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13 jul 2010

QUEM TEM COMPETÊNCIA…

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Este cenarista cumprimentava o Ministro Marco Aurélio de Mello, pelo seu aniversário, no dia 12 de julho. Ao mesmo tempo em que o cumprimentava, não apenas pela idade, pela competência, pela cultura e pelo excelente caráter que é, surpreendeu ao cenarista o prêmio concedido pelas Organizações O Globo, pelo fato de haver acertado, em cheio, no papel de “famoso palpiteiro”, com 137 pontos, os escores dos principais jogos da Copa do Mundo, inclusive a final!

E o Ministro, flamenguista inveterado, foi o grande vencedor mostrando que, além de cultura jurídica, tem uma bem nutrida formação humanística, além de entender de futebol, como poucos. Na verdade o Ministro, na sua análise sobre o êxito da Fúria, mostrou que, conjunto e talento de um grupo como um todo, são os ingredientes fundamentais para o êxito de uma missão, máxime, no futebol!

A lição dada pela Espanha mostrou ao mundo que, no esporte, a arte supera a força bruta e se “estabelece” pelo que representa de beleza, de cadência, de ritmo e de talento, no toque da bola. O futebol, com a necessária e envolvente firula, com o passe preciso, com os deslocamentos e lançamentos bem planejados, lembra que certos preceitos continuam prevalecendo: por exemplo, a máxima de Gentil Cardoso (ou seria de Neném Prancha?) de que “quem se desloca recebe e quem pede tem preferência” se aplica ao futebol-arte. É claro que futebol-arte sem conjunto, sem disciplina e sem raça, acaba virando futebol de várzea, debochado, mas sem resultado.

Quando aqui este cenarista lamentou que Dunga não tivesse aprendido com o passado que, sem banco, nenhuma seleção vai a lugar algum; sem talento e só acreditando na força e na sorte; e, que sempre deve haver espaço para experimentos com jovens talentos, não deixaria de ter levado Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato, Paulo Henrique Ganso, Neymar, Hernanes, entre outros, deixando para trás os gilbertos, os josués, entre outros. Mesmo considerando Kaká um craque diferenciado, sabendo, inclusive, que ele não estava bem fisicamente, como é que não se levou alguém do seu talento e criatividade caso ocorresse o que ocorreu com ele?

Se a lição recebida nessa Copa mostra que teimosia não rima com alegria, é crucial mirar nos exemplos das copas de 70, de 82 e de 58 para formar um time que, na visão do bom senso e do equilíbrio, sem interferências de cartolas e de técnicos, negociadores de passes de jogador ou imposição de patrocinadores, é o que se espera de critérios para a próxima seleção. E tudo vai começar com a escolha do técnico e da sua comissão técnica. Depois, as primeiras convocações dirão para que rumo estará caminhando a seleção brasileira.

Que bom que a CBF aprendesse com a CBV, onde o Vôlei, em qualquer modalidade, só tem nos dado alegria! E, até o judô, a natação e, daqui a pouco, o próprio basquete, mostrarão que um trabalho sério e de equipe, gera resultados que se transformam em alegria para o povo brasileiro.

Sem esperteza, sem improvisações, sem trapaças e sem incompetências, a canarinha voltará a ser aquilo que, por muitas vezes, embalou os sonhos dos brasileiros.

Imagine se nessas eleições os brasileiros resolvam cobrar dos seus candidatos os compromissos fundamentais para o enfrentamento de algumas chagas, tipo violência urbana e rural, baixa qualidade da educação e limitações enormes da infra-estrutura e da ação do estado! Aí seria uma possível revolução que, ao lado do que se espera faça o projeto ficha-limpa, no sentido de extirpar aqueles que denigrem a função pública, mudaria os contornos desse país que todos os brasileiros desejam, aspiram e tem direito!

12 jul 2010

O INFERNO ASTRAL DE DILMA!

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Circula, basicamente, entre os formadores de opinião, a ocorrência de um possível desentendimento entre Lula e a sua candidata Dilma Roussef. Dizem que o que levou a uma profunda insatisfação e desânimo de Lula foi a constatação da reação negativa de Dilma, diante da busca de Lula de protegê-la, certo que estava ajudando a candidata.

O Presidente achou, no jeito bonachão que o caracteriza de, num determinado evento, dizer que Dilma era um “Lula de saias” e que o público presente tivesse a certeza que seria ele que estaria “mandando” no próximo Governo. Tão somente uma atitude de quem queria ajudar, da forma mais intensa possível, a uma candidata “inventada” por ele. Acrescentou ainda que as possíveis falhas e equívocos que porventura ocorressem no governo Dilma, ele estaria presente para saná-los. Assumiu, um pouco, os ares de todo poderoso, talvez mais como boa-fé do que por arrogância.

Segundo tais especuladores e forjadores de cenários possíveis ou de meras fantasias, Dilma, do alto dos seus 39 por cento de preferências além do fato de que, depois da ultima pesquisa, tanto do IBOPE como do DATAFOLHA, onde se verificou um empate técnico entre os dois candidatos, começou a achar que já conseguia encantar o eleitor e, aparentemente, poderia ensaiar vôo solo! Também Dilma, mais do que o seu principal adversário, ficou deveras impressionada com o fato constatado na mesma pesquisa, de que a taxa de transferência de votos de Lula para ela, reduziu-se de 14 para oito pontos percentuais! Ou seja, como que o seu nome, no caso de Dilma, estaria cristalizado e o que tinha que ser capitalizado, em termos da proteção de Lula, já devia estar contabilizado como parte desses atuais 38 ou 39 por cento, alcançados pela candidata de Lula.

Por outro lado, a dura reação de Dilma à tutoria e monitoramento de Lula, parecia que tinha como objetivo fugir da pecha que lhe querem colar de marionete ou de boneco de ventríloquo de Lula. O fato é que Lula tem demonstrado, pela leitura de algumas reações e atitudes, bem como de declarações recentes, de que anda cansado, chateado e enfastiado, segundo alguns amigos mais próximos, com o final do mandato e com a própria candidatura de Dilma. Talvez, desgostoso com o “andar da carruagem” da campanha e da forma com que Dilma e os seus fieis escudeiros, estão a tratá-lo, é que, possa explicar esse inexplicável e inoportuno périplo africano, inclusive, encerrado com um melancólico adeus a África do Sul, sem assistir a final definidora do Campeão Mundial.

A experiência de haver deixado Dilma sem a sua proteção, durante o período que a mesma esteve no exterior e, nessa semana, deixada “lançada aos leões”, parece que teve o propósito de mostrar, a candidata, a sua fragilidade no responder as criticas dos concorrentes; a antipatia já manifesta da mídia – nunca bem tratada pela candidata e “expulsa” de seu contacto, bem mais próximo, quando da sua viagem européia; – além das “estripulias” dos seus não tão fiéis escudeiros, pois que os mesmos tem se mostrado mais leais às suas convicções ideológicas do que ao projeto de garantir a eleição de sua candidata. Ou, talvez, a atitude da equipe de Dilma que, pelo excesso de “salto alto” e inexperiência no conduzir o projeto eleitoral, tenha produzido cansaço e esse ar de enfado de Lula.

Uma das ilações relativa a um certo descaso de Lula com relação a Dilma, deriva de algumas declarações e decisões tomadas por ele, ultimamente. Ao ser indagado sobre os problemas que estão sendo levantados em relação à Copa a ser realizada no Brasil, disse que o problema não é dele, mas, do próximo Presidente! Também Lula decidiu que não se licenciará para fazer campanha, pois não pode fugir de suas responsabilidades como Presidente da Nação. Dedicará, como permite a lei, os sábados e os domingos e não irá a estados onde a candidata esteja apoiada por duas coligações, ou seja, onde existam dois palanques!

Diante da possível fragilização de Dilma, notadamente no famigerado episódio do já chamado “programa de governo Porcina: aquele que foi sem nunca ter sido”, apresentado ao TSE, até mesmo a pacifista Marina Silva tomou ares de beligerância ao afirmar que “quando as alianças não são feitas com base em conteúdo, a gente, às vezes, passa por uma situação vexatória”, como a que passou Dilma. Como é sabido, na primeira versão apresentada pelo comando da campanha de Dilma, além de não considerar as idéias do PMDB e reproduzir, praticamente, o Programa Nacional de Direitos Humanos, cujas propostas geraram conflitos enormes, com quase todos os segmentos da sociedade brasileira, teve que ser substituído, às pressas, por uma versão “light” elaborada por Palocci.

E Serra aproveitou para alfinetar dizendo que “o povo aceita o lulismo, mas não aceita o petismo. Desde a eleição de 2006, viu-se um notável distanciamento entre o que representa Lula e as bandeiras do PT”. E o mais grave para Dilma é que está ficando patente, para muitos analistas, que fica parecendo que ela, ao chegar ao Poder, será controlada pelo petismo, dividido entre a parte dominada pelos ideológicos radicais – Franklin Martins, Luis Dulci, Marco Aurélio Garcia, Samuel Pinheiro Guimarães, Paulo Vanucci, Valter Pomar, Tarso Genro, entre outros – e os chamados pragmáticos, expertos e sabidos – José Dirceu, Antonio Palocci, João Paulo, José Genuíno, Virgílio Guimarães, Professor Luisinho, Cândido Vacarezza, Marta Suplicy -, além de aliados ambiciosos e gulosos que, sabendo da falta de jogo de cintura de Dilma e da falta que farão os quarenta anos de estrada e de experiência, em termos de negociação, de Lula, apresentarão faturas impagáveis e gerarão crises institucionais permanentes.

Vai ser difícil a Dilma recuperar a credibilidade e restaurar a confiança, diante de tantos erros, equívocos e atitudes, pouco corretas, que imputam a ela e aos seus assessores mais diretos. Vai ser difícil, sem o monitoramento de Lula e de uma tentativa de “industrializar” uma certa humildade, para poder entender que ela, por enquanto, é apenas uma invenção de Lula.

9 jul 2010

OS MICOS DA SEMANA!

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Mico número um: A Copa da frustração e a Copa da Incerteza!

Depois da frustração com a desclassificação nacional na primeira Copa disputada no Continente Africano, as vistas se voltam para as angústias relacionadas com o “diabo” do cronograma das obras, serviços, meios e decisões para a realização do evento, em 2014, no Brasil.

Por incrível que pareça, nada foi feito em relação às obras de infra-estrutura nas cidades que sediarão a referida “festa nacional”. Os estádios estão em um tremendo “enrosco” desde o Morumbi, já descartado pela falta de quem o financie – o atual governador de São Paulo diz que prefere investir em um grande Centro Olímpico para as crianças do que num estádio que, ou será doado a um clube ou será um grande elefante branco -, até estádios como o de Brasília, do Ceará e outros mais, que nem a licitação foi resolvida!

Por outro lado, o Presidente Ricardo Teixeira, numa espécie de “queda de braço” com o Presidente Lula, diz que os problemas da Copa de 2014 são três: aeroportos, aeroportos e aeroportos!
E, por último, o Presidente Lula, já quase “jogando a toalha”, não se sabe se já é um certo ar de cansaço, frustração e desinteresse, face o esgotamento do seu mandato, diz que “o que virá a ocorrer no futuro, relativos aos problemas da Copa de 2014, “se deve cobrar do próximo presidente”.

É, a coisa “tá preta”, inclusive quando todos assistem a um país paupérrimo como a África do Sul, que se endividou, muito, para montar a infra-estrutura para a disputa da Copa, com os micos dos estádios que ficarão às moscas e sem quase uso depois que findar o evento. E imaginem o Brasil, com doze estádios em doze capitais do país, além de toda uma infra-estrutura de saneamento, transporte, saúde, segurança, hotéis, etc., como administrará tal inventário e que uso dará para que, pelo menos, os estádios tenham a metade da capacidade usada na média de eventos futebolísticos durante o ano?

Mico número dois: Dilma, ” o Programa que não foi” e o “adular os adversários”!

Dilma está ansiosa pelo retorno de Lula ao Brasil. Não só para protegê-la do assédio da mídia, da pressão dos aliados, mas também e, principalmente, dos erros estratégicos cometidos pelos seus fiéis escudeiros, no caso Marco Aurélio Garcia e Franklin Martins.

Fizeram-na apresentar, com sua assinatura e rubrica, um programa que, além de afugentar os conservadores do País, assustaria a mídia, o agronegócio, os empresários, a igreja, pois reproduzia, basicamente, as propostas contidas no Programa Nacional de Direitos Humanos. E, o mais grave, tendo descoberto quase que tardiamente, o equívoco, Dilma foi obrigada a retirar, às pressas, o tal programa gerando o que disse a sua ex-companheira de PT, ex-deputada Lúcia Starling, de Minas Gerais: “Se agora ela é capaz de fazer dessas coisas, imagine quando ela estiver com o poder nas mãos”! O próprio aliado, dificílimo no trato, pois sempre apresenta faturas impagáveis, ficou desconcertado com o episódio e frustrado porque nada da sua proposta de programa foi aproveitado pelo comando da campanha de Dilma. Ou Lula chega logo e com ânimo para assumir o processo, ou os escudeiros de Dilma criarão mais embaraços para ela.

Mico número três: o buraco das contas públicas e a “herança maldita” para o próximo presidente!

Prepara-se uma verdadeira bomba, de efeito retardado, para o próximo governante do País. Os “sacos de bondade” do Executivo e a já conhecida irresponsabilidade do Congresso Nacional, além dos gastos irredutíveis que já realizaram nas contas correntes públicas, aproveitaram o ano eleitoral para aumentar os gastos públicos – 2,7 bilhões nos 39.624 cargos públicos criados do início do ano até agora; aumento de 1,6 bilhões na fatura de uma Previdência cujo déficit, já esperado, de 43,4 bilhões de reais; além do prometido ao poder Judiciário que deve alcançar 7 bilhões; sem contar os presumidos 25 bilhões se for garantido o piso de bombeiros e policiais militares! – além do aumento da dívida pública, do impacto das taxas de juros elevadas e da dependência, cada vez maior, de investimentos em moeda estrangeira.

Ademais, caso o Congresso resolva atender as demandas dos aposentados para garantir que não contribuam mais após os 70 anos, então mais dois bilhões irão à conta da Viúva. Segundo avaliações de alguns “experts”, até agora do total de “bondades” no Congresso, já foram aprovadas algo em torno de 9 bilhões de reais, o que é apenas 2% do total apresentado, para discussão, pelos parlamentares, que soma 290 bilhões de reais! O “premiado ou a premiada” para administrar tal “buraco” nas contas públicas, além de ter que queimar muita “massa” cinzenta para equacionar tal problema, terá que realizar uma programação de investimentos que, só em rodovias, vai requerer, no mínimo, 23 bilhões para sua recuperação, a ser gasto a cada ano, além dos investimentos necessários para sediar a Copa e preparar os Jogos Olímpicos de 2016!

Do jeito que a coisa anda, notadamente quando economistas internacionais admitem que a recuperação mundial está mais para um revertério e uma nova crise do que para um horizonte mais positivo, aí é que se requer muito talento, criatividade e competência política para vender a necessidade de sacrifícios a uma população acostumada com “bondades sucessivas e frequentes”.

8 jul 2010

O UFANISMO ENVIESADO

Escrito por PauloLustosa. 1 Comentário

Colaboração: Leandro Amaral

Não é de hoje que os brasileiros, pelo menos na sua maioria, só expressam, com o coração e a alma, o seu ufanismo, o seu sentimento de nacionalidade e o seu amor pelo país em época de Copa do Mundo. Não existe outro evento no mundo capaz de paralisar o país, na sua totalidade, como um jogo da seleção canarinho pela Copa. Independente de se concordar ou não com a escalação do time ou com os métodos do seu técnico, o Brasil pára.

Leia mais no Ponto de Encontro

8 jul 2010

COISAS QUE NÃO ANDAVAM E…

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Colocada sempre como a primeira das prioridades do País, a educação de base, sempre preterida, continua avançando, mas, muito aquém do necessário e do desejado. Os dados do IDEB demonstram, à larga, que o esforço realizado até agora, não foi o suficiente e, se o foi, não teve o foco necessário e desejado. O que se avançou foi muito pouco, a não ser, em casos e situações muito esporádicas como os emblemáticos casos das escolas particulares, as escolas militares e, alguns casos extraordinários de escolas públicas como o notável exemplo de Cajuru, a 360 kilómetros da cidade de São Paulo.

O esforço para o desenvolvimento de fontes de energia alternativa, sonho sonhado pelo ex-ministro César Cals, tão criticado à sua época, começa a assumir ares de algo que foi incorporado pela sociedade brasileira como fundamental para situá-la nos novos tempos e nos novos paradigmas de desenvolvimento ambientalmente sustentável. Dessa forma, um grande avanço vem ocorrendo na construção de alternativas para a exploração das fontes renováveis de energia e para os novos caminhos das fontes alternativas. Os biocombustíveis avançam bem. As energias solar e eólica, começam a ter melhor espaço no mercado de energias alternativas embora ainda tenham custos menos competitivos que os derivados de petróleo. Mas, aos poucos, com os problemas ambientais derivados do uso de diesel, óleo combustível e gasolina, bem como os potenciais desastres ecológicos como o que ocorreu e ainda continua ocorrendo nos EUA, a tendência é que mais se amplie os espaços para referidas fontes mais limpas. Até mesmo para a energia nuclear, pelo que se desenvolvou em termos de segurança, já se abrem novos horizontes e o Brasil planeja a implantação de, pelo menos, novas usinas nucleares.

Se se avança em tais campos, inclusive na área de desenvolvimento científico e tecnológico, o que ocorre em termos de educação e de saúde pública, ainda deixa muito a desejar. O que se espera é que os novos pretendentes ao mando maior do País, apresentem idéias e propostas consistentes e viáveis para romper um dos maiores estrangulamentos da economia e do desenvolvimento da cidadania no País.

Mas, se no passado, o respeito a certos direitos difusos não andavam, depois que este cenarista começou a organizar toda a estrutura de defesa do consumidor do País — consolidação das leis num Código de Defesa; implantação de órgãos públicos nos estados e municípios; mobilização da sociedade civil para a criação de entidades de defesa do consumidor; criação de delegacias de defesa bem como a implantação dos juizados especiais de pequenas causas — fechou-se o circuíto de atuação integrada das ações de defesa da consumidor.

Da mesma forma, ao reestruturar, garantir de recursos definitivos a sua operação, este cenarista teve o privilégio de promover uma verdadeira revolução no empreendedorismo nacional, não só com a consolidação do Sebrae, a implantação do estatuto da micro-empresa, o estíulo a novos negócios com os programas de Pequenas Empresas, além de haver promovido o apoio a criação de mecanismos de fortalecimento dos pequenos com o franchising e o factoring e a pressão política para determinar todo um esquema  de compras governamentais. Se se quiser conhecer o que foi tal esforço, basta examinar o trabalho deste cenarista na Câmara dos Deputados, como Ministro das Desburocratização e nos quase quatro anos — de 1987 a 1990 — à frente do Sebrae, para conhecer a dimensão do que se realizou e se concretizou em favor dos pequenos negócios do País.

Claro que outros avanços como a consciência ambiental e todo um esforço em torno de proteção e defesa dos direitos das minorias, já mostram que a sociedade brasileira tem amadurecido bastante. Mas, a corrupcão, a violência, a impunidade e a leviandade ainda são fatores que fragilizam as instituições e impedem um maior respeito à cidadania e dificultam uma marcha mais célere para o crescimento sustentável do País.

7 jul 2010

ARMADILHAS, CONTRADIÇÕES, INSTABILIDADES, MENTIRAS E INSEGURANÇAS. O QUE IRÁ PREVALECER?m

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Nesta disputa presidencial, o que irá sensibilizar mais o eleitor? A disputa de currículos e de histórias de vida pessoal e profissional? Um passado de obras e realizações? A consistência das propostas, das idéias e dos argumentos? A simpatia pessoal?

Até agora os marqueteiros, senhores detentores do saber e “escarafunchadores” da alma e dos sentimentos dos eleitores, ainda não disseram o que tocará mais os corações e consciências daqueles a quem será pedido o voto. A simpatia pessoal, “uma boa embalagem”, nem que apresente um ar de falsidade porquanto, até bem pouco não correspondia ao conteúdo, será fator muito relevante para o eleitorado? E a simpatia pessoal? Todos esses elementos estarão presentes ou já se fazem presentes nas posturas dos candidatos. É comum se dizer que o povo, mais simples, não vota em candidato feio e nem em candidato pobre. Será?

A questão que se coloca é que os chamados votos já cristalizados – 30% para cada contendor e mais os 10% para Marina – não devem ser objeto dos atuais candidatos. Mas, os tais quarenta por cento que não se definiram, estão desinteressados ou não sabem ao certo se a sua manifestação atual, a favor de um ou outro candidato, está consistente com que espera e deseja dos presidenciáveis?

Acredita-se que os erros, equívocos e deslizes como os cometidos por Lula versus Collor; Covas versus Afif; Ciro versus Ciro; e, Roseana versus Lunus ou Serra, não irão mais promover viradas ou inviabilidades de candidaturas. Por outro lado, tão somente repisar no favor concedido ajuda, mas não define. O povo quer saber o que vai vir de acréscimo ao que ele já conquistou.

As críticas de Serra a Dilma e de Dilma a Serra começaram a ser ensaiadas. Provavelmente o questionamento relacionado, por exemplo, no caso de Dilma, a sua proposta inicial de programa de governo, que continha recomendações do tipo “realização de audiência prévia para a reintegração de terras invadidas”; “controle social dos meios de comunicação ou combate ao monopólio da mídia”; “implantação do imposto sobre grandes fortunas”; “a reestatização do País”, entre outras idéias saídas da cabeça do principal assessor e coordenador do programa de governo de Dilma, Marco Aurélio Garcia, devam sofrer, pelo menos, por enquanto, recuos estratégicos.

As demais idéias colocadas por Dilma, como, por exemplo, a realização de uma ampla reforma tributária, desonerando investimentos e folha de pagamentos, além de unificação da legislação do ICMS deverão sofrer questionamentos sérios sobre impasses difíceis de serem solucionados. Impasses do tipo se cobrar os tributos na origem ou no destino? Como acabar com a guerra fiscal, mas, ao mesmo tempo, promover a correção de desequilíbrios regionais? Como propiciar a construção de um novo pacto federativo? Tudo isto será muito discutido nos debates entre os candidatos.

Quando da elevação da temperatura da campanha, questionamentos relativos a terem os contendores mentido sobre currículos, dossiês e proteção de aloprados, além de, para mobilizar militares, indagações sobre a criação da Comissão da Verdade, entre outros temas, também estarão na pauta das discussões.

Questões sobre se Serra vai acabar com os programas sociais, desmantelar o bolsa-família, promover uma reforma da saúde que ele não fez como ministro, além de vir a ser questionado sobre as suas declarações de que os grandes projetos nacionais, para o Nordeste, para a Saúde e para a Educação, entre outros, criados à época do governo FHC, terem sido todos de sua lavra, também levantarão suspeitas sobre a sua honestidade intelectual.

Ou seja, os defeitos, os equívocos, a distorção da verdade, a mudança de discurso para se tornarem mais palatáveis e até a plastificação física, emocional e de idéias e conceitos, serão explorados, se não diretamente pelos candidatos, mas, com certeza, pelos seus prepostos.

Mas, o mais relevante disso tudo é que os candidatos deverão buscar mais criatividade nas idéias e na sua apresentação, pois que a maioria dos questionamentos aqui mencionados já foi objeto de exploração na mídia e, se não bem postos, revistos e atualizados, terão a cara de coisa requentada.

7 jul 2010

A FLOR DO LÓTUS!

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Diante de resultados relativamente frustrantes da avaliação do desempenho da educação de base no Brasil, vale chamar a atenção para o que ocorreu no pequeno município de Cajuru, a cerca de 360 quilômetros da capital paulista. A comunidade, de pouco mais de 25 mil habitantes, conseguiu garantir as cinco primeiras colocações, em termos de índice de qualidade da educação, entre todas as escolas do País! E num índice que mede a qualidade do ensino, num “range” de um a dez, o município alcançou nove! Por que não se faz isto no País, como um todo? Qual foi o milagre dali?

A aplicação honesta de 30% do orçamento da comunidade, uma mobilização de pais e alunos e uma excelente gestão das escolas. E, por ironia do destino, tudo isto foi conseguido pela liderança da Secretária de Educação que, por sinal, é a esposa do prefeito! Ou seja, nem o tão difamado nepotismo foi capaz de impedir tanto êxito e tanto sucesso!

No Ceará, 30 mil alunos têm os maiores níveis de desempenho no Brasil como um todo. São campeões das Olimpíadas de Química, Matemática, Biologia, Física, etc., além de conquistarem 43% das vagas do IME, do ITA e da Escola Naval do País. Imagine se algum candidato a governo se propusesse, com incentivos especiais às escolas detentoras de tão importantes índices, que se alcançasse, ao fim de um mandato de governo, 300 mil alunos em tais níveis e se criassem multiplicadores de gestão e de qualidade didático- pedagógica, para serem introduzidos nas escolas públicas? Aí seria uma revolução que mudaria todos os paradigmas e propiciaria um novo momento de sonho realizável para milhares de crianças e jovens desse país!

6 jul 2010

In Lula’s footsteps (The Economist)

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Dilma Rousseff is cruising towards victory on the coat-tails of a popular president. But there is more at stake in October’s election than meets the eye
Jul 1st 2010 | SÃo Paulo

Uma avaliação lúcida, oportuna e inteligente do quadro político e institucional do país.

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5 jul 2010

JUNHO, UM MÊS PRÁ LÁ DE GORDO!

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

No mês de junho, quebrou-se um pouco do que se costuma chamar de “monotonia da normalidade”.

No front internacional, a agilidade na adoção de uma série de medidas de austeridade fiscal e de revisão de controles sobre os fluxos financeiros e e sobre a movimentação do sistema bancário e financeiro, foi de chamar a atenção pela diligência e rapidez.
Ao mesmo tempo, o Governo Obama, aprovava, no Congresso Americano, talvez a mais ousada e profunda reforma do sistema financeiro e bancário americano de que se tem notícia! Mexeu no sistema, fez alterações no marco regulatório, estabeleceu punições às agências de rating, entre outras providências.

Ainda na cena externa, as estripulias de Armadinejadh, as sanções econômicas impostas ao Irã e, já nesse mesmo momento, o recuo estratégico do próprio Líder iraniano, aceitando, agora, receber o urânio enriquecido via decisão e monitoramento da AIEA, completam o cenário internacional. Claro que, nesse quadro de referências, a realização da primeira copa de futebol no continente africano, tão saudada por todos, mostrou, infelizmente, ao mundo, que a globalização fez mal a arte, pois essa é, de fato, a copa da mediocridade!

No Brasil, a melancolia causada pela frustração da pátria de chuteiras diante de um dunguismo teimoso e autoritário, já ameaça ser superada voltando-se o país já a pensar na copa de 2014 que será realizada por aqui. Claro que ainda está a depender da aceleração das atrasadas obras de infra-estrutura, inclusive da remodelação e construção de novos estádios de futebol.

A nova etapa de mobilização nacional está agora a cargo da política. Encerrados os prazos legais das convenções e registro das candidaturas, armados os palanques estaduais, o jogo das “indas e vindas” das pesquisas que, aparentemente, até agora, nada de mais disseram e, ao mesmo tempo, melhor analisadas, disseram muito, a campanha eleitoral dá o seu “start” a partir de hoje. Não disseram muito tais investigações porquanto, estão empatados, tecnicamente, os dois principais contendores e não se espera maiores solavancos nem mudanças no quadro de preferências do eleitorado, antes dos programas de rádio e televisão.

Por outro lado, mostram tais pesquisas, dados qualitativos interessantes sobre taxas de rejeição, preferências eleitorais espontâneas e a taxa de transferência de votos de Lula para a sua candidata. Surpreendeu a todos a queda de 14 para 8% na taxa de transferência de votos para Dilma, da mesma forma que não surpreende concluir que os dois candidatos principais têm cristalizados, cada um, 30% dos votos dos brasileiros.

Ainda sobre o mês de junho, que acabou de fechar, só a economia que continua “bombando”, a inflação recuando, aos poucos, para se aproximar mais da meta prevista e o Banco Central endurecendo em termos de uso de instrumentos de política monetária. Claro que, embora as perspectivas sejam bastante favoráveis para a economia, o problema do financiamento do balanço de pagamentos, as “irresponsabilidades” cometidas na área fiscal e os gargalos logísticos de infra-estrutura, ainda atormentam os “policy-makers” do país.

Na área da política, ainda ficam pendentes a “lambança” da interpretação do TSE sobre as coligações e o “imbróglio” interpretativo sobre os ficha-sujas que, após a concessão de três liminares recentes, deixam sérias dúvidas sobre a aplicação do instrumento para “limpar a área” daqueles que, ao invés de currículo, têm folha corrida na polícia.

4 jul 2010

“VOU-ME EMBORA PRO PASSADO…”

Escrito por PauloLustosa. 1 Comentário

Parece que um dos males que acometem as pessoas submetidas aos rigores do tempo, diga-se de passagem, do tempo cronológico, é que, impiedosamente, o calendário teima em lembrá-las do que passou bem como das coisas e dos fatos que lhes dão um sabor de nostalgia e lhes levam a um saudosismo (sensações incompreensíveis aos que não viveram tais experiências e circunstâncias).

E, ás vezes, dá vontade a tais pessoas, de voltarem ao passado, num reencontro com aquilo que lhes era tão mais positivo, tão mais simpático e tão mais agradável do que as experiências que ora vivenciam.

Será que será saudosismo ou nostalgia lembrar da escola pública do passado, quanto da sua excelência na qualidade de ensino e detentoras dos mais qualificados e dedicados mestres? Da mesma forma, quem não se lembra e não se beneficiou dos serviços prestados pelos famosos institutos de previdência, não só em termos de pensões e aposentadorias, mas de serviços de assistência médica, de que eram modelo o IAPB, IPASE, IAPETEC, IAPI, etc.? Quem não conheceu as Santas Casas, no seu auge, como hospitais de ponta, além de garantirem o atendimento as populações de baixa renda?

Tudo isto vem a propósito da piora na prestação de tais serviços essenciais à população, que entraram num processo de decadência, atribuída, em parte, parece que injustamente, à universalização de tais serviços e ao enorme crescimento demográfico!

E, indignação maior toma conta dos mais “antigos” quando se vêem diante da pobreza da qualidade dos serviços públicos essenciais prestados ao povo e da enorme carga de tributos que o cidadão paga, o que fez com que se denominasse, esse velho Brasil de guerra, de uma espécie de Belíndia. Ou seja, um país com uma tributação de uma Bélgica e serviços públicos de uma Índia!

Tudo isto vem a propósito do que está a ocorrer com a ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos -, que está a “sangrar”, se descaracterizando, perdendo a sua eficiência e criando as pré-condições para que, em breve, tais serviços postais venham a ser privatizados. E tudo por conta do processo de desconstrução do órgão, perpetrado por verdadeiros “abutres” que, a serviço de uma discutível governabilidade, tomaram, “de assalto”, o órgão e o debilitaram com suas estripulias e seus interesses escusos.

Costumava-se, até um passado não muito distante, dizer que no Brasil, três instituições pairavam acima de todas, em termos de credibilidade e de respeito do povo deste país. Elas que eram depositárias da confiança dos brasileiros: “os mata-mosquitos, os bombeiros e os carteiros”. Pois bem, examine-se, de forma isenta, o que os políticos fizeram de tais instituições. Os “mata-mosquitos”, de uma das memoráveis sagas de combate as endemias, foram, a partir de reformas administrativas do País, levados à rua da amargura, num processo irresponsável de descentralização de seus municípios que passaram a ser realizados pelos municípios. Com isto, destruiu-se a hierarquia, a estrutura, o espírito de corpo e a auto-estima de quem se sentia partícipe do processo de melhoria da qualidade de vida do país e responsável pela redução da mortalidade, geral e infantil, nos rincões mais distantes deste imenso país. Se isto não bastasse, os próprios bombeiros que, mesmo sendo policiais militares, praticamente estiveram incólumes e distantes de tantos escândalos, corrupções e imoralidades cometidas por policiais militares, envolvidos no processo de descaracterização do seu papel, não só pelas limitações de recrutamento, seleção, remuneração e influência maléfica da política no seu processo de gestão.

E, ao final vêem os Correios e os seus diligentes carteiros, símbolos da dedicação na prestação de serviços à sociedade que, agora, de forma triste e deprimente, assistem ao desmantelamento de sua instituição e a destruição de sua competência e dignidade, exatamente por influência de interesses políticos discutíveis, que substituíram o mérito pelo “QI”, ou seja, o quem indica!

E é diante do desmantelamento de tais instituições que aqueles que viram o tempo passar, recordam, com uma ponta de nostalgia, os velhos tempos onde tais coisas eram acreditadas e funcionavam a contento. É para dizer mesmo, “vou-me embora para o passado…”

3 jul 2010

E AGORA, DEPOIS DE FRUSTRADOS OS NOSSOS SONHOS FUTEBOLÍSTICOS?

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

O Brasil tinha tudo para ganhar. Fez um primeiro tempo primoroso. E, aí, a Holanda, surpreende, e o Brasil mostra que não tem equilíbrio emocional para aguentar a pressão. E, por ironia do destino, o mesmo jogador que deu um passe magnífico para o primeiro e único gol do Brasil, é o mesmo que, aceitando a provocação, acaba sendo expulso! É lamentável que tenha faltado equilíbrio emocional à equipe brasileira. Desmontou-se o time no segundo tempo. Acabou-se a criatividade e o talento. Foi só uma correria desesperada. E, após os quarenta e cinco minutos finais, o que se assistiu foi uma melancólica tentativa de um reencontro com o primeiro tempo. Quem ganhou nessa catarse nacional? Ganha o Brasil que pode voltar a trabalhar. Perdem a auto-estima e o entusiasmo dos brasileiros que, pedem tão pouco para experimentarem uma alegria um pouco mais longa que a alegria de carnaval. Perdem os políticos que, ansiosamente, lutavam e apostavam que a Copa adiaria a campanha eleitoral, que só viria a começar após a Copa. Ou melhor, após a participação do Brasil no evento.

E, o mais relevante é que, no mesmo momento em que ocorria a nossa tragédia “pebolística”, as vistas já se voltavam para as eleições nacionais em face da divulgação de uma nova pesquisa nacional.

E, a primeira surpresa da campanha presidencial não é ou não são os resultados da pesquisa Datafolha, onde o empate técnico volta a caracterizar a disputa. Ou seja, toda a euforia dos petistas, mesmo diante do amontoado de bobagens praticadas pelo comando da campanha de Serra, foi de águas abaixo porquanto após duas rodadas de pesquisas do IBOPE e do Vox Populi, onde Dilma tinha cinco pontos de dianteira sobre Serra, agora, pela pesquisa Datafolha estão empatados, de fato! O jogo começa agora. Portanto, zere-se tudo e ninguém se sinta dono das mentes e das vontades dos brasileiros. A disputa abandona, em parte as pesquisas e, dessa forma, as vontades não serão monitoradas e determinadas pelas mesmas pesquisas. O quadro agora é outro. Lula pesa muito nas decisões e nas decisões do eleitorado, mas, não é mais determinante no processo.

Dizem alguns supersticiosos que, caso Dunga tivesse chegado a final da Copa do Mundo, tudo seriam flores para Lula. Mas, para a pátria de chuteiras, a amarelinha, dobrou-se à seleção laranja, que, a bem da verdade, não era nada daquilo que foi em 1974, com o seu famoso carrossel. Mas, no duelo das mediocridades, os holandeses foram mais práticos e mais objetivos do que os brasileiros.

A partir de hoje, tudo muda. A campanha não só será outra como assumirá novos contornos. Passa a régua, limpa a lousa e começa tudo de novo, como assim falava o humorista! Ninguém, nessa etapa do jogo, é melhor. As pesquisas serão esquecidas conforme esse site antecipou nas suas últimas análises. Pelo que se pode avaliar, não há qualquer chance da eleição terminar no primeiro turno. Marina fará entre 10 e 17% e, conforme aqui sugerido, os votos cristalizados de parte a parte, estão na ordem de 30% para cada um dos principais contendores.

Dessa forma, nada há determinado e, os neófitos no processo, que tendem a entusiasmar-se com as pesquisas e esquecem a história e as experiências já vivenciadas, devem assumir maior equilíbrio e prudência nas apreciações e análises. O reexame da recente interpretação da legislação das coligações, depois das “indas e vindas” do TSE, leva a apostar que, na sua decisão, aparentemente equivocada, voltar-se-á ao status quo e, como já montadas as coligações em função das realidades regionais, a disputa ocorrerá como a base estabelecer e não como os tribunais determinarem.

Se o comando de Serra tiver competência, se a turma de Dilma não intentar espertezas já conhecidas e se Marina Silva mantiver a sua candidatura, a tendência é que o país venha a ter uma das mais empolgantes e emocionantes eleições já travadas no país.

Lamenta-se pelo inesperado desastre futebolístico brasileiro. Perdem todos. Perdem os que sonharam. Perdem os que dirigiram a seleção brasileira e, por incrível que pareça, Lula a que tudo podia, perde o que menos devia: o conceito arraigado que tudo pode!

As pessoas começam a se envolver na nova disputa que, embora não tão emocionante quanto a participação do Brasil na Copa, mexe com os sonhos, as demandas e os interesses da população. O que os candidatos irão oferecer, de forma convincente e plausível, capaz de mexer com o imaginário coletivo? O que as redes sociais terão de influência na formação do eleitorado, notadamente o eleitorado mais jovem? Será que os programas de televisão e rádio mudarão a cabeça e as opiniões de milhões de brasileiros? Qual será o apelo aos filhos do bolsa-família? A continuidade do benefício é muito pouco? A melhoria do programa, dizem alguns. Mas, o que pode ser percebido, de imediato, como prometida melhora, pelo eleitorado? Talvez a questão da segurança, da saúde pública e da educação, poderia, cada uma delas, ter um impacto maior, mas desde que as pessoas conseguissem perceber como elas poderiam ser mudadas.

O certo é que o jogo vai começar depois de enxugadas as lágrimas da frustração com o fim da caminhada do Brasil rumo ao hexa. E, aí é tocar bola prá frente no construir do novo Brasil que todos querem e têm direito.

1 jul 2010

AGORA SIM, A CAMPANHA VAI COMEÇAR!

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Depois de uma verdadeira “comédia de erros”, o comando da campanha de José Serra, finalmente, superou a questão da escolha do candidato a vice-presidente, ou seja, do seu companheiro de chapa.

As escaramuças entre o DEM e os tucanos acabaram sendo vencidas, não pelo DEM, mas pelos seus preciosos minutos de televisão, pela sua estrutura partidária e pelo fato de que a estratégia de agregar mais dois milhões de votos do Paraná, com a intentada escolha de Álvaro Dias, para vice de Serra, senador por aquele estado, foi inviabilizada pelo irmão, Senador Osmar Dias, que aceitou sair candidato a governador do Paraná, com o apoio do PMDB e do PT. Assim a “fumaça branca” do “habemus vice” só saiu ontem, com a indicação do surpreendente nome do jovem – 39 anos – deputado federal de primeiro mandato pelo Rio de Janeiro, Deputado Índio da Costa.

Relator do projeto “ficha limpa”, o deputado ajuda a melhorar o palanque de José Serra não apenas garantindo a base de apoio e palanque que lhe falta no Rio de Janeiro como também pelo fato de permitir fazer um contraponto, em termos de renovação. Isto porque, o vice de Dilma, já anda “pela casa dos setenta anos de idade” e, aparentemente, não teria nada a dizer à maioria do eleitorado brasileiro, que é de jovens.

Adicionalmente, a demonstrar que a campanha está começando, a recente decisão do TSE, como que fazendo “renascer” a idéia da verticalização, vai promover uma série de reviravoltas nos palanques ou, pelo menos, na propaganda dos candidatos nos estados. Isto porque se os chamados partidos “nanicos” continuarem a estabelecer, como estratégia de ação política, ter candidatura própria a Presidente da República, então vários palanques estaduais terão que ser revistos, pois que não poderá haver palanque que abrigue dois candidatos e não poderá haver candidato que esteja em dois palanques partidários, a não ser que o partido que “abre” o palanque, não tenha candidato nacional a Presidente. Mercadante, por exemplo, não poderá ter nem Lula e nem Dilma na sua campanha, a não ser que abra mão do apoio do PRTB e Anastazia, em Minas, não poderá contar com José Serra em sua propaganda eleitoral, a não ser que abra mão da coligação formal com o PSB.

Uma hipótese para superar o problema e para facilitar a vida dos candidatos a Presidente, realmente competitivos, seria que os atuais candidatos dos partidos pequenos – Oscar Silva, do PHS; Mário de Oliveira, do PT do B; Américo de Sousa, do PSL; Levy Fidelix, do PRTB, Ciro Moura, do PTC, entre outros -, do alto de seu espírito público e do seu desprendimento e, convencidos por um bom latim e também por algum “lubrificante cívico”, desistam de suas postulações!

Por outro lado, o resultado da última pesquisa do Vox Populi, assemelhando-se ao resultado apresentado, faz mais de dez dias, pelo IBOPE, mostrou uma vantagem de cinco pontos percentuais para Dilma Roussef. Dizem as más línguas que quanto menos Dilma aparece e fala, mais ela melhora o seu desempenho nas pesquisas. Quanto mais a preservarem de discursos, entrevistas e debates e a mantiverem numa campânula, sem os assédios da imprensa, dos políticos e dos adversários, melhor será a sua performance. Os seus seguidores, entusiasmados com os resultados das pesquisas e os tropeços e equívocos do comando da campanha de José Serra, já falam que é possível que não ocorra, sequer, segundo turno, tamanho o entusiasmo com os resultados das sondagens de opinião e dos novos apoios.

Porém, três coisas devem ser consideradas nessa apreciação. A primeira delas é que a pesquisa ainda representa apenas um instantâneo, incapaz de revelar cristalização de preferências. No máximo, os resultados de pesquisa, agora, servem mais para estimular a militância, ampliar as promessas de fundos para financiar a campanha e para avaliar a estratégia de mídia e marketing adotados, do que para definir tendências e perspectivas. A segunda constatação é que, em investigação recente feita com eleitores, neste mesmo momento, mostrou que a sua preocupação maior é com a copa do mundo e que, só após a copa, irá começar a acompanhar a política, os debates e as idéias dos candidatos. A terceira revelação é que, para Serra, o fato de que, desde a última pesquisa, que já garantia a Dilma os cinco pontos percentuais de vantagem, não houve mudança nas avaliações e, portanto, apesar da comédia de erros experimentada pela tucanada, nos últimos dias, Serra viu, como que estancada a sangria nas suas preferências. Ou seja, se não piorou é porque o que está ficando, no momento, é o que se conhece de experiência de outras campanhas: o PT e Lula têm cristalizados, 30% dos votos; as oposições têm também 30% dos votos e, entre os partidos pequenos, indecisos, brancos, nulos, etc. ficam os demais 40%!

Ou seja, a guerra vai começar agora, com escaramuças de toda ordem, para ver quem abocanha parte ponderável desses quarenta por cento. E é bom lembrar que não basta achar que, por exemplo, no caso dos adeptos e entusiastas da campanha de Dilma, que o favor recebido, do saco de bondades de Lula, será determinante para definir as opções eleitorais dos brasileiros, país afora. Muitas vezes, o que pode prevalecer é o princípio de que “benefício recebido é benefício esquecido” e o eleitor só vai querer saber o que vai “ganhar” nesta eleição.

Da mesma forma, usar a expressão de James Cargill, marqueteiro de Bill Clinton que assegurava que indo bem a economia, a eleição era uma barbada – that’s the economy, stupid -, para explicar como os eleitores votam, vale, talvez, para uma sociedade como a americana, mas talvez não para uma sociedade emergente como a brasileira, onde a única expressão da economia que interessa as pessoas de baixa renda é se elas vão “comer mais, comprar mais e viver melhor” e não os índices estatísticos sobre emprego e renda. Ou seja, é preciso uma manifestação expressa, cristalina e cabal do que ele vai agregar de valores, dentro do seu universo de demandas, preferências e sonhos, apostando num ou noutro candidato.

O fato é que, a partir do dia 5, último dia para qualquer alteração das atas das convenções estaduais, depois da vitória do Brasil sobre a Holanda e da derrota da Argentina para a Alemanha, é que a “poeira vai assentar” e as coisas vão começar a definir os seus contornos e, a partir daí, é que se estará desenhando o cenário possível para o dia D, ou seja, para o próximo dia 03 de outubro.

28 jun 2010

DE COPA, DE PESQUISAS E DE CONVENÇÕES…

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

DE COPA
O Brasil, segundo a maioria dos brasileiros, deve passar pelo Chile não só em função da retrospectiva recente de encontros entre as duas seleções, pela esperada “irresponsabilidade” do técnico Marcelo Bielsa, o “loco Bielsa” e pelo fato de que importantes jogadores chilenos estarem suspensos em função dos cartões recebidos. A caminhada do Brasil, após passar pelo Chile, será bem mais suave do que a da Argentina que enfrentará, nada mais nem nada menos, que a melhor seleção européia nesta Copa, no caso a da Alemanha.

Se tudo sair dentro dos conformes, os brasileiros curtirão mais uma semana à meia bomba, em termos de trabalho e de produção. Se, na pior das hipóteses, o Brasil amarelar aí, as coisas voltam, mesmo a contragosto, a funcionar e a política tenderá a esquentar.

PESQUISAS, PESQUISAS E PESQUISAS
Este cenarista já comentou, em algumas oportunidades que, segundo o seu “feeling” e a sua presumida experiência política, principalmente por haver perdido eleições majoritárias, não adiantam resultados antecipados de possível vitória de um candidato ou de outro ou a idéia de que as pesquisas tendem a induzir ao chamado “voto útil”. Qual seja, que tais resultados levem a uma mudança de possíveis tendências ou opções dos eleitores, no sentido de rever o seu possível voto e direcioná-lo para o princípio que se deve “votar em quem vai ganhar”.

Também, precipitam-se em avaliações e julgamentos de que a volubilidade de eleitores expressivos ou lideranças de peso, possam fazer, em função de tais resultados de pesquisas, com que eles estejam a deixar um candidato e integrar-se à campanha de outro.

Na verdade, tais mudanças não são tão fáceis porquanto as bases já estão divididas e ocupando palanques de cada um dos contendores e reencaminhar tais eleitores para outra opção, parece não ser tarefa tão fácil.

Só agora os acertos estaduais estão ficando mais claros e, de forma mais efetiva, os candidatos presidenciais estarão tendo uma idéia das tendências desses grandes “vaqueiros de votos”. Mas, mesmo assim, não se sabe como as coisas caminharão nesses meses mais complicados e difíceis, que são os meses de julho e de agosto.

Também, os presumidos desgastes pelos apoios de chamados fichas-sujas, não terão efeitos maiores em termos de perda de prestígio dos candidatos perante o seu eleitorado porquanto ambos os candidatos mais competitivos, tem vários apoiadores que são
“caras com culpa no cartório”.

Essa discussão sobre a natureza dos apoios lembra muito uma expressão usada, uma vez, por Tancredo Neves, quando vários malufistas queriam aderir à sua candidatura e havia resistência de alguns dos líderes que já apoiavam Tancredo, desde o início da campanha. Diante do discurso de alguns rejeitando tais apoios, Tancredo disse, do alto de sua experiência e de sua sabedoria política: “meus filhos, lembro a vocês que o que enche rio é água suja. Eles que venham e serão bem recebidos, desde quando eles não estão cobrando nada, não estão exigindo nada e nós não estamos nos comprometendo com nada. Isto não macula os nossos princípios e nem a nossa caminhada”.

Também parece que não vai afetar muito as campanhas, as denúncias, os dossiês e as acusações de toda ordem. Talvez o que possa “pegar” será aquilo que estigmatize os candidatos ou que leve ao deboche, à ridicularia e à gaiatice, tão ao gosto dos brasileiros. A frase pronunciada por uma vereadora perguntando: você, como mãe, entregaria o seu bebê para que Dilma fosse sua babá, diante da história de terrorismo, de assaltos, de guerrilhas e da fama de durona e de mulher implacável? Mas, mesmo tais estigmas, como o de Serra, de um mau humor permanente, são contrarestados por excessos como, por exemplo, de Lula chamar Dilma de Nelson Mandela ou do governador da Bahia chamá-la de Irmã Dulce, o que, realmente, vai mostrando que tais iniciativas, pelo conteúdo de exagero e não correspondência com a história e a atitude da candidata, não agregam nada às campanhas.

Parece que a estratégia dos candidatos é, obviamente, ampliar e consolidar as posições onde estão à frente do competidor e, após isto, invadir os territórios onde não estão bem. No mais, é ir ajustando a estratégia de conformidade com a leitura das expectativas do eleitorado.

AS CONVENÇÕES ESTADUAIS ESTÃO CHEGANDO À RETA FINAL!
Até em lugares onde não se esperava nenhuma surpresa, as coisas tomaram novos rumos, neste fim de semana. Na Bahia, Dilma confirmou que terá dois palanques e, talvez, ocorra o mesmo no Ceará, no Pará, no Paraná e em outros estados.

No Paraná, em Goiás e no próprio Rio, o DEM, somente se manifestará, em termos de apoio, após esgotadas todas as possibilidades de reverter a indicação do Senador Álvaro Dias como candidato a Vice-Presidente, na chapa de José Serra. E, desde que não foi possível conseguir um nome de peso no Nordeste ou no Rio, a estratégia mais interessante para Serra seria a de ser o detentor do maior número de votos no Paraná o que afetará, a seu favor, a sua situação em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Pelo “andar da carruagem” agora é que a coisa começou a se definir e, pesquisas, no momento, são muito mais instrumentos de revisão de estratégia, de mudança de curso da campanha e de alteração do discurso ou adequação de linguagem vez que, por exemplo, os tucanos continuam a falar um “idioma” que os bolsa-família não conseguem se sensibilizar com o que falam.

26 jun 2010

A TRAGÉDIA DAS ÁGUAS E A IRONIA DO DESTINO!

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

De repente, o Nordeste de Graciliano Ramos, de Rachel de Queiroz, de Herman Lima e, magistralmente retratado por Euclides da Cunha, não é mais aquele. É um nordeste marcado pela ironia do destino: a água vem, como um tsunami, destruindo vidas, lares e esperanças. É em parte o Nordeste que, na música “Súplica Cearense”, em versos magistrais, já antevia, num apelo, a tragédia de chuvas em demasia: “Pedi prá chover, mas chover de mansinho, prá ver se nascia uma planta no chão. Meu Deus, se eu não rezei direito, o senhor me perdoe, pois eu acho que a culpa foi deste pobre coitado que nem sabe fazer uma oração…”

Ou seja, um nordestino que nem sequer sabe fazer uma oração! E, por isso não foi atendido, pois pediu um pouco de chuva, mas como não soube sequer pedir, de lá de cima lhe mandaram um dilúvio.

Mas, a culpa não é do “nordestino que nem sabe fazer uma oração”, mas, sim, de governos irresponsáveis e insensatos que, mesmo diante de dramas não tão devastadores como o das regiões nordestinas atingidas, como foram os casos de Rio, São Paulo e Santa Catarina, tão recentemente, não proveram medidas destinadas a remover populações localizadas em áreas de risco; não estabeleceram prioridade para os programas de saneamento básico, construção de galerias de águas pluviais, proteção de áreas de encostas e ribeirinhas além de estabelecer programas de regularização de rios e bacias hidrográficas para escoar excessos de descargas das chuvas; de planejamento de galerias de águas pluviais e não montaram políticas destinadas à construção de barragens orientadas a, estrategicamente, permitirem uma administração mais racional de tais excessos da pluviometria.

Se a população sofre com os dramas vividos por populações faveladas no Rio, de moradores em áreas de risco de São Paulo e em Santa Catarina, o drama de regiões mais pobres é que elas são muito mais frágeis e vulneráveis a tais desastres ambientais que as regiões mais ricas do País. É como se referiu uma autoridade ao avaliar, de helicóptero, o desastre com mais de 44 mortes, mais de 600 desaparecidos, além de mais de alguns milhares de casas destruídas: “O que se vê aqui é uma devastação maior que no Haiti”! É isto que a falta de políticas públicas e de uma total ausência de planejamento estratégico produzem em cima de populações mais vulneráveis. Mas, também, por ironia do destino, o País vai bem, Dilma passou Serra e o País, que vai crescer em ritmo chinês, este ano, apresenta indicadores muito positivos, em termos econômicos e sociais! Só precisa cuidar de tragediazinhas como esta do Nordeste; do drama do consumo de drogas no meio da população jovem; da violência urbana que enfrenta escalada crescente; da crise da saúde pública e do desafio de uma educação que teima em não melhorar.

Claro que, tais advertências não retiram, como cobram alguns leitores desse site, o otimismo desse Brasil que “agora vai”, como é desejo de todos.

26 jun 2010

BRASIL QUE LULA ESTÁ A VENDER!

Escrito por PauloLustosa. Nenhum Comentário

Os dados não poderiam ser mais otimistas. Um produto interno bruto que cresce a taxas chinesas, ou seja, acima de 7,5% ao ano; o emprego que, só em maio, gerou mais de 290 mil novos postos de trabalho e, até aquele mês já superava os 1,2 milhão de novas vagas criadas; um índice de inflação que antes ameaçava a meta, já começa a arrefecer; uma arrecadação tributária que bate recordes todos os meses; um desemprego que fecha, em maio, a uma taxa de 7,5%, a menor desde 2002; uma previdência que tem um déficit 10,2% menor que o verificado em maio de 2009; e, além de todos os dados, uma pesquisa de amostragem de domicílios (PNAD), mostrando números altamente favoráveis nos indicadores sociais do país, faz com que Lula estufe o peito e, talvez, desafie o próprio Criador, a mostrar desempenho melhor.

Na verdade, o aumento da renda familiar de 2003 a 2009 foi de 21,5%; a desigualdade de renda caiu, no mesmo período, em 10%; a despesa dos 10% mais ricos que era de 10,1 vezes maior do que a dos 40% mais pobres, caiu para 9,6 vezes em 2009; e os dados da mortalidade infantil, que hoje encontram-se próximos ao que preconizavam as chamadas metas do milênio da ONU, mostram que o Brasil, apesar de uma série de problemas, desafios e constrangimentos ao seu crescimento futuro, apresenta um cenário deveras favorável.

Daqui a pouco, além dos jornalistas vinculados ao poder ou aqueles que são penas de aluguel, muitos “sitistas” ou blogueiros, acabarão repetindo o mantra, do “Por que me ufano de meu país?” Talvez, com isto, perca-se a capacidade crítica para colaborar com a redução dos problemas, limitações e constrangimentos ao crescimento da pátria amada! Vai ser uma pena!