O PERFUNCTÓRIO E O FUNDAMENTAL!

Há algo estranho no ar. A mídia, diante de sua indisfarçável má vontade para com Jair Bolsonaro, estimula uma discussão inconsequente e sem sentido sobre as posturas polêmicas ou que confrontam com o senso comum, de Sua Excelência! Tal atitude faz com que as coisas essenciais tenham saído de pauta das discussões e dado lugar ao perfunctório ou ao superficial. Ou seja, a mídia tem apenas alimentado a sensação de que ou “seu signo” não cruza com o de Bolsonaro e que a sua cobrança diante das atitudes, palavras e gestos do primeiro mandatário da nação, mesmo sendo a mais dura e impiedosa possível, foge da discussão da pauta dos mais relevantes temas e questões nacionais.

O quadro parece tão somente, fruto de uma teimosia ou de uma “diferença de temperamento” entre Bolsonaro e a mídia, levando a essa troca de farpas e de queixas que apenas alimentariam uma discussão inconsequente e incapaz de prooduzir algum efeito prático visível na perspectiva de qualquer analista político. O que parece a quem analisa o quadro político nacional é que, Bolsonaro, disciplinado quando se trata de preservar os interesses maiores de seu governo, parece agir dentro de um planejamento estratégico de seu grupo de apoio onde a conclusão que se tira é que Bolsonaro muito colabora agindo do seu “jeitão”, provocando polêmicas e discussões, mas deixando que as coisas essenciais do programa de governo sejam tomadas e adotadas sem que se abra qualquer polêmica ou qualquer discussão de maior relevo sobre tais matérias.

A propósito disso, tanto as privatizações seguem o seu curso como o programa de liberalização da economia e a quebra de monopólios estatais andam a passos largos e não se abre qualquer contestação sobre as implicações de tais questões sobre a vida nacional. Na verdade, o que se verifica é que a base técnico-operacional do governo adota as providências para fazer prevalecer as definições estratégicas montadas pelos auxiliares mais próximos do governo, de conformidade com o planejamento definido por Paulo Guedes e outros membros da equipe governamental.

Ninguém é capaz de, avaliando as declarações, no mínimo, inusitadas do Presidente Bolsonaro, “descobrir” se se trata apenas de uma peculiaridade já conhecida do primeiro mandatário da Nação, ou, pelo contrário, se representa uma estratégia do governo objetivando desviar as atencões das complexas medidas para ajuste e equilíbrio da economia que estão sendo adotadas. A propósito, a própria aprovação, em segundo turno, da reforma da previdência, dão a convicção de que o governo não terá maiores dificuldades de aprovar medidas econômicas essenciais e nem as chamadas reformas estruturais tão éxigidas para que a economia consiga um dinamismo maior do que os pobres 1 a 1,5% que se tem verificado nos últimos anos.

Dessa forma Paulo Guedes tem vibrado com o fato de que os debates alimentados por Bolsonaro estão colaborando para os destinos do País pois que não se discutem as questões fundamentais e as transformações institucionais tão requeridas pela nação que estão sendo conduzidas e encaminhadas pelas áreas e pelos executivos maiores do Brasil. Ao contrário fica-se só no perfunctório e o não essencial enquanto o que é relevante vai sendo aprovado sem maiores questionamentos! É isto que se espera que as coisas sigam!

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