Scenarium de 26/02/09

APÓS A FOLIA, A REALIDADE DO DIA A DIA.

A “conversa fiada” do grupo que comanda o PMDB Nacional de que o partido teria candidatura própria, não engana o mais ingênuo dos analistas. A idéia de que Aécio Neves poderia ser o candidato só se viabilizaria se se mudasse o comando do partido e ocorresse, na direção da Executiva dos estados, uma espécie de “limpeza ética”, como propõe o Senador Pedro Simon. E, mesmo assim, ainda existiriam muitas limitações para que isto ocorresse. É quase uma impossibilidade.

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A CRISE, A QUANTAS ANDA?

Nos EUA, apesar da confiança inabalável, até agora em Obama, se não houver a chamada “estatização dos bancos” como já foi acertado na Alemanha e, possivelmente, na Inglaterra, para tranqüilizar clientes e credores, a coisa ainda vai continuar complicada. O pacote para “bombar” a economia – investimentos, redução de impostos e socorro a empresas e grupos – até agora não surtiu efeito, pois a sua própria implementação enfrenta dificuldades.

Por estas bandas, a Vale, a Embraer e tantos outros grandes grupos demitem; os bancos retomam 100 mil veículos de compradores inadimplentes; a arrecadação caiu 7,6% e a redução do repasse dos fundos de participação de estados e municípios foi considerável. No entanto, o Carnaval, a cultura sedimentada de ajuste e acomodação àe crise do povo e o efeito anti-crise do bolsa-família, da Previdência Rural, do seguro-desemprego, e etc., ajudam a minorar o impacto sobre a cabeça e o comportamento dos brasileiros.

O governo promete a construção de 1 milhão de casas além da redução de gastos públicos – adiar o aumento previsto do funcionalismo e procrastinar novas contratações –. Por outro lado, sugerir que o PAC vai começar a andar são providências que encontram pouca guarida na realidade, pois os sinais emitidos pelo governo quando não são confusos, são contrários à frugalidade e aperto nos gastos e não mostram melhoria na gestão para acelerar a implantação de projetos de investimentos. Mas, enquanto houver futebol, samba e Carnaval a coisa não se agravará tanto.

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MST: INVADE, DEPREDA E MATA.

Diante da omissão e, às vezes, até do estímulo de figuras do governo, o MST continua o seu itinerário de violência. Agora mata quatro empregados de uma fazenda e, não se ouve, por exemplo, uma palavra do Ministro Tarso Genro. Mas lá no Nordeste é diferente. Se a autoridade permite a impunidade, os donos de fazenda fazem justiça com as próprias mãos. É esperar para ver!

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TARSO GENRO

Se os pugilistas cubanos Erislandy e Rigondeaux queriam tanto, como disse o Ministro, voltar para o Paraíso, por que fugiram de barco, de Cuba para Miami? Se eles ficaram onze dias foragidos em Búzios até serem encontrados pela polícia, que não os consultou se queriam asilo ou refúgio, como o Ministro concluiu que eles queriam voltar para os braços de Fidel? Mas César Batistti… deixa para lá!

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E OS JUROS BÁSICOS? CAEM OU NÃO?

Vem aí a reunião do COPOM. Tem gente que defende até a queda de 3 a 4 pontos percentuais nos juros básicos. Se a queda for acima de 1% é sinal de que Meirelles prepara o desembarque para candidatar-se a Governador de Goiás. Enquanto isto, o “spread” não cai nem nos bancos oficiais que fazem “ouvidos de mercador” para a determinação de Lula.

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E O CONGRESSO RETOMA. MAS O QUE?

Do início do ano até aqui nada foi votado. Até agora nem a definição do novo rito das medidas provisórias foi estabelecido. As reformas tributária, política e previdenciária não dão sinal de que vão andar. E já entramos em pleno período pré-sucessão.

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