UM NOVO TEMPO ESTARÁ POR VIR?

A inflação do mês de setembro foi a menor dos últimos anos. A entrada de recursos externos continua fortíssima. A Câmara dos Deputados aprovou autorização para que a Petrobrás não seja obrigada a participar com, no mínimo, 30% do valor de qualquer novo investimento em exploração, produção e distribuição de petróleo e os seus derivados. E tal decisão será vital para, não apenas, o saneamento financeiro de uma empresa quebrada mas,  para retomar investimentos fundamentais para o País.   E, pelo que tem sido demonstrado pelas providências adotadas pela nova diretoria da empresa, seu programa de recuperação financeira, extremamente complexo e desafiador, começa a mostrar resultados.

O ambiente econômico, pelos dados de pesquisas do comportamento dos agentes econômicos, parece espairecer e estabelecer novas perspectivas para que se mostrem reais possiblidades de superação da grande crise em que se meteu o Paìs! Até mesmo os resultados eleitorais do pleito próximo passado,  revelam que as pessoas rejeitaram, de vez, a maneira de governar das esquerdas bem como mostraram da sua insatisfação para com a política e os políticos como um todo, com os 40% dos chamados  “não votos”!

 Hoje, dia dez de outubro, começa a votação da PEC que representa um ponto de inflexão na historia da política econômica e, uma espécie de retorno do respeito  a importantíssima Lei de Responsabilidade Fiscal no País.  Aprovado o teto de despesas e os critérios de expansão do gasto pùblico, tal sinalização conduzirá a uma intensa movimentação dos investidores e a reversão das expectativas econômicas.

Para que se tenha idéia do quão é sensível o mercado e as suas expectativas, a movimentação do câmbio, nos últimos meses, sem variações maiores e, até mesmo mostrando uma queda de um valor de mais de quatro reais antes do governo Temer, para os atuais 3,23 ou ao redor, sem intervenções  maiores do Banco Central; a inflação de setembro de 008,0 %  e a tendência declinante dos aumentos dos preços dos alimentos; além de especulações do mercado de que a taxa básica de juros cairá, são elementos que compõem um quadro  favorável de crença de que o paìs pode estar no caminho certo.

E isto, mesmo quando o Procurador Geral da Republica decide considerar inconstitucional a PEC de limitação dos gastos e do estabelecimento de teto para a divida publica, providencia fundamental e sem a qual não se recuperam as combalidas finanças publicas e não se  restaura a confiança do mercado, não abate o governo nem a classe politica pois que, uma decisão soberana do Congresso com a quase unanimidade e apoio da sociedade civil, não pode ser judicializada e contestada pelo Ministério Público, máxime quando sequer foi votada. Ademais, decisões e pontos de vistas isolados não podem  comprometer um projeto maior do País.

 A matéria será votada e aprovada pela Câmara! E, tal decisão, abrirá caminho para a votação da renegociação da divida de estados e municípios, o que pacificará as finanças de tais entes federativos, permitindo que eles voltem a realizar as suas ações fundamentais de atendimento às demandas da população e, também, voltem a investir,  comtribuindo para a retomada do crescimento do Brasil. Se assim ocorrer, aí começará o governo uma nova batalha que será a reforma básica da previdência social, matéria sem a qual não sobreviverão o sistema e nem as próprias finanças publicas do Pais.

E, se se pretender acelerar a volta dos empregos,empregos esses tão fundamentais ao respeito à dignidade do cidadão, a flexibilização da legislação trabalhista; os estímulos fundamentais à construção civil; o apoio amplo aos micros e pequenos negócios além de políticas compensatórias  de emprego e de renda, são instrumentos de maior relevância para atingir tal “desideratum”!

Assim, mesmo com todos os problemas e dificuldades, notadamente no campo político e de negociação com o Congresso, as coisas marcham, não só no sentido de passar a limpo o Brasil mas, também, de corrigir erros, desmandos e abusos de toda ordem na condução da coisa publica e do estabelecimento de uma nova ética nas relações interpessoais.

Até mesmo o pleito municipal já mostrou que os executivos que cumpriram melhor o seu papel foram reeleitos e a sociedade não apenas quer bons e éticos gestores como, com o seu “não voto”, está a exigir uma nova forma de fazer política.

Assim, embora ainda não haja uma adequada conformação de uma convincente estratégia de política econômica que gere a confiança de que a atividade produtiva será retomada, a partir da superação da crise que afeta as finanças e o equilíbrio financeiro e contábil das empresas; que reduza as apropriações dos chamados superávits de resultados do setor produtivo pelo sistema bancário;  alêm do aproveitamento das oportunidades enormes de investimentos na infra-estrutura física, a ideia básica é voltar-se para o aproveitamento do significativo mercado interno que se dispõe!

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