O QUE VIRÁ PELA FRENTE?

O ano chega ao fim depois de muitos confrontos de idéias e de avaliações sobre o hoje e o amanhã do País. As visões foram sempre as mais distintas prevalecendo mais as visões pessimistas sobre a crise e os destinos da economia nacional do que aquelas sustentadas por argumentos sérios, confiáveis e sem part-pris!

A pergunta que se coloca é, o que irá prevalecer, no fim das contas? A visão e a perspectiva dos pessimistas de plantão que, como aves de mau agouro, prevêem momentos de tumulto e de instabilidade para a sociedade brasileira  nas águas  de 2018 ou a expectativa daqueles que acreditam que o clima criado no Pais e o ambiente econômico ora experimentado, irão garantir as bases para a continuidade da recuperação em curso e, eleições e o clima de copa do mundo, serão momentos que, ao invés de gerarem essas circunstâncias que propiciem e estimulem hostilidades, serão fatores mais benéficos do que maléficos ao Brasil.

Qual a aposta que o leitor faria? Ao ouvir, por exemplo, o governador do Ceará informar que o seu estado, está com todos os compromissos em dia com seus servidores, apesar de enfrentar o seu sexto ano de secas, o cenarista tende a ser mais otimista que de costume pois acha que a boa gestão e as circunstâncias favoráveis de mercado, notadamente as internacionais, podem mostrar resultados, as vezes, surpreendentes.

No caso brasileiro alguns fatos e  circunstâncias favorecem um olhar mais positivo e otimista quanto ao amanhã. Por exemplo, o excepcional desempenho da agropecuária nos últimos dois anos; o bom caminhando para quase ótimo, desempenho do setor externo do País; a entrada liquida de recursos externos de investimento,  são informações que desenham um cenário bastante  positivo para a economia. A Bolsa de Valores ao atingir o seu recorde histórico de desempenho em 2017, aliada a presença de indicadores financeiros recentemente divulgados da economia nacional altamente favoráveis, atingindo índices extremamente promissores como foram os índices de preço como um todo, os de  Inflação e os indicadores relativos ao desempenho do câmbio e da gestão das contas públicas, refletem um quadro que não era nada esperado no inicio do ano e garantiu resultados muito expressivos no que respeita à recuperação da economia.

A divulgação que ora se faz até mesmo do desempenho da criação de empregos garantem um excepcional alento pois que, ao final do ano passado, o registro era de que o numero  de vagas perdidas durante o ano, ultrapassava mais de 900 mil, enquanto que, este ano, as vagas criadas superam as do ano passado e, só no mês de novembro, quando no ano passado sumiram mais de 280 mil vagas, este ano quase trezentas mil novas oportunidades foram criadas!

Uma filosofia básica de Meirelles na condução da política econômica nacional é buscar a negociação e a renegociação de contas e débitos de pessoas físicas e jurídicas e, também, de entes públicos, de tal forma a permitir que desempenhem o seu papel e tenham perspectivas de reorganizar suas finanças, nos prazos que puderem, de tal forma que a economia não seja prejudicada e nem a prestação dos serviços públicos, comprometida!

Isto é mais um dado que tem permitido que se crie  um ambiente econômico favorável e, como tem insistido o cenarista, o descolamento que ora ocorre da economia em relação à política, aliados as iniciativas de governo de ampliar concessões, abrir espaços adicionais às privatizações e ao favorecimento do ingresso de capitais externos — no caso dos chineses, em siderurgia, mineração, infra-estrutura urbana além de obras portuárias  e aeroportuárias — a tendência é que 2018 venha a ser um ano extremamente favorável ao desempenho das atividades produtivas.

É fundamental chamar a a atenção para o fato de que a expansao de 2018 ficará entre 3 e 3,5% não superando tal patamar em face de estrangulamentos estruturais que limitam a capacidade de aporte de investimentos públicos como outrora se fazia. Basta verifcar que, um país que há dez anos atrás produzia um superávit fiscal acima de 3,1% e que hoje encara um déficit acima dos três por cento, diminuiu, significativamente, a sua capacidade de investir.

Ademais, com uma previdência  levando a deficits  astronômicos e crescentes caso nao venha a ser reformulada o quanto antes, continuará comprometendo, seriamente, a capacidade de investimento do poder público nacional.

Como bons macaquitos, é hora de seguir os passos de Macri, na Argentina que, aos trancos e barrancos, debaixo de duros protestos de rua, aprovou a sus reforma previdenciária e uma pequena reforma fiscal.

Sem gestos politicos desse jaez, dificilmente o Brasil poderá avançar a taxas superiores aos 3% esperados para 2018! É fundamental que os brasileiros apostem na determinação de Temer de, mesmo que tenha que aliciar, de forma pouco republicana, os senhores parlamentares, garanta, não as reformas desejadas mas, o mínimo possível de ajustes para não comprometer o desempenho da economia nacional!

 

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