UMA ECONOMIA EM DESORGANIZAÇÃO!

Economistas dos mais respeitáveis do País, reuniram-se para discutir uma agenda pós-PT, diante do espirito mudancista que ora domina a sociedade brasileira. Caracterizando-se como um grupo de oposição ao quadro patético que ora permeia os vários aspectos da economia nacional, referidos mestres da ciência apresentaram um conjunto de idéias e sugestões!

As conclusões do grupo são, em primeiro lugar, que a crise que ora domina o País “nada tem a ver com a crise internacional” e está determinada por erros e equívocos na condução da política econômica nacional. E, a proposta, em síntese, está marcada pela redução gradual da meta inflacionária de 4,5 para 3%; fim dos financiamentos subsidiados ao BNDES, pelo Tesouro Nacional; transparência nas contas públicas e investimentos em infra-estrutura e educação, objetivando o aumento da produtividade e a retomada do crescimento.

Tais propostas, pela qualidade dos profissionais que as suportam, merece credibilidade e respeito diante das previsões quase catastróficas em relação ao crescimento do PIB que, a cada novo relatório do FOCUS do Banco Central, mais e mais encolhe, já estando no entorno de 0,5% de expansão da economia para 2014,

Por outro lado, preocupa deveras a situação das contas públicas, cada vez mais deterioradas onde as receitas não crescem porquanto a economia diminuiu bastante o seu nível de expansão e, do lado das despesas, o crescimento supera a casa dos 10% anuais! Ademais, o superávit fiscal necessário para pagar os juros da dívida publica nacional que deveria situar-se em torno de 3,5 a 3,7% do PIB, mal chegará aos 1,1%!

Se tal não bastasse, só na Previdência, o déficit, segundo o Ministro Garibaldi, irá alcançar cerca de 100 bilhões, somente este ano! Se as coisas assim se comportam em termos de contas públicas, a situação do setor externo só não se torna mais dramática por duas razões fundamentais. A primeira é que, a retomada da China em termos de importações de commodities, o recomeço europeu e a crise da Russia face a questão ucraniana, abriram a possibilidade de redinamização das exportações de grãos e carnes para os produtores brasileiros. O outro aspecto que tem minimizado o drama das contas externas do País é que, apesar de toda a desconfiança na economia brasileira por parte dos investidores, o Brasil ainda se situa no quinto lugar em termos de atração de investimentos externos.

Uma total crise de confiança dos agentes econômicos em relação ao poder e as instituições do País, geram um enorme pessimismo o que fica demonstrado e patente diante do que tem ocorrido com a bolsa de valores, marcada por quedas significativas no seu movimento e nas suas cotações, toda vez que as pesquisas eleitorais que mostram indícios de que o PT pode continuar no poder e as bases da política economica poderão vir a ser mantidas.

Portanto, diante do quadro que se apresenta, o futuro é incerto e inseguro requerendo não apenas preocupações sérias e responsáveis mas, também uma atitude propositiva, capaz de gerar esperança consequente para os brasileiros. E, qual dos candidatos irá propor tais mudanças consistente e coerentes na concepção e gestão das políticas públicas do País?

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