DEPOIS DOS ANÚNCIOS DE INVESTIMENTOS EM INFRA, O QUE VIRÁ?

 

A descrença é tamanha que até o pacote de investimentos via novas concessões vem marcado por dúvidas e incertezas não só quanto a sua viabilidade mas quanto a adesão de investidores a tal empreitada. Muitos admitem que fazer negócios onde o governo possa interferir, palpitar ou imiscuir-se na gestão do próprio negócio, não vale a pena. Outros acham ainda que os atrativos das novas concessões são insuficientes e na são capazes de gerar um diferencial para que os investidores se sensibilizem.

Perguntaram ao cenarista,  de bate pronto, qual seria o mais grave, difícil e complexo problema que o Brasil ora enfrenta. E a resposta, numa objetividade inquestionável, seria a descrença, o desânimo, o desentusiasmo e o pessimismo que dominam esse país outrora alegre, cheio de vontade e de otimismo.

Apesar desse quadro nebuloso e confuso, as coisas parecem  estarem marchando e os ajustes e a reorganização das contas e da casa, estão em curso mesmo com todas as dificuldades políticas  enfrentadas pelo Ministro da Fazenda. E fica bastante patente que  nesse processo difícil de viabilização, para atrapalhar ainda mais os objetivos de retomada da atividade econômica, aqueles que que ora se sentem perdedores no embate político e sonham com a manutenção do poder através do próximo pleito, ficam promovendo e fomentando um processo de confronto com os gestoras da área econômica do governo, caracterizada por eles como tucanos, direitistas e entreguistas, bem como com o novo Coordenador Político do Governo, o Vice-presidente Michel Temer!

E, se isto não bastasse agora, voltam-se contra a agremiação, o PMDB, máxime questionando a aliança partidária do PT com o PMDB e, particularmente, fazendo agressões explícitas ao Presidente da Câmara, Dep. Eduardo Cunha! Por esse caminho não há partido que resista, nem governo que opere e nem sociedade que se satisfaça com tal postura!

Agora é rezar para que o confronto envolvendo governo, algumas centrais sindicais e, particularmente o PT e a sua base de sustentação parlamentar, não comprometam a votação da questão da desoneração da folha de pagamentos e o esperado e necessário veto da matéria relacionada com o fator previdenciário!

O “arranca rabo” entre o PT e Eduardo Cunha provocada pelas pesadas restrições feitas a ele e ao partido por proeminentes membros do PT, a atitude precipitada e inoportuna de Mercadante sugerindo alijar Minhel Temer da articulação política e a insegurança de Dilma diante das pressões do partido contra Levy, são ingredientes que levam a mais incertezas e a mais insegurança dos agentes econômicos.

Finalmente atē agora não se sabe se o pacote de concessões foi bem recebido ou não pelo mercado e se foram oferecidas sugestões para aprimorá-lo. Também até agora não se tem notícia se virão propostas de concessões para as áreas de mobilidade urbana ou para apoiar os investimentos da Petrobras, notadamente a conclusão dos complexos petroquímicos e nem tampouco das refinarias Premium previstas para melhorar a eficiência na distribuição e comercialização dos derivados de petróleo no País. Até a pergunta sobre o futuro do trem-bala e de outros projetos ousados ficam no ar aguardando uma posição do governo.

É bom lembrar que sempre são planejadas as grandes transformações e as grandes mudanças na entressafra, exatamente num período como o que vive o Brasil, durante o qual, o que se tem de fazer é um trabalho de reorganização das contas, revisão de critérios e redefinição de rumos para retomar o desenvolvimento dentro dos objetivos e parâmetros desejados!

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