido:

1) Mudar de emprego sem permissão do governo. 
2) Mudar de casa: as permutas podem ser realizadas se aprovadas e após os interessados se submeterem a dezenas de regulamentos. 
3) Publicar seja o que for sem permissão do governo. 
4) Possuir um PC, fax, ou antena parabólica. 
5) O acesso a Internet, severamente controlado e vigiado pela segurança do Estado. Apenas 1,7% da população tem acesso a Internet. 
6) Ler livros, revistas ou jornais, com exceção dos aprovados e publicados pelo governo. Não existe Imprensa independente. Ler “1984” ou “A Revolução dos Bichos”, de Orwell, é considerado tão subversivo quanto ter um exemplar da revista Sputnik ou Novidades de Moscou, editadas durante a Perestroika, na antiga URSS. 
7) Receber publicações do exterior, ou levadas por visitantes (passível de detenção segundo a Lei 88). 
8) Comunicar-se livremente com jornalistas estrangeiros. 
9) Frequentar hotéis, restaurantes, praias, spas e demais complexos para turistas, onde cubanos não podem entrar. 
10) Aceitar presentes ou doações de visitantes estrangeiros. 
11) Procurar emprego em companhias estrangeiras estabelecidas na ilha sem aprovação antecipada do governo. 
12) Possuir negócios próprios (propriedade privada). Apesar de alguns negócios de pequena monta terem obtido a aprovação do governo, são submetidos a impostos e regulamentações asfixiantes. 
13) Ganhar mais do que o salário estabelecido pelo governo para todos os empregos: 7-12 dólares por mês para a maioria dos trabalhos; 15-20 dólares ao mês para profissionais como médicos e funcionários do governo. 
14) Vender qualquer objeto pessoal, serviços, produtos alimentícios preparados em casa ou artesanato caseiro, sem a aprovação do governo. 
15) Pescar no litoral ou em um bote, sem permissão do governo. 
16) Organizar times desportivos, atividades de esporte e atuações artísticas sem permissão do governo. 
17) Receber prêmio em dinheiro ou tentar atuar no estrangeiro. 
18) Escolher um médico ou um hospital. Quem escolhe isso é o governo. 
19) Buscar ajuda médica fora de Cuba. 
20) Contratar um advogado, a não ser que se obtenha a aprovação do governo. 
21) Negar-se a participar de manifestações ou demonstrações em massa organizadas pelo Partido Comunista. Negar implica em ser caracterizado como inimigo do regime 
22) Negar-se a participar em trabalho ‘voluntário’ com adultos e crianças. 
23) Negar-se a votar nas eleições com partido único e candidatos nomeados pelo governo… (Fidel Castro não é eleito em voto direto. Seu nome nunca aparece nas cédulas). 
24) Transportar produtos alimentícios para consumo pessoal ou familiar de uma província a outra. As maletas dos viajantes podem ser revistadas a qualquer momento em trens, ônibus, carros particulares, bicicletas ou qualquer outro meio de transporte. Os produtos são confiscados e os portadores processados judicialmente pelo delito. 
25) Matar uma vaca. Os camponeses que ousarem matar uma rês, mesmo que de sua propriedade, para consumo da família, e muito menos para vender, cometem um delito cuja pena é de 5 anos de detenção. 
26) Comprar ou vender imóveis e terrenos. Só é permitida a permuta, e isso depois de seguir inúmeras regulamentações. Apesar de menos de 6% das terras agricultáveis ainda permanecerem em mãos de camponeses, pois a grande maioria foi expropriada na primeira década após a revolução. 
27) Importar freezer, condicionadores de ar, fogões, fornos, microondas, ferros de passar, aquecedores de água, duchas, frigideiras e torradeiras. 
28) Regressar para viver no país depois de ter emigrado. Quem decide voltar à ilha para rever seus parentes necessita de um visto de permissão que custa 450 dólares, mesmo que tenha passaporte estrangeiro. Se o visto for rejeitado, o dinheiro não é devolvido. 
29) Escolher livremente a carreira que deseja seguir. O processo de seleção para as universidades leva em conta fatores ideológicos e as “necessidades da revolução” naquele momento. 
30) Convidar um estrangeiro para passar uma noite em sua casa. Se os vigilantes CDR (Comitês de Defesa da Revolução, quer dizer, espiões de vizinhos) denunciam que um estrangeiro esta pernoitando na casa de um cubano, as investigações iniciadas terminarão em multa ou, em caso de reincidência, na expropriação da casa. 
31) Comprar leite para crianças maiores de sete anos.

Parece que ainda é permitido respirar!

 

NEGROS (TEXTO APRESENTADO POR EDUARDO ELLERY)
O político mais poderoso do mundo é negro;

A mulher mais rica e influente na mídia é negra;

O melhor jogador de golfe de todos os tempos é negro;

As melhores jogadoras de tênis do mundo também são negras;

O ator mais popular do mundo é negro;

O piloto de corrida mais veloz do mundo é negro;

O mais inteligente astrofísico na face da terra é negro;

O mais próspero cirurgião cerebral do mundo é negro;

O homem mais rápido do mundo é negro;

Por que no Brasil eles ainda precisam de cotas?

AUTOMATISMO SUBSERVIENTE

Veículos de comunicação são todos eles, em qualquer lugar planeta, orientados por algum viés ideológico, político, partidário, negocial, empresarial ou o que seja. Além das empresas de comunicação, partidos políticos, sindicatos, associações de bairro, ongs, empresas,   igrejas, entidades filantrópicas e outros entes mantêm jornais, revistas, blogs, sites, tvs, rádios… transmitindo ideários, defendendo interesses. Nao é só o grande capital que tem ascendência sobre essa miríade cacofônica, plural, de meios de comunicação.  Propugnar que cada veículo seja isento de tais influências é pura utopia. O que importa  é a garantia do respeito a essa pluralidade. Qualquer forma de controle de conteúdos, além do que a própria Lei já estabelece sobejamente, é danosa à liberdade de expressão e opinião e à democracia.

Sérgio Simonetti (27/01/2010)

 O automatismo subserviente dos nossos meios de comunicação ao sonoro e poderoso canto dos cifrões está completando dois séculos.  Esse vício originou-se nos idos de 1808 com a publicação, em Londres, do primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense, por Hipólito José da Costa. Essa primeira manifestação do esperto surrealismo brasileiro – porquanto por aqui não se permitia a existência de qualquer publicação – já nasceu associada à reverência pelo dinheiro.  Hipólito da Costa, mesmo impedido de publicar seu jornal na então colônia brasileira,  não teve qualquer pudor em vender as “simpatias” do seu jornal a D. João VI.  O mesmo Hipólito que defendia a liberdade de expressão e idéias liberais acabaria, porém, inaugurando o sistema de relações promíscuas entre imprensa e governo no Brasil.  Por um acordo secreto, D. João começou a subsidiar Hipólito na Inglaterra…” (da obra “1808…”, de Laurentino Gomes, págs. 75 e 135). O tratamento ameno, a omissão, a manipulação de notícias vingou muito cedo, quando ainda nem tínhamos imprensa e éramos avassaladoramente analfabetos.  Tudo já delineado para  acobertar compromissos secretos, negociatas, e outras artimanhas perigosas que, se publicadas, poderiam envolver governo, políticos, grupos de poder, ricaços, etc. Isso nunca foi segredo, como atestam evidências ruidosas, garimpagem de pesquisadores, denúncias, e até mesmo inconfidências como esta:  “Um verdadeiro jornal constitui para o público uma verdadeira bênção.  Dispensa-o de formar opiniões e formular idéias.  Dá-lhes já feitas e polidas, todos os dias, sem disfarces e sem enfeites, lisas, claras e puras” (jornal O Estado de São Paulo, editorial de 14/01/1928). O Estadão confirmou praticar e aconselhou tacitamente aos demais meios de comunicação, no início da 2ª quadra do século passado,  a ação habitual de impingir aos leitores as informações mais convenientes aos interesses da mídia e daqueles que ela representa. A televisão já começou a funcionar no mesmo diapasão, que o sistema de radiodifusão também já adotara. Esse comportamento antiético tornou-se então um padrão disseminado por todo o território nacional, abrangendo a gama dos meios de comunicação, ressalvando-se apenas algumas exceções e ressaltando-se os pontas-de-lança dessa ação deletéria sempre presentes em denúncias: de outros congêneres, em livros e na Internet.

“As notícias são construídas a partir da opinião do dono da empresa e de seus representantes sem nenhum aporte de qualquer tipo de fonte, matéria básica do jornalismo” ( dito por Antônio Aureliano – presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe-Fepalc; vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj; e coordenador geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação-FNDC.

Martinho Nunes da Costa

 

CARTA DO TOSTÃO (Setembro de 2009)

Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.

Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia. 

O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época…

O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.

É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades. 

A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda. 

Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.

Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem. 

Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros. 

Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

Tostão – ex-jogador de futebol, campeão mundial em 1970.

 CARTA AO SENADOR JARBAS VASCONCELOS

 Fortaleza, 17 de fevereiro de 2009.

O senhor se sublimou com a entrevista na VEJA. O senhor será o mais perseguido dos políticos do País. Não se assuste. Estarei ao seu lado. Sabe quem eu sou? Um cidadão brasileiro que viu a desgraça do País em 1964. Vi a fome e vi a miséria humana. Vi a fome matar filhos de meus soldados da Polícia Militar do Piauí. Vi o Brasil ser salvo de uma ditadura de esquerda, onde assassinos brasileiros se especializavam em CUBA - URSS – CHINA,  em cursos de guerrilhas para matar brasileiros e, hoje, roubam o nosso país, descaradamente.

Vi tudo isso e vi o Brasil voltar à  DEMOCRACIA tão falada e  defendida pelo senhor. O senhor diz que era do MDB para combater a ditadura  dos militares e os militares defendendo a DEMOCRACIA e morrendo contra os MARIGUELLAS, as DILMAS, os que mudavam de caras como Zé Dirceu etc. Deu no que deu. Nós não queremos tomar conta do Brasil. Queremos um Brasil digno para nossos filhos. Quando abro a TV Senado e vejo determinadas caras falando tenho vontade de quebrar a TV. Nenhuma reação acontecerá.  Ficarão calados parecendo que não é com eles.

O senhor foi enganado e eu continuei firme no meu Exército. Agora estamos juntos por questões de princípios. Odeio a MENTIRA. Amo a VERDADE. Odeio quem ROUBA e amo quem TRABALHA. Odeio o SEM CARÁTER e amo o PATRIOTA. Odeio o CANALHA e amo a grandeza do homem que tem DIGNIDADE.

Tenho na minha cabeceira o HOMEM MEDÍOCRE de JOSÉ INGENIEIROS. Vivemos a mediocridade da postura, do cabelo grande, do SIFU, da cantada, e a idéia que dinheiro compra tudo. Para alguns o descaramento é tanto que o que interessa é sexo, dinheiro e poder. Tenho nojo de tanta mediocridade. Vende-se até a mãe. Nada mais deprimente como algumas senhoras foram expostas pelos maridos no plenário do Senado. Quando a mulher chora em público é porque a dor é profunda. Políticos usaram-nas como biombos de seus crimes e até para tirar dinheiro roubado em banco.  Não se respeita mais nem a mulher no Brasil. Chegamos ao mais profundo lamaçal!

O senhor afirmou que seu Partido é corrupto. Só ele ou todos? E   o papel da Justiça em tudo isso?   Agora,  é o STF   legalizando o roubo, o crime organizado, o crime do colarinho branco e a sociedade perdida no emaranhado de leis. Sabe como o senhor   será   chamado no   seu Senado? Imbecil. O senhor foi contra a canalha que governa. O senhor foi contra o sistema. Sabe como serei  visto: Um Don Quixote.  Somos dois Don Quixotes, mas podemos entrar em qualquer lugar do Brasil. Eles, aqueles que combatemos, precisam de Polícia, de carros blindados e outras coisas mais, pois são apenas ladrões do nosso povo!

Não aceito o senhor sair da arena. Torne-se um Cícero ou Catão. Vá todo dia para o senado e não permita que a canalha fale. Grite. Talvez o senador PEDRO SIMON possa lhe ajudar. Vamos unir forças para salvar o País. Assim, fez Cícero e salvou ROMA de CATILINA. Pode ser que o PEDRO SIMON   grite, também, e o SENADO crie um pouco de vergonha na cara.

Criei alma nova. Apareceu um macho neste País de eunucos. Ou agora ou nunca mais. Vão vender o Brasil para ganhar a eleição de 2010. São irresponsáveis.

Por amor de DEUS fique firme na trincheira!…

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO – COORDENADOR DO GRUPO GUARARAPES