LULA SIM OU LULA NÃO? O QUE OCORRERÁ COM O PAÍS?

O País talvez viva ou, com certeza, irá viver, um dilema diante das possíveis escolhas eleitorais que se apresentam para o próximo dia 3 ou 4 de outubro. Lula ou alguém diametralmente oposto ao pensamento e a atitude de Lula? Não é possivel antecipar, embora indícios e sinais hoje guiam especulações as mais variadas.  Por enquanto, o que se sabe é que o petista, apesar das controvérsias sobre o seu futuro e seu projeto político, coloca-se, pelo que se tem de avaliações sobre alternativas de nomes, acima dos possíveis concorrentes em termos de preferências eleitorais. Nenhum candidato fica próximo dos índices alcançados por ele.  E isto ocorre inobstante todo o processo de impiedosa critica e busca de desconstrução de sua imagem, história e feitos! Denunciá-lo, tentar desmoralizá-lo ou desmontá-lo parece não vir surtindo os efeitos esperados. Ninguém sabe como e quais os mecanismos de proteção e de resguardo de Lula e da sua imagem, mas ele não tem visto abalados os seus índices de confiança e nem a esperança que o povo nele deposita!

Não se sabe se Lula atravessará esse difícil, complicado e momentoso espaço de tempo de sua vida pública de maneira incólume! Muitos acreditam que ele conseguirá, de recurso em recurso, de manobra em manobra e de subterfúgio em subterfúgio, chegar até agosto, sem ter sido preso ou sem ter suspensos os seus direitos políticos! Outros apostam no encurtamento de prazos recursais e em uma certa avidez do Judiciário de mostrar a sociedade que, por mais força e prestígio político que alguém tenha, esse alguém será alcançado pelas “garras” da Justiça. Máxime por um poder que hoje vive um dos momentos mais difíceis em termos de credibilidade e buscará, em todas as oportunidades possíveis, recuperar tal respeito e prestígio.

Alguns ainda apostam na denegação de todos os possíveis recursos impetrados pela defesa de lula e, por fim, no cumprimento da decisão do Tribunal Federal Regional do Rio Grande do Sul e, mesmo admitindo que tal decisão pudesse vir a gerar uma espécie de comoção nacional, Lula virá, mais cedo ou mais tarde, a ser preso! Outros acreditam que ele não será preso, mas não poderá concorrer à Presidência pois o TSE não permitirá o registro de sua candidatura.

Não obstante tais considerações, caso Lula sobreviva incólume até fins de agosto, por outro lado difícil será construir uma candidatura alternativa que possa confrontá-lo, notadamente porque será difícil surgir alguém com um perfil suficientemente carismático que empolgue as massas e faça o necessário contraponto ao ex-presidente.

Se esse for o panorama ou o teatro político-eleitoral o fato é que, em assim ocorrendo, o mito Lula persistirá pois que, fazendo-se sempre de vítima e, aproveitando-se de certos segmentos da sociedade que,  por conveniência ou por temores, o pouparão,  tanto dos rigores da Justiça bem como da impiedosa mídia,  não enfrentará punição mais severa. E o resultado será uma tendência de promoção e, por consequência, de crescimento do próprio mito país afora.

Muitos acham que se alguma enfermidade não impedi-lo de seguir o seu itinerário político, a única maneira de encerrar a sua história e, consequentemente , a saga petista, será conseguindo derrotar Lula nas urnas. Fora disto, o mito permanecerá e um partido em liquidação como está o PT, como que, ressurgirá das cinzas. A pergunta que teima em não sair do ar

Tarefa deveras ingente será, portanto, essa de encontrar alguém que se contraponha a ele pois mesmo sendo Lula o que apresenta a maior rejeição entre os pretensos candidatos, até agora não surgiu alguém com potencial para enfrentá-lo e conseguir derrotá-lo. Assim, há como que um certo impasse criado pois todos temem adotar alguma medida que leve ao seu afastamento do pleito a partir de sua condenação nos vários processos que correm contra ele. Na verdade não se sabe o que esperam os atores da cena diante de Lula, o mito!

Todo o processo sucessório está a depender de três fatos. O primeiro, o que ocorrerá com Lula e quando tal fato advirá? O segundo diz respeito aos desdobramentos da Lava Jato na proporção em que muitos candidatos majoritários, a nivel dos estados, estarão dependendo de sentenças que poderão comprometer, de forma definitiva, a viabilidade de tais pretensões. Em terceiro lugar, não se tem idéia de qual será o verdadeiro papel das redes sociais nos destinos de cada candidato e do seu futuro.

Diante de tal quadro o que se sabe é que essa eleição, para se usar do lugar comum, será um pleito atípico, embora alguns fatos estarão presentes no caminhar do país. O primeiro deles é que o descolamento da economia dos fatos políticos permite esperar que o crescimento do PIB para este ano, fique  acima dos 3% esperados e os indicadores de inflação e dos juros ficarão dentro do previsível. Desse modo, os tumultos e desencontros políticos não afetarão o ritmo e os rumos da economia.

O outro fato é que o candidato a disputar o pleito no segundo turno, mesmo que o concorrente seja Lula, será um candidato com o perfil de centro e que apresente níveis de viabilidade política confiáveis. Um terceiro elemento diferenciador diz respeito ao montante dos recursos financeiros que estarão à disposição dos candidatos o que, de princípio, deverá ser bem menor que os valores que financiaram as campanhas nos últimos pleitos.  E, finalmente, o efeito das redes sociais parece que não será tão devastador quanto querem fazer crer muitos analistas. Essa é a visão, talvez otimista, de um cenarista que sempre buscou apostar em possibilidades mais ousadas e positivas na crença em um Brasil que os patrícios desejam e merecem!

Ou seja, apesar de todos os comentários e avaliações sobre o pleito,  fundamentalmente centrados mais no fenômeno Lula do que no perfil dos possíveis candidatos, até agora as manifestações dos possíveis protagonistas não tem aberto espaço para empolgação dos eleitores!

 

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