É PRECISO TÃO POUCO …
A última semana mostra que, diferentemente do que se imaginava, parece ser preciso muito pouco para que o País comece a mudar os rumos e gere fortes perspectivas de vir a dar certo! É isto! De repente, após a eleição de um novo Presidente, os nomes dos possíveis ministros que vão sendo apresentados e as ideias que estão sendo colocadas, não apenas como soluções para problemas relevantes mas como respostas para desafios, estão criando um clima favorável de mudança no “mood” da população. O humor dos brasileiros parece que começa a mudar na proporção em que as pessoas também parecem que estão propensas a dar um crédito de confiança, não ao Presidente em si, mas nas circunstâncias que os seus movimentos e suas declarações estão promovendo.
As pessoas estão querendo começar a acreditar que as coisas poderão dar certo e que o país estaria iniciando um período em que se principia a engendrar caminhos novos dentro de um ambiente embora de um tímido mas, com certeza, efetivo otimismo! Ou seja, o estilo meio rude e tosco de Bolsonaro parece, em parte, agradar a uma parcela da população farta de salamaleques e de falsas e hipocritas atitudes no trato de questões da maior relevância para o País, por parte dos políticos tradicionais. As pessoas querem a linguagem direta, a clara divisão de áreas de pensamento onde nenhum grupo queira agradar a simpatizantes do outro, escondendo, assim, os verdadeiros sentimentos que marcam tais relações.
Na verdade os brasileiros querem ver atitudes e posicionamentos claros e diretos bem como respostas para problemas como o da violência urbana, do desemprego, o da má qualidade dos serviços de saúde e de saneamento e as limitações enfrentadas nas relações do cidadão para com o estado. Quando o Presidente responde secamente que “bandido bom é bandido morto” ou outra declaração mais radical sobre determinados temas, devem ser relegadas como “apelos” e vistos tão-somente como episódios politico-eleitorais! Na verdade, talvez o “radicalismo” das declarações gerem duas expectativas. Para alguns, há um temor ao admitirem que tais declarações podem vir a criar um clima de confronto, de beligerância e de violência e que, tais manifestações, transformadas em decisões, possam produzir resultados ou consequências não desejadas por muitos brasileiros. Para outras, representariam insinuações capazes de sugerir a solução mais rápida e objetiva de questões como a da previdenciária, dos problemas fiscais e tributários atuais além de medidas destinadas a enxugar, descentralizar e desburocratizar o estado brasileiro.
O clima que ora se observa é que, diferentemente do que se esperava, a idéia de um novo governo parece que, mesmo timidamente, está recuperando esperanças. As idéias e propostas que estão sendo colocadas, tem tido boa receptividade e o mercado de câmbio e de ações já mostram índices que alimentam expectativas de que as coisas vão acontecer. Assim, a partir dessa semana, após o encontro entre Bolsonaro e Temer, vai ser possível antecipar o que o novo governo pretende fazer no campo da economia, da segurança pública, das relações entre os entes federativos alem de propostas criativas no segmento da saude e do saneamento ambiental. E claro que a questão urbana como um todo, merecerá preocupação especial porquanto hoje ela afeta a vida de mais de 80% da população do Pais.
Um outro aspecto de mudança de comportamento da própria população diz respeito a atitude daqueles que discordam ou sempre discordavam das propostas da esquerda mas não as manifestavam, com medo da reação daqueles insatisfeitos que já taxavam tais cidadãos como retrógrados, atrasados e reacionários. O que se esta assistindo agora é que as pessoas estão mais livres, mais soltas, sem peias e amarras e sem medo de dizer o que pensam e não aceitarem as pré-definições de grupos político-ideológicos que, ao seu ver, não representam os seus sentimentos. Ninguém está aceitando mais a ditadura do estado, a ditadura das elites e a imposição autoritária de ideias e de posturas. O que se assiste é que, pessoas que foram taxadas de direita e se escondiam ou temiam as restrições de quem delas as discordavam, estão hoje dizendo, em alto e bom som: “sou de direita, e dai?”
O temor de que a clareza de posições político-ideológicas e a sua manifestação, sem medo a restrições e criticas, pode parecer que venha a propiciar um quadro de polarização de caráter perigoso pois poderia descambar para o conflito de grupo e a ascensão da violência como forma de mediar possiveis conflitos, parece que não prosperará. Não se deve acreditar em tais comportamentos pois tal seria caracterizado como anárquico e demonstrativo da inexistência de um poder de estado capaz de conter excessos de tal natureza. A tendência é que as questões fiquem bem mais claras, as posições melhor definidas, os caminhos claramente delineados e a discussão ocorra em nível tal que, embora dura, a presença do estado, discipline, regre e contenha quaisquer excessos.
Assim, diante das manifestações de opinião, das propostas já apresentadas e das atitudes já tomadas, o sentimento que começa a permear a sociedade é que o novo governo tenha possibilidades efetiva de vir a dar certo e recuperar o ânimo e o entusiasmo dos brasileiros para com o País. Dada a leveza do Brasil, a possibilidade de uma mudança de ânimo e de entusiasmo dos brasileiros parece que já começa agora e se não se manifestar nenhuma frustração ou desencanto, o curso dos acontecimentos ocorrerá em grau de um crescente entusiasmo e de uma volta ao Brasil do início da década passada.
PARA PROVOCAR OS CANDIDATOS!