INFLAÇÃO BAIXA, JUROS TAMBÉM BAIXOS E UM CRESCIMENTO MUITO AQUÉM DO ESPERADO!

De há muito o Brasil não apresentava indicadores de preços, inflação e juros básicos tão baixos como no atual momento. Ou seja, embora os últimos anos — quase cinco! — tenham mostrado uma economia sem dinamismo e com crescimento medíocre, com um desempenho paupérrimo do PIB, com sérias implicações no emprego e no aumento de desigualdades, comprometendo as expectativas de reversão do quadro, havia sempre uma expectativa de que “o amanhã seria melhor”! Taxa abaixo de 1% ao ano, como deverá ocorrer neste ano, é algo que já não mais surpreende, negativamente, os brasileiros. Talvez apenas aumente a frustração e o desencanto.

E, o que se assiste, como externalização desse estado das artes, são empresas sendo fechadas, investidores desmotivados, um desemprego que atinge 13 milhões de cidadãos e uma crescente informalidade, em quase todos os segmentos da economia. E a tendencia, por enquanto, é que as chances de reversão de expectativas são diminutas. Aliás, hoje a tábua de salvação que se coloca para a reversão do quadro, está nas chamadas reformas institucionais, particularmente, na reforma da previdência.    A referida alteração institucional deveria ter sido votada na Câmara dos Deputados até antes do recesso mas, a votação dos destaques transferiu o segundo turno para agosto e, a seguir, a proposta de reforma será enviada ao Senado.

Espera-se que não fique a votação da matéria à mercê do “jogo das vaidades” dos jovens dirigentes das duas Casas e, consequentemente, que o Senado procure demonstrar o seu espírito publico e a sua compreensão do papel real e simbólico que representa tal reforma para que o País retome o animo, o entusiasmo e volte a crescer o seu PIB, como é esperado e que o país precisa. É claro que, de imediato, o que a aprovação da reforma irá produzir será uma mudança no ambiente econômico, abrindo espaços para uma revisão critica da postura dos agentes econômicos

E estes deverão já começar a se manifestar na proporção que indicadores como a movimentação das bolsas e dos mercados de câmbio irão sugerir que um novo tempo estaria ressurgindo no País.

Mas é fundamental que se diga que para se criar um novo clima e um novo ambiente será de relevância maior que a conclusão da reforma trabalhista e indicadores de simplificação e de desburocratização da área tributaria e fiscal sejam anunciadas e já comecem a serem discutidas. Isto porque há muita coisa a ser feita em tais campos bem como devem prosperar as discussões e os debates, relativas as idéias de descentralização das ações do poder publico, favorecendo a sociedade civil, os estados e os municípios. Se tais discussões prosperarem a sensação que se transmitirá à sociedade civil será de que o País estaria abrindo espaços e criando novas e estimulantes perspectivas para novos negócios e investimentos.

As referidas reformas ajudarão a que iniciativas como foi o acordo com a União  Européia/Mercosul; as privatizações de estatais em vários segmentos, notadamente nos campos de gás e óleo; a aceleração de medidas destinadas a estimular os investimentos nacionais e internacionais em infra-estrutura física e urbana,  além da intensificação do programa de privatizações, serão linhas de conduta conducentes a garantir um choque de dinamismo e modernização à economia nacional. Capitais externos, não apenas chineses e indianos, além dos provenientes da comunidade européia, aguardam a desburocratização e simplificação das relações entre a sociedade civil e o estado, para fazerem a sua incursão ainda mais dinâmica no Brasil.

O que ora se sente é que, este ano será, fundamentalmente, destinado a lançar as bases das transformações institucionais e de adequação do ambiente para que investimentos muito significativos, em varias segmentos da vida nacional, venham a ocorrer. E, é importante mencionar que as manifestações do Presidente Bolsonaro, consideradas muitas vezes inoportunas e inadequadas, não mexem mais com as perspectivas nacionais pois as instituições se colocam hoje acima desses pequenos eventos.

Finalmente os transtornos causados por pequenos problemas no governo e frutos, também, da sua falta de articulação politica, parecem que não serão capazes de afetar e de comprometer o curso de tais mudanças e transformações. Ou seja, a reforma da previdência, a roforma tributária e fiscal e a complementação da reforma trabalhista serão os pré-requisitos para a retomada da expansão da economia. Se se pretender um ritmo mais intenso de crescimento da economia, então serão necessárias medidas adicionais no sentido não apenas da redução do tamanho do estado mas do fortalecimento da federação e a ampliação das atribuições de estados e municípios.

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