TEMER É UM BLEFE, UM ENIGMA OU UMA MANEIRA ESPECIAL DE FAZER POLITICA?

A critica impiedosa que se faz a Temer tem três razões  básicas de ser. A primeira tem origem nos petistas e aliados ou beneficiários do poder que não compreendem como Dilma foi tão incompetente que não soube entender que governar é administrar pressões, conflitos e interesses e procurar entender, um pouco, a condição humana, para saber como com ela conviver. Dilma conseguiu o mais dificil que foi não ter o apoio da opinião pública  e publicada; ter esquecido de que só se governa um País com um Congresso que a compreenda e a apoie e, por fim, ter, pelo menos, a lealdade de seus parceiros e pares. Ela não mostrou nenhum desses predicados, atē mesmo aquele “vendido” por Lula ao eleitorado, de que era uma mulher competente e uma gerente eficiente.

A segunda razão seria aquela que, alëm de Temer de  acusado de ter engendrado um conjunto de circunstâncias que esvaziavam, aumentavam o desgaste e sensibilizavam a sociedade e a midia de ve-la  afastada do poder, Temer teria costurado, com o  empresariado e outros importantes segmentos da sociedade civil, que a incompetência técnico-gerencial, a total inabilidade política e a revelada incapacidade de se comunicar, faziam dela uma peça totalmente descartavel. Alias ficou demonstrado que esse sentimento perspassou toda a sociedade em função de duas consequências visíveis e como que altamente preocupantes quais a total desestruturação da máquina pública E o mergulhar, de ponta cabeça na mais profunda crise econômica que se conhece na história do País.

A terceira diz respeito ao fato de Temer não mostrar nenhuma característica dos líderes carismáticos e populistas, nem tampouco empolgar as massas O País parece à deriva. Uma esquerda incapaz, irresponsável e leviana; uma direita ansiosa por ver mantido os seus privilégios e sua atuação sobre o poder estabelecido e, inclusive, admitindo até mesmo a prevalência de um pensamento de visão ditatorial de alguns que até clamam por intervenção militar; um centro, amorfo, indiferente e, marcado apenas pela idéia de que “se por aqui piorar muito, eu me mudo para Portugal ou Miami”; uma mídia sem compromissos com valores institucionais apenas com a distorcida visão ideológica, representa uma avaliação pessimista e triste do País!
Nunca se assistiu tanta confusão e nem se viu uma situação tão crítica e difícil de entender pois embora as instituições funcionem — ma non troppo! — e a economia siga avante, o que se lê na mídia e que se ouve das manifestações de líderes ou pseudo-líderes, é uma espécie de visão apocalíptica da situação onde a gestão pública ainda representa uma espécie de “cloaca” porquanto a corrupção, a ineficiência e o descompromisso levam a um aparente desespero pois que a classe política, de onde deveria vir uma solução para o ”, mostra-se incapaz, desacreditada e sem rumo.
Como no Brasil crêr-se mais nas pessoas do que nas instituições, Temer vive o seu pior momento em termos de popularidade e o seu inferno astral parece que não vai passar e não parece que surgirá qualquer liderança expressiva em que a sociedade possa confiar. Apesar desse tremendo “Imbróglio”, nesse mundo em desencanto, o cenarista, otimista por excelência, fica buscando razões ou esperanças capazes de lhe infundir crenças de que as coisas vão, estão e irão mudar, de forma muito positiva, para esse país maravilhoso!
Aqui, nesse espaço, tem sempre pontificado o cenarista com a idéia de que a economia descolou da política e, no caso, também, até mesmo, das instituições, parecendo mostrar que a agropecuária, o agronegócio, as exportações e o comércio exterior em geral, não tem nada a ver com o que vai pelo País e seguem o seu itinerário, aproveitando oportunidades do mercado mundial e inventando, inovando e ousando, não apenas em busca de sobrevivência mas, de expansão e crescimento. Parece também que, tendo fronteira com dez países, o comércio com os viznhos, também vive esse momento, notadamente nas cidades fronteiriças onde a mão do estado não consegue ser tão avassaladora.E, por incrível que pareça, tal fato está produzindo o dinamismo da economia em tais áreas e faz com que o comércio cresça, a industria manufatureira se expanda, os empregos surjam e o pessimismo vá desaparecendo.

A tese colocada parece desejar que se concretize a ideia de menos estado, abrindo-se mão do poder regulador e norteador maior dos interesses e objetivos da sociedade. Na verdade o que se busca é um estado mais leve, ágil e sabendo definir as prioridades exigidas pelo desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos. O que se deseja é um estado mais descentralizado onde a sociedade civil pontifique e o poder local se sobreponha ao poder estadual e nacional, garantindo maior legitimidade as ações do poder público! O que se quer ē menos estado e mais sociedade civil e menos Brasília e mais Brasil!

Nessa perspectiva o que se busca é encontrar um ambiente em que as ideias se degladiam e as paixões se manifestem mas sem comprometer os objetivos da nação. O que se deve buscar é manifestar apoio quando as coisas estiverem dando certo e criticar os erros cometidos pela gestão pública. O que se deve pretender ē que a crise econômica “suma do pedaço” e deixe florescer as potencialidades que a agropecuária, o agronegocio, as exportações e a indústria de ponta podem e estão mostrando ser possível sonhar com um futuro próximo promissor para tais segmentos.

Assim, pelo menos algumas coisas já estimulam e dão alento a essa perspectiva mais otimista que o cenarista aposta. Isto porque as próprias previsões do mercado de que a economia crescerá 0,7% este ano, 2,8% em 2018; a inflação ficará abaixo dos 3,4% e os juros básicos ficarão em 7% ou até menos, além de outros números que mostram tais perspectivas mais favoráveis para o País.. Se tais indicadores são estimulantes, os 34.500 empregos formais criados em agosto, a entrada de recursos externos para est ano superando os 80 bilhões de dólares e a balança comercial apresentando um superávit talvez acima dos 75 bilhões de “verdinhas”, já mostram que a crise começa, realmente, a deixar o país.

Os últimos dados econômicos apontam, segundo Miriam Leitão, que a taxa de juros alcançada pela equipe econômica é a maior dos últimos sessenta anos e Carlos Alberto Sardenberg, na CBN, comentando que a mudança nas regras de licitação dos blocos de petróleo do Pré-Sal, permitiu que se obtivesse um resultado excelente na venda de blocos na última licitação, só havendo uma pequena frustração pois aguardava-se a venda dos oito blocos ofertados mas  dois deles não despertaram o interesse dos investidores.

Além disso, existem propostas e ações no ar que podem fechar o ano garantindo mais ânimo e mais certeza de que 2018, além da maior festa democrática que serão as eleições gerais do País, pode trazer surpresas as mais interessantes, não apenas no campo econômico e da gestão pública mas também no campo da política partidária. caso a reforma política, e, discussão no Congresso, seja complementada pelo TSE, antecipando o fim das coligações proporcionais já para 2018. Aliás isto só poderå ocorrer caso o STF intérprete que as coligações só possam ocorrer se elas forem de “cabo a rabo”, ou seja, de ponta a ponta, definindo-se  a nível nacional .

Também se Rodrigo Maia, o jovem Presidente da Câmara, decidir votar a emenda constitucional que incorpora a Justiça do Trabalho à Justiça Comum e votar a emenda popular — com mais de 2,5 milhões de assinaturas — que propõe uma revisão crítica sobre a representação parlamentar, com mudanças que melhoram o processo de escolha de parlamentares e que limpam excrescências, resgatam credibilidade e dão  mais legitimidade ao Parlamento . Se isto não bastasse , o Ministro do Supremo, Alexandre Morais, mandou suspender todos os reajustes salariais do setor público, País afora como forma de contribuir para o ajuste do gasto público, hoje com um elevado superávit!

Só falta agilidade e prioridade do STF para votar o fim do foro privilegiado, ainda este ano e que se faça um balanço, reunindo todos os órgãos de governo, do que se melhorou na gestão pública, notadamente sobre o fim de abusos, de excessos, de corrupção e de desperdícios para que tenham os brasileiros a felicidade de voltar a acreditar no seu país e no seu amanhã!

Ah! Se isto já não bastasse, a senadora Maria do Carmo Alves, de Sergipe, apresentou uma proposta de obrigatoriedade de avaliação de desempenho, a cada dois anos, de servidores públicos que, se repetida uma avaliação negativa, dois anos depois de realizada a primeira, o servidor poderá vir a ser demitido das funções públicas. O que quer a senadora é que o servidor público passe pelos mesmos critérios de avaliação que o mercado faz dos seus empregados e contratados. Se for adiante tal idéia isto mostrará que o país quer virar uma nação  séria, conquistando-lhe a admiração e o respeito.

Tudo o que ocorre no País não se deve ao acaso. Se não existisse uma equipe econômica com a competência, a credibilidade e o compromisso com o País, a coisa não estaria assim e, talvez a crise econômica fosse muito mais grave. Se não fosse a capacidade do governo de negociar os apoios políticos para que fossem reduzidos os riscos de instabilidades e desencontros de interesse de sua base de sustentação; se não fosse a habilidade de, conhecendo a condição humana e a classe política como ninguém , o presidente não tivesse garantido, nas votações de matérias de maior relevância em termos de controle dos gastos públicos e de reformas institucionais, a vitória do projeto de reconstrução nacional.

O que se pode dizer é que se assiste a demonstração patente de que, em momentos de crise como o que está o País saindo, uma grande cápacidade negociál é crucial e imprescindível  para que  se alcance êxito  no processo de convencimento do Congresso a aceitar as ideias e propostas conducente à por o País nos trilhos. E, para tanto, as três vezes em que foi Líder do maior partido do País; as três oportunidades em que presidiu a Câmara dos Deputados; os 12 anos em que foi presidente do maior partido do Brasil, sempre tendo sido eleito deputado na margem ou no limite de votos, mostra que Temer conhece a condição humana e sabe interpretar os “anseios” de cada votante no Congresso, garantindo-lhes o que eles desejam em termos de “lubrificante” cívico.

M, por mais que os lulistas e aliados, defenestrados que foram do poder, tenham a simpatia da mídia, as vitórias do governo no Congresso demonstram que, mesmo com 3 a 5% de respaldo popular um presidente pode ser capaz de fazer as transformações e mudanças que o País precisa para retomar o seu creescimento e recriar a esperança consequente no meio do povo para que gere- se um ambiente positivo e saudável e se reduza o pessimismo tão ao gosto dos saudosistas de um tempo que não será possível repor e nem retomar.

 

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