DE SUSTO EM SUSTO… A GENTE ACABA CHEGANDO LÁ!


O cenarista tem experimentado emoções as mais variadas desde perder o acesso ao seu blog por três longos dias, o que o impediu de publicar o seu último comentário e, também, as sensações provocadas pelo desempenho da seleção brasileira, sempre assustando, tensionando e alterando o humor dos brasileiros como um todo. Um empate não esperado e não desejado no primeiro jogo até  ao dificil, surpreendente e confuso desempenho diante da seleção da Costa Rica. Seleção que, por sinal, não fugiu a sua simplicidade e as suas limitações no domínio  do esporte bretão. Mas, mesmo assim, surpreendeu, desmontou e desorientou o mais frio e isento analista de futebol. Porque ganhar nos descontos  nao dava para acreditar e nem aceitar sem um quê de frustração  e decepção.

De repente, descobriram os patrícios que, inobstante os problemas e as angústias,  bem como os desafios que se colocam à frente para a “brasilzada”, o jogo da seleção, mesmo com o susto, conseguiu mexer  com os velhos brios de uma nação cujos vínculos com o futebol vão além de uma opção de lazer, de uma paixão momentânea ou de uma fuga catárstica como a que representa o Carnaval. Na verdade, mesmo não tendo convencido nem satisfeito os milhões de torcedores, o Brasil, com vários jogadores confusos ou perdidos, fugindo-lhes, muitas vezes,  a capacidade de aportar contribuição mais objetiva aos propósitos do time, mesmo assim, conseguiu despertar sofrimento e paixão. Com um Neymar irreconhecível; um  Marcelo errando numerosos passes, um Wilian, outrora  um jogador de passes, de arrancadas marcantes e de dribles desconcertantes,  não era a sombra do que foi no seu clube e nos amistosos da seleção. Isto sem chamar a atencao para o fato de mistrar um meio campo, notadamente na figura de Paulinho, embora cumprindo, em parte,  o papel de proteção da zaga, não lhe sobrou espaço e nem tempo, ou talento? para  criar e fazer as suas incursões na área adversária que, em muitas oportunidades, redundaram em gol.

O que sobrou do Brasil, após os vinte primeiros minutos, de ga-sevde passagem, de domínio completo da Costa Rica, embora tenha retomado o controle do jogo, embora de maneira atabalhoada e com chutes a esmo ou na direção equivocada, foi o talento, o compromisso e a objetividade de um Philipe Coutinho que muito se movimentava à frente. Ao lado de tal esforço,  uma defesa bem plantada e bem organizada, embora Marcelo destoando, na marcação, na lateral esquerda, mostrava um sistema defensivo com a habilidade, com disposição física e, mais uma vez, com o compromisso com o grupo e com o país, de um talentoso e criativo Philipe Coutinho. Também, há que se registrar o apoio ao sistema defensivo que contou com uma atuação convincente de Casemiro que só não conseguiu, como se desejava e queria, que tivesse  a pontaria necessária para os seus chutes a gol.

Assim, também há que se registrar a interessante atuação e presença de área de Douglas Costa que deu uma outra dinâmica à movimentação do time além de um trabalho exuberante de deslocamentos de Roberto Firmino que, ao circular, de maneira intensa, na frente da defesa adversária, a confundia bastante e a levava a um certo pânico. No mais, o papel do Sobrenatural de Almeida, como diria Nelson Rodrigues,  veio aos 46 e aos 51 minutos fazendo justiça a quem, mesmo nos seus desencontros, merecia vencer.

E esse itinerário do futebol parece muito com o caminho político-institucional e das desejadas e necessárias transformações econômico-sociais do Brasil. Näo há um planejamento estratégico nem manifestações de lideranças expressivas nem tampouco uma espécie de projeto para o Brasil que se coloque diante dos brasileiros.. O que seremos ou o que desejamos ser não tem sido objeto de preocupação e interesse de quem quer que seja. Vai o país sendo levado pelas coisas que espontaneamente vão dando certo como o agronegócio, a economia das cidades fronteiriças, as exportações e ações isoladas do poder público em algum segmento especifico em uma área ou em uma região restrita.

Será que, terminada a Copa e, caso os brasileiros não terminarem frustrados, desencantados e decepcionados, surgirá um clima ou um ambiente propício a discussão do futuro que os brasileiros querem e tem direito? Ou voltará tudo como dantes no quartel de Abrantes? Dentro da marca maior dos brasileiros que é o otimismo, espera-se que, mesmo com o impiedoso sofrimento imposto aos brasileiros pela crise de 2014 e  que ainda provoca desencanto e o pessimismo, seja possivel criar um clima de que é necessário dar a volta por cima e abrir espaços para circulação de idéias, de propostas e de algum fato que desperte o entusiasmo e devolva a crença nos destinos dessa nação que tem tudo para ser grande, justa e alegre.

E, acreditando no acaso e, com muita fé, nâo só o Pais vai caminhar para dar certo como, com certeza, a nossa selecao, num crescendo, classifica-se na proxima quarta-feira e, ampliará as esperanças de que podemos chegar lá e, quem sabe, disputar a grande final da Copa,

 

 

 

 

 

 

direção esperados,

 

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