QUEM NÃO TEM COMPETÊNCIA… NÃO SE ESTABELECE!

João Dória, o recém-eleito Prefeito de São Paulo, redefiniu um novo paradigma de gestão do setor público brasileiro, qual seja, apoiado no tripé eficiência, meritocracia e resultados porquanto, ao falar em privatizações apenas reforça a tese de que a sociedade civil sabe melhor conduzir os processos de alcance dos objetivos da ação dos órgãos públicos do que os burocratas e os políticos de profissão.

Essa menção a Dória faz-se necessário porquanto ele, embora se denominando gestor e, por sinal, na atividade privada, as informações que se dispõe é que ele se  mostrou um dos bons senão ranqueou-se entre os ótimos, chamava a atenção ao dizer que buscaria os políticos para, com eles, governar mas sem abrir mão de princípios como a meritocracia e a eficiência além do combate à corrupção e ao desperdício.

Na noite de segunda-feira, o Governo Temer, valendo-se o cenarista de uma expressão bem popular, agiu “redondinho”. O seu triunvirato político — Geddel, Padilha e Moreira Franco — acolitados por Rodrigo Maia, Romero Jucá e, agora, devidamente gratificado e premiado com a indicação do Ministro do Turismo, o Presidente do Senado, Renan Calheiros, conseguiu montar uma eficientíssima estratégia de ação político-partidária de há muito não vista no Congresso Nacional.

É fundamental que se pontue que, o próprio Presidente Michel Temer, ao promover o famoso “ágape” de Domingo, onde mais de 300 parlamentares compareceram ao Palácio da Alvorada, com as suas “respectivas”, para participarem de um encontro que, destinado a sensibilizá-los a apoiar a PEC 241 aquela que estabelece  limites dos gastos públicos, foram convencidos por palestras bastante didáticas e convincentes, pronunciadas pelos economistas José Márcio Camargo e Armando Castellar, a ouvir os apelos do Presidente. Ao circular de mesa em mesa;  ao tirar fotos com os parlamentares e familiares e ao discutir coisas comezinhas ao estilo da maioria, Temer conseguiu cativar os seus ex-colegas que, aparentemente, só buscam prestígio, respeito e o direito de ostentar que são amigos do Rei.

Se o convencimento técnico foi relevante; se o trabalho de articulação  de ministros foi fundamental ao êxito da empreitada; se a dedicação e o empenho de Rodrigo Maia, de Romero Jucá e do próprio Renan Calheiros se mostraram importantes, há que se destacar que o atendimento de alguns pleitos por cargos ou verbas, dentro dos limites do possível, foram também utilizados mesmo que, como dizia a velha piada, ” metade da cédula agora e a outra metade depois da votação do segundo turno”.

Não obstante os meios, a forma de sensibilizar e as manifestações de apreço e respeito aos parlamentares e os apelos feitos aos seus “sentimentos pátrios e responsabilidades polítioc-sociais com o País”, o fato é que tal votação já sensibilizou ministros dos tribunais superiores como Gilmar Mendes e Luiz Barroso, além de haver conseguido convencer a sociedade de que esta seria a única saída para o enfrentamento da crise nacional. E a aprovação da PEC abriu caminhos para a aprovação da lei de repatriação de recursos de brasileiros, inclusive, com a destinação de parte para superar os problemas estruturais das finançãs estaduais e municipais.

A partir desses dois fatos alvissareiros para o encaminhamento dos problemas nacionais, nessa mesma esteira virá a aprovação da renogociação da dívida de estados e municípios; a reforma da previdência e, já e já, medidas na área econômica para desanuviar o ambiente econômico como o começo da redução da taxa de juros básica e o lançamento de editais das novas concessões. Assim, se houver um programa de recuperação das finanças das empresas, a redução de tributos para que, pessoas físicas e jurídicas voltem ao mercado e estímulo especial de compras governamentais as pequenas e médias empresas, aí o país começa a marchar, o entusiasmo começa a retomar e as tensões começam a diminuir.

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