A SEMANA VAI TERMINAR SEM MAIORES IMPASSES!

Apesar das escaramuças da semana que passou, o STF estabeleceu dois grandes marcos: a crise entre o Presidente e os seus pares parece, se não superada, ou seja, pelo menos em “stand by” ou ainda, feito “fogo de monturo”. E, tambem, nenhum recurso interposto pela defesa foi acatado, o que não criou precedente para apoiar a defesa de José Dirceu, José Genuino, João Paulo Cunha, entre outros!

Por outro lado, Dilma teve uma espécie de trégua, porquanto o Congresso nao derrubou os seus vetos e as chances de negociar uma possível alteração nas propostas aprovadas pelo Congresso, surge no horizonte!

Isto porque, o Senado manteve os seus vetos em quatro matérias, adiou a votação de outros vetos para a próxima semana e, parece que a sua incursão no campo da articulação e da negociação com os parlamentares, começa a dar resultados. É claro que há alguns insatisfeitos como os líderes do PMDB, na Câmara — Dep. Eduardo Cunha e o Líder no Senado, Senador Eunício Oliveira. Os demais, diante da generosa e sensível manifestação da Presidente, em lhes garantir uma parcela significativa das emendas parlamentates — o lubrificante cívico da classe política — parecem mais calmos e mais compreensivos!

Claro que, quando chegarem os vetos da multa de 10%, a questão do FPE e as compensações pelas perdas derivadas das renúncias fiscais feitas pela generosidade da União as custas dos estados e, finalmente, a revisão do relatório da distribuição doa royalties do petróleo.

Se o front político parece dar uma trégua temporária, na área econômica as coisas continuam complicadas. O emprego não cresce, o setor externo vai mal, a recuperação americana e da zona do euro, se abrem oportunidades de redinamizar o setor externo do Pais, por outro lado, tal retomada pode provocar a não entrada de capitais de investimentos externos no Brasil.

Por outro lado, espera-se que os negociadores do governo não criem problemas e dificuldades para estabelecer as bases das licitações das concessões das rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, além das obras de mobilidade urbana e, com isso, ajudem a uma dinamização da economia nacional.

Assim a semana termina com um saldo favorável no campo institucional, com dúvidas e incertezas no campo econômico, face a piora nos indicadores, a acelerada apreciação do câmbio e a insegurança quanto as concessões e a aceitação dos empreendedores diante da atitude do governo. Insegurança jurídica, marcos regulatórios instáveis, imprevisibilidade judicial e desconfiança de consumidores e investidores, são alguns problemas a criarem um clima de incerteza sobre as perspectivas do Pais. Se houver um pouco de humildade, de responsabilidade e de compromisso dos gestores públicos com os fundamentos da economia, é possível esperar uma reversão de expectativas e ser um pouco mais otimista com relação ao amanhã mais imediato do País.

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