O QUE SERÁ DO BRASIL SE 2018 FOR UM ANO POLITICAMENTE TUMULTUADO?

Tudo conspira, favorávelmente, pelo menos, em termos aparentes, para que o ano que está chegando, venha marcado por boas expectativas e também por notícias alvissareiras. Ē certo que ainda vai demorar um bocado para que o País recupere a perda de produto ocorrida de meados de 2014 até o fim de 2016, quando a queda do PIB alcançou, no acumulado, algo em torno de quase 10%! O 1,1% de expansão previstos para este ano e mais os 3% possíveis para 2018, ainda colocarão o País muito distante dos níveis alcançados pelo PIB, em 2012 ou em 2013!

Mas, o que fazer a não ser lamentar as “perdas e danos” e atribuir a uma total irresponsabilidade fiscal, o preço que ora se paga? E mesmo “esse chorar e ranger de dentes”  ouvidos de ponta a ponta País afora, por certo, não ajudará e nem recuperará o tempo perdido! Se se imaginar o tamanho da guinada negativa do País, ao sair de um superávit de 3,1% do PIB  para um déficit de quase quatro por cento em 2015,  isto indica aos brasileiros que o caminho da recuperação será árduo, penoso e difícil!

Assim, nâo adianta pensar e nem lamentar quantos são os anos perdidos na história da nação mas, a única alternativa que sobra aos brasileiros é fazer o que já fizeram ou já vem fazendo que é “ levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima”! E assim, fundamental é retomar a crença nas potencialidades do País e na sua própria capacidade de se reconstruir. E é isto que parece que os brasileiros estão fazendo na proporção em que o setor externo mostra saudáveis e surpreendentes resultados e, os investidores, tanto internos como externos, voltam a acreditar no País! Também a agropecuária bate recordes de produção e produtividade e as fontes alternativas de energia crescem de maneira impressionante! Alëm disso, a criatividade e o talento da população permitiu suavizar o penoso impacto provocado por um desemprego de mais de 14% da força de trabalho, através de formas inventivas de sobrevivência que a economia informal permitiu desenvolver.

Se no campo da sobrevivência condigna vão sendo criado fórmulas inovadoras, a população não se sente desvalida na proporção em que, no campo da justiça, com todas as precariedades, a mesma vem operando. Assim há sinais de que a impunidade não mais prospera absoluta pois, os resultados já alcançados pela Lava Jato, como a prisão de muitos “grandes e poderosos”, culminando com a prisão, no fechar do ano,  de Maluf por aqui, José Maria Marin em Nova York,  bem como a prisão de quase todos os políticos que dominaram a cena de poder dos últimos vinte anos no Rio, mostram que as coisas caminham,  apesar dos temores quanto ao futuro e quanto aos destinos da Lava Jato.

Com certeza, as medidas relacionadas a acabar com a condução coercitiva e o fim da alternativa de prisão após a condenação, por órgão colegiado, em segunda instância, não prosperarão e, o que se espera é que o exibicionismo dos jovens procuradores e a  avassalaradora ação  do Supremo, invadindo competências e exibindo um divisionismo absurdo e inaceitável,  venham a ser contidos e contidas!

Esse cenarista vem insistindo em um fato deveras saudável que vem acontecendo com o Brasil pois que, cada vez mais, os analistas sentem quanto a economia vem se descolando da politica.  Na verdade, há algum tempo atrás, qualquer soluço da atividade política gerava transtornos e desequilíbrios no câmbio, no equilíbrio fiscal e no ambiente econômico nacional. Hoje o que se verifica é que a política econômica, notadamente a que é conduzida pelo Banco Central, tem se mostrado e atuado quase sem qualquer interferência no mercado, apenas sinalizando as diretrizes que seguirá e indicando o ritmo que tomarão as variáveis sob o seu controle e responsabilidade.

Também, algo que chama a atenção é o fato de que qualquer desequilíbrio cambial, em passado recente, transtornava a economia e promovia crises significativas. Hoje essa vulnerabilidade não é mais visível e as coisas parecem caminhar sem maiores surpresas. Assim, da mesma forma que a economia do agronegócio cresce e se expande sem dar bolas para o que acontece na política e no governo, as economias das cidades de fronteira do Pais, seguem adiante, indiferente aos rumos políticos nacionais. Assim, os descolamentos vão se fazendo como é o caso, por exemplo, da expansão das fontes  de energia,  cujo crescimento hoje descolou do ritmo de expansão do PIB.

Assim, os rumos que deverão tomar o País, no próximo ano, diferentemente do que pressagiam os pessimistas,  tendem a ser muito mais promissores e saudáveis,  podendo surpreender com reformas, mudanças e novos investimentos e transformações como o que se pode esperar da associação entre Boeing e EMBRAER,  além de uma entrada estratégica de investimentos chineses na área de infraestrutra urbana. Por outro lado, novas áreas de exploração de investimentos por grupos internacionais nas áreas aeroportuárias, portuárias, mineralógica e outros segmentos modernos, fazem parte do cardápio para 2018.

Assim, o otimismo do cenarista contrasta com as análises e estudos de perspectivas que a mídia teima em pontuar mesmo diante de indicadores e indícios aparentemente cada vez mais positivos e otimistas!

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