E SE TEMER NÃO VOLTAR?

Michel Temer, o presidente com a mais baixa popularidade do País, mesmo com todos os problemas, dificildades, limitações  e impecilhos, conduz o barco e, consegue que a economia se descole da política e caminhe para uma recuperação “lenta, gradual e segura”!

Criticado por muitos, questionado por quase toda a mídia e severamente contestado por estar tentando aprovar as reformas institucionais, a “qualquer preço”, segundo os seus críticos mais severos, parece que pode ficar impossibilitado de levantar a voz caso o seu problema de saúde venha a se complicar. E, se tal ocorrer, o que acontecerá com este Brasilzão velho de guerra? Se a limitação vier a ocorrer, o que a Constituição determina é que o Presidente da Câmara assuma por trinta dias e convoque eleições indiretas para o cumprimento do resto do mandato de Michel Temer.

Será que tudo isto ocorrerá sem nenhuma comoção social, sem turbulência na  área política e sem transtornos, sem indefinições e  sem dificuldades na área econômica? Será que a eleição de seu sucessor, via indireta, não provocará mais problemas e instabilidades? Na verdade, as pressões sofridas por Temer, desde a sua posse na Presidência da República, foram de dimensões nunca dantes verificadas com qualquer liderança política no Brasil. O que se procura avaliar é a dimensão dos erros, dos equívocos, dos desvios de conduta e dos crimes cometidos por Temer porquanto não há, até agora, divulgado pela mídia, indícios sérios dos abusos e erros cometidos pelo Presidente.

Ou seja, diante das angústias sobre o que pode ocorrer com o Presidente da República, o que se pode aguardar

 

DE REPENTE ALGO PODE OCORRER NOS PRÓXIMOS DIAS!

O final do ano, apesar de, segundo expectativas e prognósticos, nada mais teria  a ofertar, parece que, diante das últimas movimentações do Presidente Michel Temer e do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, poderá  surpreender, a gregos e troianos, pois o Congresso Nacional, particularmente a Câmara dos Deputados, poderá vir a garantir o difícil quórum requerido para a aprovação da Reforma da Previdência. Foi essa a mensagem levada a mídia pelo Presidente da Câmara quando, do final do encontro entre Temer, ele e os  presidentes e líderes dos partidos da base aliada, mostrou uma quase convincente convicção de que o governo poderia reunir os 308 votos exigidos para a aprovação da Reforma.

Assim o Congresso que já parecia ter antecipado o recesso de fim de ano, com essa movimentação, mostra-se redivivo e pronto para abrir as discussões sobre um tema fundamental ao processo de recuperação da economia e de reorganização das contas públicas , qual seja, a tão falada reforma da previdência social. Claro que, se se conseguir tal proeza, certamente não se obterá a aprovação de uma reforma nem tão profunda nem tampouco do tamanho que o país precisaria mas, o suficiente para adiar o prazo de uma crise mais séria das contas públicas do País.

O Presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia, antecipou que, a partir das hábeis e competentes articulações e negociações de Michel Temer e com o seu inestimável trabalho de convencimento de seus pares, sentia que o quadro na Câmara havia mudado e que as expectativas seriam de que o Governo conseguirá aprovar ou garantir os 308 votos necessários para que a matéria seja desencalhada na CD.

Se se pretender aprofundar na análise dos possíveis ingredientes que favoreceriam a mudança de quadro, pode-se destacar três elementos que ajudariam a fazer cumprir os tais “prognósticos”. O primeiro deles se refere ao fato de que, o final de ano cobra dos parlamentares a capacidade de arregimentar e mobilizar recursos e meios capazes de garantir um “Natal” mais alegre para os seus prefeitos! E aí a articulação e a negociação do governo encontra solo fértil para prosperar, notadamente no meio dos referidos parlamentares por muitas razões! São contas a ainda apagar além do fato de que,, no período festivo, os eleitores esquecem um pouco dos seus representantes, abrindo espaço para que concessões como essas,  pedidas pela União e pelas autoridades políticas, possam encontrar respaldo positivo por parte dos referidos membros da Câmara.

Além da garantia do necessário e estimulante “lubrificante cívico “, uma segunda ação do governo que pode ajudar a sensibilizar os representantes do povo para “causa tão nobre”, ocorre quando os presidentes e líderes dos partido da base a adotam a postura de “fechamento de questão”, onde deputados inseguros de suas possíveis opções podem justificar que “não queriam votar a matéria agora mas, após uma mais aprofundada discussão das alternativas e,  diante do fechamento de questão”, pelo seu partido, foram forçados a seguir a decisão da Executiva, sob pena de virem a sofrer sanções ou, até mesmo,   Irem a enfrentar a ameaça de perda de mandato.

Por fim se a mídia for bem paga e remunerada, a ideia de que tal reforma destina-se a combater privilégios inaceitáveis de uma casta de beneficiários, servidores do setor público que abocanham remunerações vultuosas e que respondem pela maior parte do rombo da previdência, talvez muitos parlamentares sejam mais facilmente convencidos a votar a matéria. É possível também que o governo insista em chamar a atenção para o fato de que, só este ano, será requerido um aporte de recursos do Orçamento da União, da ordem de mais de 130 bilhões de reais, só para cobrir o déficit da previdência, para este ano, recursos esses que poderiam estar bancando gastos de saúde, de educação e da segurança! Infelizmente, serão, necessariamente  destinados a bancar o déficit causado por àqueles que tenham contribuído com  menos de 10% para a sua aposentadoria ou pensão que  recebem ou irão receber!

Na verdade, a pergunta que surge é por que não se foca na questão preliminar: se o buraco é na previdência do setor público, por que não se trabalham propostas capazes de superar o problema? Se alguns poucos recebem demais ou muito além do que contribuíram, uma proposta mais simples e objetiva seria aquela que, pouco mexeria na estrutura dos gastos previdenciários mas, buscaria ir ao cerne do problema que seria aquele gasto excepcional destinado a cobrir o rombo provocado pelas aposentadorias e pensões do setor público.

Há quem defenda a ideia de que dever-se-ia estabelecer uma alíquota de IR especial a ser imposta sobre essas grandes rendas auferidas de pensões e aposentadorias para as quais a contribuição previdenciária foi muito reduzida o que gerou um diferencial insustentável entre receita e despesa previdenciária. A idéia seria que seria calculado o valor efetivo da pensão ou da aposentadoria recebida ou a receber, segundo a contribuição aportada durante os vários anos. Para receber o diferencial do valor integral para a aposentadoria calculada sobre a contribuição efetivamente paga,  sobre esse diferencial, estabelecer-se-ia uma alíquota de 50% de IR como forma de ir bancando o buraco nas contas da previdência provocada por tais distorções!

Acha o cenarista que o único caminho de conter e cortar privilégios seria fazer com que quem os obtém, à custa da maioria, deveria saldar parte da sua conta para com a sociedade. E isto poderia ser feito através do pagamento dessa alíquota adicional do IR. A pergunta que se levanta é: será que a sociedade teria a sensibilidade necessária para encarar esse confronto entre os poderosos privilegiados e a chamada plebe rude e ignara?

A proposta encontrará resistência extraordinária em quem detém o poder político maior do país e que sofrerá com tal mudança  e levantará a premissa de que “direito adquirido não pode ser mexido”. E, adicionalmente argumentará que, “a lei me garantiu tal benefício,  portanto eu não descumpri e nem distorci a aplicação da lei!”!

Será que tais argumentos são pertinentes e seriam cláusulas pétreas e imexíveis? Será  que,   os menos afortunados, continuarão a pagar a conta dos que podem muito e estão isentos de tais obrigações por força de leis que garantiram tais absurdos? O que impede de ocorrer uma saudável discussão do sistema e a demonstração de que não há como manter o atual regime previdenciário?

Parece que a maioria das pessoas não se aperceberam de que não há como persistir com o déficit de 130/140 bilhões esse ano, elevando -se a 180 bilhões em 2018 e seguindo num crescendo até alcançar um nível que comprometerá parte substancial do Orçamento da União só para cobrir o déficit da previdência? Déficit este gerado pelos privilegiados do setor público que não pagaram para ter direito a tal benefício e bancado pelos que podem menos?

A VIRTUDE ESTÁ NO MEIO …

Qualquer avaliação que se queira proceder ou onde se pretenda estabelecer perspectivas sobre o amanhã de uma sociedade, sem qualquer viés ideológico, político ou sem desvios de análise, fruto, as vezes, de metodologia inadequada ou decorrente de interesses inconfessos, se tais viéses não prosperarem, na maioria das vezes, a avaliação tenderá a alcançar os objetivos desejados. Mas tal só ocorrerá se buscar o analista entender que não deve radicalizar posições e conceitos,  incorporar   e adotar o velho e bom princípio de que “a virtude está no meio”, como sói ocorrer com a argumentação, como por exemplo, das mulheres com quem vivemos e convivemos, que quase sempre estabelecem, como princípio, esse quase axioma.

Nos tempos atuais há que não se incorrer na disputa por espaços de poder ou pela prevalência de idéias e conceitos, valendo-se do confronto  e da radicalização o que, no mais das vezes,  não ajuda a construir nada de bom a não ser semear o ranço, o ódio e a vindima entre irmãos, marcados por divergências doutrinárias  e ideológicas, no mais das vezes, defendidas ou combatidas sem que as partes aprofundem qualquer discussão conceitual mas se valendo apenas de estereótipos, clichês e lugares comuns que,  na verdade, nada agregam à formação do pensamento da sociedade.

Feito tal preâmbulo, o que ora experimenta o País é um misto de insatisfação, de indiferença e, ao mesmo tempo, estranhamente, do desejo e da ânsia de ver a pátria amada dar certo! Parece extremamente contraditório tais sentimentos mas eles exibem esse misto de indignação pelo que experimentaram ao assistir o País quase ser totalmente desmontado e a revolta da maioria por ter sido enganada, na sua boa fé, diante dos assaltos aos cofres públicos , da formação de quadrilhas a fraudar, espoliar, roubar e saquear os mesmos cofres públicos. Ao mesmo tempo surgem atitudes de, mesmo com todos os erros cometidos, os imbroglios criados e a má forma como foram feitos os comoromissos e descumpridas as obrigações mínimas com os serviços e o respeito aos cidadãos, as pessoas voltam a crer que o amanhã, apesar de tudo, pode vir a ser mais risonho!

E isto se sente quando se chega a um momento como o atual, quando se aproxima o período festivo do Natal, o início do recesso do Parlamento e do Judiciário e todo esse ar festivo que só se encerrará na quarta-feira de cinzas. Pois, tal mudança de ambiente e de prioridades, em termos de preocupações, gera uma trégua no conflito de ideias e de interesses e, como que, não se promovem discussões sérias sobre nada e, com isto, os ânimos não se exaltam, as paixões não se exacerbam e os conflitos mais duros não se estabelecem.

Não é que o otimismo tenha voltado ou a confiança nas instituições tenha se reestabelcido, nem a crença na classe política tenha sido recriada mas, parece que o próprio povo tenha resolvido agir dentro do princípio de que “se as coisas já estão na casa  do sem  jeito não merece preocupação e nem lamentação” e o negócio que se prega  é botar o barco para seguir em frente. Isto se reflete pela desmotivação que se observa pela não  realização de manifestações populares de rua  e as próprias tendências das preferências eleitorais, na medida em que a economia retoma, quem tem mostrado que se busca o meio-termo e não as polarizações divisoras da própria sociedade.

É por isto que a atitude de Alkimim ao aceitar presidir o PSDB, revela que o centro volta a ser o nicho eleitoral do conservadorismo brasileiro. Aliá, a campanha aberta de exposição e divulgação pessoal de Paulo Skaf mostra que ele atira na hipótese de, em não havendo um nome viável de São Paulo quando da eleição de 2018, ele estará pronto para ocupar o espaço. Ele conta  também com um  plano alternativo que seria a disputa do governo de São Paulo. Uma  outra constatação que se pode levantar é a de que, em 2018, não haverá  muito espaço para  discursos do tipo de ”caçadores de marajás” ou outros “que tais” ou clichês como o  “duro e incondicional combate à corrupção” e outros  que muito prosperaram nas épocas de outras crises institucionais e de valores do País. O que vai acontecer é que quem sempre defendeu, por exemplo,  a Operação Lava-Jato, e, porventura,  não foi citado em desvios de conduta por ela revelados, usará, intensamente, tal bandeira.

Embora o eleitorado brasileiro sempre tenda a buscar o centro como o seu nincho preferencial, é importante observar o que acontece com Lula e Bolsonaro onde o primeiro, se não tiver os seus direitos políticos cassados, será um candidato muito forte, apesar de todos os desgastes sofridos e denúncias de corrupção levantadas contra ele. Já Bolsonaro, nesse processo de polarização até agora vivido pelo quadro político nacional, vem recebendo adesões e apoios e crescendo em pesquisas de opinião nos estados. Adicionalmente, buscando superar a marca de radicalismo de posições e opiniões, procura, como foi o caso do convite feito ao sério e competente economista Paulo Guedes, para ser o coordenador de todas as suas propostas e ações no campo econômico e, com isso, afastar a ideia de que seria um irresponsável e leviano, na condução da coisa pública nacional.

Meirelles, embora jå anunciado por alguns como candidato em potencial a Presidente, inclusive com o handicap, pelo que faz na condução da política economia e por não ter, até agora, conhecidas “ligações perigosas”, ainda não definiu a sua estratégia de ação para angariar apoios e simpatias dos eleitores. Talvez lá pelo início do ano, mostre alguns lances que indiquem os caminhos que virá a seguir. Marina Silva parece que passou. Joaquim Barbosa pode vir a ser o vice de uma candidatura possível e viável  a Presidente. O Senador Alvaro Dias mora muito longe e ainda não mostrou propostas sensibilizadoras de transformação da sociedade brasileira.

Enfim, embora o jogo ainda não tenha começado as especulações a tomar conta do ambiente político talvez até tenha sofrido uma provocação com o lançamento da nati-morta candidatura de Luciano Hulk. As escaramuças, embora se manifestem por confrontos verbais muitas vezes deveras agressivos entre petistas e não petistas, ainda não se ensaiaram no meio da classe política. O que parece pretnder a população agora ë intentar conhecer para onde irå caminhar o País e quem poderá  indicar o caminho ou os possíveis caminhos. Por enquanto só paira no ar a mudança no ambiente econômico e o renascer de esperanças de que as coisas poderão fugir a essa monotonia de delações, denúncias, acusações, prisões e aberrações cometidas a partir de controversas decisões da justiça. Na verdade, fatos isolados como o da liberação de presos políticos para os quais  não tenham sentenças tranquilas e os  pedidos de suspensão dos prisão daqueles já julgados  em segunda instância, às  vezes dão uma sensação  de uma espécie de impunidade e de que o crime no Brasil, às vezes compensa.

E O FIM DO CAMINHO …

Toda a cúpula do poder politico do Rio de Janeiro, aquele que o dominou, politicamente o Rio de Janeiro nos últimos  vinte anos, ou morreu ou está presa! E, coincidentemente, os últimos presidentes da Assembléia Legislativa, dos últimos vinte anos, estão presos, também! Se isto ocorre na mais bela cidade do mundo, aquela que é o orgulho nacional, causando frustração, decepção e desencanto, há hoje uma disputa tragicômica entre Brasilia, a bela e ousada capital federal, e o Rio, sobre as  quais pairam maior número  de denúncias e de acusações sobre o comportamento da classe política e dos dirigentes locais e nacionais. Mas, o que mais angustia e inquieta a todos é que, para combater o crime organizado, não faltam apenas informações,  Inteligentzia e base investigatória  mas também determinação de buscar combater a disseminação e a difusão generalizada de processos disruptivos e de dissolução de todos os princípios e valores morais do Pais.

Brasiília é vista como o símbolo da corrupção do Paîs onde nenhum poder se sustenta incólume como instituição pois até o Supremo hoje perdeu a credibilidade necessária e desejada, pelos brasileiros pois o divisionismo — o famoso cinco a cinco das votações recentes — e os votos coletivos da Corte que estão sendo, muitas vezes, contestados por votos individuais de ministros! — tiraram a aura de seriedade e de intransigência com a ética e a decência por todos esperadas.

Na verdade Brasilia poderia ter uma especie de explicação para tantos crimes e tanta impunidade pois que, sendo uma cidade recente e centro das decisões nacionais, tantos os tribunais superiores, como o Parlamento e o Executivo, estão constituídos por pessoas vindas de outros estados e, também,  os mal feitos não ocorrem, de forma generalizada e endêmica, em termos de sua população, mas num nicho especifico de agentes públicos, macomunados com empresários e espertalhões que, oportunisticamente, encontram brechas na lei, leniência de agentes públicos e caminhos tortuosos para gerar crimes os mais variados contra o Erário.

O que se observa e que não param de aparecer crimes, desvios de conduta e atos de corrupção de toda ordem, nos mais variados aspectos da vida nacional, numa escalada sem precedentes e numa frequência estonteante capaz de tornar árido o ambiente de convivência e gera um preocupante ar de pessimismo numa espécie de crença de que, com a corrupção endêmica que toma conta do país e a destruição de valores os mais caros à construção de uma sociedade mais justa, equânime e progressista, não há futuro para essa nação do futuro.

Quantas pessoas, jovens, meia-idade e mais velhas hoje demonstram uma enorme vontade de abandonar o Pais na crença de que poderão encontrar lugares onde a ética, o espírito público e o respeito ao mérito, permitam transferir aos seus filhos os valores que o ambiente brasileiro não abre espaços para tanto! É importante verificar que as levas de brasileiros hoje saindo do País, não estão a fazer apenas por conta da pior crise econômica que se abateu sobre o Brasil de 2013 até agora mas transformou-se numa pretensão amparada na descrença de que, dificilmente, essa bela nação conseguirá  encontrar os caminhos de um desenvolvimento decente, sem espertezas, sem prevaricações e sem esses escândalos que machucam a dignidade de cada um e da maioria da população brasileira.

O que hoje se consagra é que “está tudo dominado” e, dificilmente. ocorrerá o milagre de se assistir uma transmudação na ética de comportamento e na ética de compromisso dos brasileiros capazes de se acreditar que o pais que sonham os mesmos seja possível. Voltar a crescer, ninguém tem dúvida de que poderá ocorrer. O que preocupa é como corrigir todas as distorções, desmontar tantos privilégios, reduzir a impunidade e melhorar a classe polìtica para que ela gere propostas para melhorar a sociedade como um todo, reduzindo desigualdades e injustiças, parece ser um sonho dificil de se concretizar.

Assim, os mais otimistas como o cenarista, perderam o ânimo e o entusiasmo de que as coisas possam mudar radicalmente em termos de valores e de princípios para uma vida condigna.

O cenarista assistiu duas cenas que demonstram o estado das artes do País. Uma primeira é de uma dona de casa indo às compras com sua  filha de seis anos, descobre que, após pagar as suas compras, a sua filha havia retirada de seu carrinho de compras o seu brinquedo, sem pagá-lo. Ao verificar o ocorrido, a dona de casa volta a loja e pede para pagar aquilo que não fora pago. Nào longe dali alguém descobre que a lojista esqueceu de faturar um valor da compra. Faz de contas que não viu e, impunemente, segue em frente, sem considerar o feito como se fora um furto e deixando o ônus para a vendedora. As concessões a etica em coisas menores abrem espaços para que essas práfica se reproduzem paìs afora, de forma ardilosa, leviana e desonesta.

O que se indaga é se o País conseguirá fugir desse processo de desestruturação e de desmontagem de valores e de princípios que impedem uma marcha consequente e sistemática para os sonhos e esperanças de todos os cidadãos brasileiros!

 

 

QUEM SERÁ CAPAZ DE SENSIBILIZAR OS BRASILEIROS NO PROXIMO PLEITO?

A pergunta que se faz dia a dia é quem poderá vir a ser o candidato que venha empolgar o eleitorado brasileiro. Para que se especule, com algum grau de credibilidade e de acerto, é fundamental que se estabeleçam ou se definam algumas premissas sobre como se processará o pleito e como estará definida toda a base legal a sustentar o ambiente que experimentará o Paìs em outubro de 2018.

A legislação politico-eleitoral acredita-se, não deverá sofrer  maiores modificações interpretativas que possam vir a mudar a natureza e as peculiaridades do pleito. Por exemplo, pode ocorrer que o TSE proponha interpretar o que foi aprovado recentemente no  Congresso no que respeita às chamadas coligações proporcionais, estabelecendo que elas  poderão até vir a ser aceitas e mantidas em 2018, caso elas fiquem estabelecidas, nacionalmente e não estado por estado. Se isto vier a ocorrer, poderá acarretar  mudanças nos acertos e coligações proporcionais nos estados.

Uma outra questão que ainda merece esclarecimentos adicionais diz respeito aos critérios que serão adotados pelo TSE quanto a distribuição  dos recursos eleitorais por partidos e por candidatos especificos pois isto poderá vir a abrir espaços para um efetivo processo de democratização das opções e das escolhas. Também deve ser aguardado quais princípios nortearão a forma como se estabelecerá a aplicação do princípio da cláusula de barreira pois isto poderá acarretar uma notável limpeza no quadro partidário quanto ao fato de vir a   reduzir o excesso de siglas de aluguel e siglas sem compromisso com as transformações do País.

Um fato que poderá desmontar toda a tentativa de polarização da disputa com Lula de um lado e Bolsonaro do outro, será a atitude dos tribunais a aplicação da decisão tomada pelo STF de que condenação em segunda instância permite ou exige que se aplique a punição prevista na  sentença, de imediato e, nesse caso, se as condenações de Lula levarem a votação , por parte dos tribunais superiores, da suspensão de seus direitos políticos, então o quadro todo deverá se alterar e, candidaturas centristas poderão vir a prosperar.

Assim, embora surjam manifestação de nomes propensos a oferecer-se para disputar o pleito, por enquanto são manifestações que não tendem a se consolidar ao longo do tempo pois, no momento, mais de 60% dos eleitores não sabem em quem vão votar.  Por outro lado, o número de brasileiros que se dizem indignados com a classe política, já é bem expressivo! Também os nomes já postos não parecem sensibilizar muito o eleitorado, recriando nele esperança consequente e fé no amanhã.

Marina Silva pela omissão e ausência do debate político nos últimos dois anos, ë uma espécie de “de já vue”. O ex-Ministro Ciro Gomes, utilizando-se, tremendamente as redes sociais e, sem mostrar a agressividade de outrora, buscará amealhar o voto dos insatisfeitos e revoltados, simpatizantes de sua postura quase agressiva. O Senador Alvaro Dias mora muito longe. João Dóris parece um sonho que passou em algumas vidas e não teve fôlego para se sustentar. Bolsonaro, com Lula ou sem Lula na disputa, serā a esperança  da direita e dos indignados. Sobram o famoso “Picolé de Xuxu”, o Governador Alkimin, um excelente gestor, um hábil negociador político e com um base expressiva de votos do partido. Surge agora uma alternativa inusitada para não dizer insólita, no caso a candidatura do apresentador Luciano Hulk, alternativa ideal, não para o PPS, mas, particularmente para o Presidente Nacional da sigla, o deputado federal Roberto Freire que rejeita a candidatura de Cristovão Buarque pois, sómente a de Hulk, garantirá a ele, os recursos necessários  ao  financiamento de sua campanha e a ampliação da sua perspectiva de votos.

Assim o cenário que se apresenta não parece mostrar reais caminhos e alternativas pois só novos nomes como o de Paulo Rabello de Castro, Presidente do BNDES , pelo PSC, que deverá ser apresentado amanhä,  como candidato à Presidência da República, serão capazes de superar a indiferença do eleitorado. Quem ainda com mais ousadia se apresentar talvez encontre esse espaço da conciliação e do entendimento que  possa pacificar o quadro político do Pais e recriar o sonho e a esperança. Imaginar a reedição de um Jk serå um sonho de uma noite de verão.

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR!

O cenarista foi relapso na semana que está se esvaindo porquanto não aportou nenhum novo comentário!  Agiu como os novos parlamntares: deu-se, a si mesmo, umas ferias relativamente prolongadas em face de um feriado no meio da semana! No caso do cenarista foi a ausência de fatos, circunstancias ou episódios inusitados ou como dizia um grande pensador popular foi a chamada normalidade denocratica que o levou a este silencio temporário.

E isto deriva do fato de o país experimentar uma situação que gera perplexidade e, às vezes, promove uma certa confusão na cabeça das pessoas que tentam entender o que realmente ocorre por estas bandas. A permanente e “cotidiária” confusão politico-institucional; a pobreza de ideias e de compromisso dos membros da política em todos os níveis e o seu total desprovimento de uma atitude ética respeitável;  a postura de uma mídia envolvida muito mais em vender espaços publicitários do que em discutir questões, aspirações, desejos e sonhos da sociedade, mostram um vazio, um desinteresse e uma descrença em tudo e em todos manifestos pela sociedade civil do País.

Não surgem situações de otimismo e nem de pessimismo mas, apenas, de indiferença e de descaso com os gestos e atitudes politicas. Talvez venha a ocorrer que, com um ambiente de maior descontração da economia, akém  das festividades carnavalescas e do espírito de copa do mundo de futebol, 2018 talvez venha a ser o ano em que tais circunstâncias criem todo um espaço que favoreça um clima de maior entusiasmo com o País a partir das esperanças surgidas, inclusive, com o pleito de outubro.

Três perguntas que não querem calar merecem uma reflexão crítica do que realmente se passa no Pais. Em primeiro lugar, inaga-se por que  Temer tem tão baixa popularidade, sofre restrições  pesadíssimas da mídia ao seu desempenho, a sua imagem ou a sua credibilidade e, mesmo,  nessas circunstâncias, ainda consegue um nível de articulação e de negociação que o permite manter-se no poder e produzir decisões relevantes diante da crise economica  e fiscal do País ? A outra indagação diz respeito ao desempenho de uma economia que foi totalmente destroçada e, como Phoenix, renasce das cinzas, recuperando a gestão    pública, levando a que a Petrobras diminua, só neste ano, a sua dívida em cem bilhões de reais! Como é possível uma economia, em frangalhos,  gerar um superávit da balança comercial que pode alcançar 70 bilhões de dólares, uma entrada líquida de capitais externos de 80 bilhões de dólares e manter um nível de reservas cambiais no entorno de 400 bilhões de dólares?

A terceira pergunta que não quer calar é por que, até agora não surgiu “um nome e um homem” com uma proposta viável para que a sucessão de Temer enpolgue o eleitorado brasileiro? Os nomes ou já passaram ou são  de um populismo tão pobre que não geram expectativas de empolgar e nem de gerar clima e ambiente para polarizações.

A terceira é a constatação de não tendo sido possível mudar completanente o ambiente econômico mas, mesmo assim, os indicadores  continuam a surpreender em todos os aspectos e com expectativas as mais favoráveis de que supere  o  crescimento supere 1% este ano e mais de 3% no ano de 2018, refletindo, desse modo, que o pior da crise já teria passado.

Buscar repostas satisfatórias para tais questões é tarefa um tanto quanto complexa pois que, depois da crise mais profunda e dramática já vivida pelo País, a indagação qe paira no ar é como se conseguiu sair dela e identificar caminhos que demonstram que a economia descolou da política. Ademais, sente-se que hoje parece não haver  mais espaços para manifestações populares de insatisfação e as pequenas escaramuças no Congresso e as novas denuncias da Lava Jato,  já não causarão tanto frisson!

Para “não dizer que não se falou de flores” termina-se a semana com uma forte declaração da Procuradora Geral da República que manifestou o seu desagrado com as turras e o divisionismo que impera no STF com decisões individuais contrastando ou negando decisões coletivas como aquelas que estão em conflito com a decisão do STF que definiu que condenados em segunda instância, se houver sentença mandando prendê-lo, deve ser cumprida  e não revogada por uma decisão individual, como sói ocirrer nos dias atuais! Ou seja, esse conflito de ideias e opiniões no STF, estabelecendo-se esse complicado cinco  a cinco e sem liderança para impor regras de conciliação e entendimento, não pode perdurar sem que fique caracterizado o   descrédito da Suprema Corte do País!

 

SERÁ QUE AS COISAS PARECEM PIORES DO QUE SE IMAGINA?

O Ministro Torquato Jardim, experimentado advogado, inclusive com vivência política e, causídico da melhor estirpe, foi o homem da semana ao ousar expor as entranhas do crime organizado, sua network, inclusive no mundo oficial, envolvendo uma pesada denúncia sobre a atuação da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro e suas ligações com o crime organizado e amparada, nas suas estripulias, em figuras do parlamento, do executivo e judiciário do estado.

As declarações-acusações do Ministro provocaram uma reação de enorme indignação não só manifestada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro,  pelo comandante da Polícia Militar e até mesmo pelo Ministro Picciani, este exigiu que o ministro apresentasse provas documentais e testemunhais do referido escândalo. Sabe-se que o homem mais forte do Parlamento Carioca é o pai de Sua Excelência o atual Presidente da Aasemblia Legialativa do Estado. Na verdade, numa enquete feita junta a opinião pública do Rio ela, na maioria das vezes, referenda as denúncias do ministro que, aliás, jå contava com a manifestação no mesmo estilo só que  um pouco mais vaselina, do Ministro da Defesa, Raul Jugman.

O fato objetivo é que as provas existem e, mais sério do que tais provas é que as ações dos militares das forças armadas no Rio tem sido prejudicadas pois que muitas das informações confidenciais tem chegado ao comando do crime organizado, frustrando e esvaziando a incursão que poderia gerar resultados animadores aqueles que hoje colaboram com a polícia do Rio. Se tal não bastasse, as operações e ações da polícia militar do estado não conseguem lograr qualquer resultado positivo porquanto elas não surtem os efeitos desejados porque há informantes, dentro dos quadros ou com acesso às decisões do alto. Comando das operações policiais que antecipam os dados cruciais aos dirigentes do crime organizado.

Ao se examinar tais declarações e o número de militares mortos, inclusive um comandante, na semana que passou,  sem causa ou razão específica, mostra que hå algo de podre no reino dos cariocas. E mais,  há outras evidências que chamam a atenção diante da leniência , do descaso e da própria má vontade dos governos estaduais em exigir da União a implantação jå da identidade única e nacional para que não ocorra o fato de um cidadão, se assim quiser e lhe aprouver, ter 27 identidades, emitidas pelos 26 estados e o Distrito Federal. Como se faz um comtrole nacional da movimentação de bandidos e meliantes País afora?  Como se controla o roubo de cargas? E os assaltos a caixas eletrônicos? E as mortes por encomenda ou os conflitos d grupos armados na defesa de seus territórios?

Por outro lado, sem se conseguir investigar pelo menos uns trinta por cento dos crimes cometidos, mas sim menos de 4 a 7%, representa a senha que a bandidagem necessitava para entender que a impunidade estava determinada pelo próprio estado. Sem investigar os crimes, sem abrir processo judicial nada se conseguirá fazer para gerar uma consciência nacional de que o crime não compensa. Se isto já não bastasse para explicar como anda o combate à violência no País, a situação dos presídios e, o pior, das casas de correição de menores deliquentes, agrava mais e mais o quadro pois tais instituições, ao invés de representarem casas corretivas e de reintegração do indivíduo à sociedade, transformaram-se em universidades a conceder  diplomas de especialização no crime e no tráfico de drogas.

Existe uma omissão explícita das autoridades e, isto fica deveras provado, quando se observa o  encolhimento dos orçamentos públicos da União e de estados no que respeito ao combate à violência. Parece que uma ação proposital não só em face da diminuição do tamanho das verbas consignadas para tal fim como, projetos como o de construção de mais presídios, dormitam nas gavetas burocráticas parecendo que são as instituições do crime organizado que hoje comandam as ações do setor público na área.

Quando se assiste ao descaso e desinteresse na aprovação da liberação do uso de drogas ou ao processo de desmantelamento do comércio de tais drogas, é porque há algo de podre na cabeça de dirigentes ou o estado hoje estaria totalmente dominado pelo crime organizado.

Ou se estabelece uma mobilização nacional apoiando a tese de abrir as informações que os dois ministros coletaram e, a partir daí, montar-se uma Operação cuja denominação ocorrerá a tempo e a hora, ou o possível sacrifício dos ministros, afastando-se da função publica terá sido em vão. Na verdade, o que tem sido feito no Operações Mãos Limpas deve se estender a outros segmentos como as polícias e, até mesmo o Judiciário. Se assim não ocorrer dificilmente se recobrará a credibilidade que o estado deveria e precisaria ter junto à sociedade civil.

TEMER É UM BLEFE, UM ENIGMA OU UMA MANEIRA ESPECIAL DE FAZER POLITICA?

A critica impiedosa que se faz a Temer tem três razões  básicas de ser. A primeira tem origem nos petistas e aliados ou beneficiários do poder que não compreendem como Dilma foi tão incompetente que não soube entender que governar é administrar pressões, conflitos e interesses e procurar entender, um pouco, a condição humana, para saber como com ela conviver. Dilma conseguiu o mais dificil que foi não ter o apoio da opinião pública  e publicada; ter esquecido de que só se governa um País com um Congresso que a compreenda e a apoie e, por fim, ter, pelo menos, a lealdade de seus parceiros e pares. Ela não mostrou nenhum desses predicados, atē mesmo aquele “vendido” por Lula ao eleitorado, de que era uma mulher competente e uma gerente eficiente.

A segunda razão seria aquela que, alëm de Temer de  acusado de ter engendrado um conjunto de circunstâncias que esvaziavam, aumentavam o desgaste e sensibilizavam a sociedade e a midia de ve-la  afastada do poder, Temer teria costurado, com o  empresariado e outros importantes segmentos da sociedade civil, que a incompetência técnico-gerencial, a total inabilidade política e a revelada incapacidade de se comunicar, faziam dela uma peça totalmente descartavel. Alias ficou demonstrado que esse sentimento perspassou toda a sociedade em função de duas consequências visíveis e como que altamente preocupantes quais a total desestruturação da máquina pública E o mergulhar, de ponta cabeça na mais profunda crise econômica que se conhece na história do País.

A terceira diz respeito ao fato de Temer não mostrar nenhuma característica dos líderes carismáticos e populistas, nem tampouco empolgar as massas O País parece à deriva. Uma esquerda incapaz, irresponsável e leviana; uma direita ansiosa por ver mantido os seus privilégios e sua atuação sobre o poder estabelecido e, inclusive, admitindo até mesmo a prevalência de um pensamento de visão ditatorial de alguns que até clamam por intervenção militar; um centro, amorfo, indiferente e, marcado apenas pela idéia de que “se por aqui piorar muito, eu me mudo para Portugal ou Miami”; uma mídia sem compromissos com valores institucionais apenas com a distorcida visão ideológica, representa uma avaliação pessimista e triste do País!
Nunca se assistiu tanta confusão e nem se viu uma situação tão crítica e difícil de entender pois embora as instituições funcionem — ma non troppo! — e a economia siga avante, o que se lê na mídia e que se ouve das manifestações de líderes ou pseudo-líderes, é uma espécie de visão apocalíptica da situação onde a gestão pública ainda representa uma espécie de “cloaca” porquanto a corrupção, a ineficiência e o descompromisso levam a um aparente desespero pois que a classe política, de onde deveria vir uma solução para o ”, mostra-se incapaz, desacreditada e sem rumo.
Como no Brasil crêr-se mais nas pessoas do que nas instituições, Temer vive o seu pior momento em termos de popularidade e o seu inferno astral parece que não vai passar e não parece que surgirá qualquer liderança expressiva em que a sociedade possa confiar. Apesar desse tremendo “Imbróglio”, nesse mundo em desencanto, o cenarista, otimista por excelência, fica buscando razões ou esperanças capazes de lhe infundir crenças de que as coisas vão, estão e irão mudar, de forma muito positiva, para esse país maravilhoso!
Aqui, nesse espaço, tem sempre pontificado o cenarista com a idéia de que a economia descolou da política e, no caso, também, até mesmo, das instituições, parecendo mostrar que a agropecuária, o agronegócio, as exportações e o comércio exterior em geral, não tem nada a ver com o que vai pelo País e seguem o seu itinerário, aproveitando oportunidades do mercado mundial e inventando, inovando e ousando, não apenas em busca de sobrevivência mas, de expansão e crescimento. Parece também que, tendo fronteira com dez países, o comércio com os viznhos, também vive esse momento, notadamente nas cidades fronteiriças onde a mão do estado não consegue ser tão avassaladora.E, por incrível que pareça, tal fato está produzindo o dinamismo da economia em tais áreas e faz com que o comércio cresça, a industria manufatureira se expanda, os empregos surjam e o pessimismo vá desaparecendo.

A tese colocada parece desejar que se concretize a ideia de menos estado, abrindo-se mão do poder regulador e norteador maior dos interesses e objetivos da sociedade. Na verdade o que se busca é um estado mais leve, ágil e sabendo definir as prioridades exigidas pelo desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. O que se deseja é um estado mais descentralizado onde a sociedade civil pontifique e o poder local se sobreponha ao poder estadual e nacional, garantindo maior legitimidade as ações do poder público! O que se quer ē menos estado e mais sociedade civil e menos Brasília e mais Brasil!

Nessa perspectiva o que se busca é encontrar um ambiente em que as ideias se degladiam e as paixões se manifestem mas sem comprometer os objetivos da nação. O que se deve buscar é manifestar apoio quando as coisas estiverem dando certo e criticar os erros cometidos pela gestão pública. O que se deve pretender ē que a crise econômica “suma do pedaço” e deixe florescer as potencialidades que a agropecuária, o agronegocio, as exportações e a indústria de ponta podem e estão mostrando ser possível sonhar com um futuro próximo promissor para tais segmentos.

Assim, pelo menos algumas coisas já estimulam e dão alento a essa perspectiva mais otimista que o cenarista aposta. Isto porque as próprias previsões do mercado de que a economia crescerá 0,7% este ano, 2,8% em 2018; a inflação ficará abaixo dos 3,4% e os juros básicos ficarão em 7% ou até menos, além de outros números que mostram tais perspectivas mais favoráveis para o País.. Se tais indicadores são estimulantes, os 34.500 empregos formais criados em agosto, a entrada de recursos externos para est ano superando os 80 bilhões de dólares e a balança comercial apresentando um superávit talvez acima dos 75 bilhões de “verdinhas”, já mostram que a crise começa, realmente, a deixar o país.

Os últimos dados econômicos apontam, segundo Miriam Leitão, que a taxa de juros alcançada pela equipe econômica é a maior dos últimos sessenta anos e Carlos Alberto Sardenberg, na CBN, comentando que a mudança nas regras de licitação dos blocos de petróleo do Pré-Sal, permitiu que se obtivesse um resultado excelente na venda de blocos na última licitação, só havendo uma pequena frustração pois aguardava-se a venda dos oito blocos ofertados mas  dois deles não despertaram o interesse dos investidores.

Além disso, existem propostas e ações no ar que podem fechar o ano garantindo mais ânimo e mais certeza de que 2018, além da maior festa democrática que serão as eleições gerais do País, pode trazer surpresas as mais interessantes, não apenas no campo econômico e da gestão pública mas também no campo da política partidária. caso a reforma política, e, discussão no Congresso, seja complementada pelo TSE, antecipando o fim das coligações proporcionais já para 2018. Aliás isto só poderå ocorrer caso o STF intérprete que as coligações só possam ocorrer se elas forem de “cabo a rabo”, ou seja, de ponta a ponta, definindo-se  a nível nacional .

Também se Rodrigo Maia, o jovem Presidente da Câmara, decidir votar a emenda constitucional que incorpora a Justiça do Trabalho à Justiça Comum e votar a emenda popular — com mais de 2,5 milhões de assinaturas — que propõe uma revisão crítica sobre a representação parlamentar, com mudanças que melhoram o processo de escolha de parlamentares e que limpam excrescências, resgatam credibilidade e dão  mais legitimidade ao Parlamento . Se isto não bastasse , o Ministro do Supremo, Alexandre Morais, mandou suspender todos os reajustes salariais do setor público, País afora como forma de contribuir para o ajuste do gasto público, hoje com um elevado superávit!

Só falta agilidade e prioridade do STF para votar o fim do foro privilegiado, ainda este ano e que se faça um balanço, reunindo todos os órgãos de governo, do que se melhorou na gestão pública, notadamente sobre o fim de abusos, de excessos, de corrupção e de desperdícios para que tenham os brasileiros a felicidade de voltar a acreditar no seu país e no seu amanhã!

Ah! Se isto já não bastasse, a senadora Maria do Carmo Alves, de Sergipe, apresentou uma proposta de obrigatoriedade de avaliação de desempenho, a cada dois anos, de servidores públicos que, se repetida uma avaliação negativa, dois anos depois de realizada a primeira, o servidor poderá vir a ser demitido das funções públicas. O que quer a senadora é que o servidor público passe pelos mesmos critérios de avaliação que o mercado faz dos seus empregados e contratados. Se for adiante tal idéia isto mostrará que o país quer virar uma nação  séria, conquistando-lhe a admiração e o respeito.

Tudo o que ocorre no País não se deve ao acaso. Se não existisse uma equipe econômica com a competência, a credibilidade e o compromisso com o País, a coisa não estaria assim e, talvez a crise econômica fosse muito mais grave. Se não fosse a capacidade do governo de negociar os apoios políticos para que fossem reduzidos os riscos de instabilidades e desencontros de interesse de sua base de sustentação; se não fosse a habilidade de, conhecendo a condição humana e a classe política como ninguém , o presidente não tivesse garantido, nas votações de matérias de maior relevância em termos de controle dos gastos públicos e de reformas institucionais, a vitória do projeto de reconstrução nacional.

O que se pode dizer é que se assiste a demonstração patente de que, em momentos de crise como o que está o País saindo, uma grande cápacidade negociál é crucial e imprescindível  para que  se alcance êxito  no processo de convencimento do Congresso a aceitar as ideias e propostas conducente à por o País nos trilhos. E, para tanto, as três vezes em que foi Líder do maior partido do País; as três oportunidades em que presidiu a Câmara dos Deputados; os 12 anos em que foi presidente do maior partido do Brasil, sempre tendo sido eleito deputado na margem ou no limite de votos, mostra que Temer conhece a condição humana e sabe interpretar os “anseios” de cada votante no Congresso, garantindo-lhes o que eles desejam em termos de “lubrificante” cívico.

M, por mais que os lulistas e aliados, defenestrados que foram do poder, tenham a simpatia da mídia, as vitórias do governo no Congresso demonstram que, mesmo com 3 a 5% de respaldo popular um presidente pode ser capaz de fazer as transformações e mudanças que o País precisa para retomar o seu creescimento e recriar a esperança consequente no meio do povo para que gere- se um ambiente positivo e saudável e se reduza o pessimismo tão ao gosto dos saudosistas de um tempo que não será possível repor e nem retomar.

 

A CONFUSÃO É GRANDE MAS…A COISA ANDA!

O País parece à deriva. Uma esquerda incapaz, irresponsável e leviana; uma direita ansiosa por ver mantido os seus privilégios e sua atuação sobre o poder estabelecido e, inclusive, admitindo até mesmo a prevalência de um pensamento de visão ditatorial de alguns que até  clamam por intervenção militar; um centro, amorfo, indiferente e, marcado apenas pela idéia de que “se por aqui piorar muito, eu me mudo para Portugal ou Miami”;  uma mídia sem compromissos com valores institucionais apenas com a distorcida visão ideológica, representa uma avaliação pessimista e triste do País!

Nunca se assistiu tanta confusão e nem se viu uma situação tão crítica e difícil de entender pois embora as instituições funcionem — ma non troppo! — e a economia siga avante, o que se lê na mídia e as manifestações de líderes ou pseudo-líderes, é uma espécie de visão apocalíptica da situação onde a gestão pública ainda representa uma espécie de “cloaca” porquanto a corrupção, a ineficiência e o descompromisso levam a um aparente desespero pois que a classe política, de onde deveria vir uma solução para o ˆimboglioˆ, mostra-se incapaz, desacreditada e sem rumo.

Como no Brasil crêr-se mais nas pessoas do que nas instituições, Temer vive o seu pior momento em termos de popularidade e o seu inferno astral parece que não vai passar e não surgiu qualquer liderança expressiva em que a sociedade pudesse confiar. Mas, nesse mundo em desencanto, o cenarista, otimista por excelência, fica buscando razões ou esperanças capazes de lhe infundir crenças de que as coisas vão, estão e irão mudar, de forma muito positiva, para esse país maravilhoso!

Aqui, nesse espaço,  tem sempre pontificado o cenarista com a idéia de que a economia descolou da política e, no caso, também, até mesmo, das instituições, parecendo mostrar que a agropecuária, o agronegócio, as exportações e o comércio exterior em geral, não tem nada a ver com o que vai pelo País e seguem o seu itinerário, aproveitando oportunidades do mercado mundial e inventando, inovando e ousando, não apenas em busca de sobrevivência mas de expansão e crescimento. Parece também que, tendo fronteira com dez países, o comércio com os viznhos,  também vive esse momento. E, por incrível que pareça, tal fato  está produzindo o dinamismo da economia em tais áreas e faz com que o comércio cresça, a industria manufatureira se expanda, os empregos surjam e o pessimismo vá desaparecendo.

Assim, pelo menos algumas coisas estimulam e dão alento a essa perspectiva mais otimista que o cenarista aposta, não apenas nas previsões do mercado de que a economia crescerá 0,7% este ano, 2,8% em 2018, a inflação ficará abaixo dos 3,4% e os juros básicos ficarão em 7%, além de outros números que mostram tais perspectivas mais favoráveis.  Se tais indicadores são estimulantes, os 34.500 empregos formais criados em agosto, a entrada de recursos externos superando os 80 bilhões de dólares e a balança comercial apresentando um superávit acima dos 75 bilhões de “verdinhas”, já mostra que a crise começa, realmente, a deixar o país trabalhar.

Além disso,  existem propostas e ações no ar que podem fechar o ano garantindo mais ânimo e mais certeza de que 2018, além da maior festa democrática que serão as eleições gerais do País, pode ter surpresas caso a reforma política seja complementada pelo TSE antecipando o fim das coligações proporcionais já para 2018 e se Rodrigo Maia, o jovem Presidente da Câmara, decidir votar a emenda constitucional que incorpora a Justiça do Trabalho à Justiça Comum e votar a emenda popular — com mais de 2,5 milhões de assinaturas — que propõe uma revisão crítica  sobre a representação parlamentar, com mudanças que melhoram o processo de escolha de parlamentares, que limpam excrescências,  que resgatam credibilidade e darão mais legitimidade ao Parlamento . Se isto não bastasse , o Ministro do Supremo, Alexandre Morais,  mandou suspender todos os reajustes salariais do setor público, País afora!

Só falta agilidade e prioridade do STF para votar o fim do foro privilegiado, ainda este ano e que se faça um balanço, reunindo todos os órgãos de governo, do que se melhorou na gestão pública, notadamente sobre o fim de abusos, de excessos, de corrupção e de desperdícios para que tenham os brasileiros a felicidade de voltar a acreditar no seu país e no seu amanhã!

Ah! Se isto já não bastasse, a senadora Maria do Carmo Alves, de Sergipe, apresentou uma proposta de obrigatoriedade de avaliação de desempenho, a cada dois anos, de servidores públicos que, se repetida uma avaliação negativa, dois anos depois de realizada a primeira, o servidor poderá vir a ser demitido das funções públicas. O que quer a senadora é que o servidor público  passe pelos mesmos critérios de avaliação que o mercado faz dos seus empregados e contratados. Se for adiante tal idéia isto mostrará que o país quer virar uma nação séria!

IDEOLOGIA DE GÊNERO, CRISE ENTRE EDUCADORES E PAÍS DE FAMÍLIA E PERPLEXIDADE DA SOCIEDADE!

Há uma acalorada e apaixonada discussão sobre a chamada ideologia de gênero que, para alguns mais intransigentes e radicais, estabeleceu-se como que, quase uma nova regra de convivência da sociedade, buscando seus defensores, de forma dura, autoritária e sobranceira, se impor e sobrepor, sobre opiniões divergentes, sem lhes dar a chance de discutir, questionar, ponderar e avaliar como se poderia fazer uma discussão, mansa e pacífica, sem que se configurassem conflitos, ás vezes, insuperáveis.

Na verdade assiste-se a uma atitude sobranceira, autoritária e impositiva de artistas como um todo que, em nome da liberdade de criar e de não aceitar limitações e restrições as suas manifestações artísticas, decidem considerar retrógrados , ultrapassados, limitados ou qualificados por outros adjetivos, aqueles que apenas se pretendem no direito de gostar ou de nao gostar de certas expressões ditas artísticas. A atitude dos que defendem tal  pseudo-ideologia estabeleceu que só haveria uma forma de se sobrepor a símbolos, costumes e valores tradicionais se os defensores dos chamados LGBTS adotassem um chamado tratsmento de choque e assumissem uma postura tão proativa que impedisse a manifestação de quem quer que  seja que desejasse, pelo menos, indagar “se eu discordar, o que me acontece?”

Na verdade, o radicalismo de postura dos grupos, a atitude da mídia quase que totalmente adepta ao e do movimento e a acomodação dos chamados grupos sociais conservadores, estão a assistir, as vezes, passivamente,  a libidinosa exposição artística como foi aquela patrocinadores nada pelo Banco Santander; a demonstração experimental do contacto direto de crianças com o órgão sexual masculino e outros estímulos ditos tendentes a desmitificar a questão porquanto, segundo educadores ou pretensos educadores definiram que “a educação familiar retrógrada há que ser substituída pela escola pós-moderna, capaz de afastar preconceitos e permitir a livre manifestação  de opções e de escolhas de crianças, desde a mais tenra idade, qualquer que seja a questão e o assunto”.

Assusta o processo de desconstrução familiar, a dessacralização dos cultos religiosos e a aceitação de que qualquer movimento, gesto ou ação inibidores da espontaneidade das descobertas das crianças, notadamente na parte sexual, interferem  na sua liberdade de estabelecer a sua opção pelo gênero que, na tenra idade já terá capacidade cognitiva e informacional para escolher. Ou seja,  caberá a criança, sozinha, sem interferências, a não ser da orientação escolar, descobrir qual é a sua melhor opção em termos de vida.

O feminismo, por esemplo, quando desejou se impor não apenas como uma manifestação de vontade mas como uma conquista que iria se consolidar através dos tempos teve a sua  mais consagrada   e lembrada demonstração pública com a chamada “queima dos sutiãos”, episódio que marcou época e simbolizou a  retirada das últimasa amarras para que a mulher pudesse se sentir livre e solta. Os homens foram ao delírio pois nada mais sexy e estimulante do libido masculino do que seios soltos e balançando ao vento! O que o movimento representou para a causa feminista? Quanto contribuiu para a redução das diferenças de remuneração salarial entre homens e mulheres? Quanto ajudou na busca de igualdade de oportunidades entre os sexos? São questões que não foram respondidas mas que o gesto foi representativo embora não representasse invadir a liberdade e agredir valores e princípios daqueles que se situavam no entorno das modernas senhoritas e senhoras!

No entanto, areação indignada de vários cultos e credos religiosos inclusive no caso da Igreja Catolica, onde o Arcebispo de Apucarana, na sua omitia no dia da Padroeira do Brasil em Aparecida, foi muito pesado e intransigente na critica a tal atitude inclusive, incisivamente, propôs  um amplo boicote à Rede Globo,não apenas por veicular as idéias dos transgêneros mais de inserir e incluir, até mesmo , em suas novelas, as propostas orientadas a conduzir a educação básica de crianças conceitos homoafetivos. Foi uma violenta reação a quem   proper  alguma atitude autoritária de, até  mesmo, impedir ou não aceitar a discussão crítica  da matéria,  notadamente como a classe artística, pressupostamente, tão vinculada a valores de liberdade e de democracia, age, quase sempre, autoritariamente quando pretende impor seus ideiais e valores.

A sociedade civil não é contra e nem tem sido influenciada pelos números estatísticos que mostram um espantoso crescimento das opções homossexuais e de mudança de gênero ocorrido nos últimos cinco anos no mei o das crianças brasileiras. No entanto, mais que isto, o que lhe agride é não poder sequer discutir a questão e ser obrigada a engolir, “goela abaixo”, conceitos que ela nem sequer teve tempo de mastigar, digerir e processar. O que se quer é que a aceitação não signifique a imposição autoritária de valores e de conceitos que nem sequer se teve tempo de avaliar se representam a antecipação de uma época ou de um momento histórico  ou apenas a pressa opressora de quem quer ver a sua ou a suas ideias impostas e aceitas pela sociedade.