O TIROTEIO CONTRA MARINA, AS TEORIAS CONSPIRATÓRIAS E O ANDAR DO PLEITO!

É impressionante como Marina não apenas assustou mas mobilizou petistas e aecistas, provocando nos mesmos, uma reação desmedida e uma fúria implacável contra a presumida frágil competidora, como mudou as características da disputa. Ao invés de ser uma campanha propositiva, passou a ser um discurso de desconstrução de Marina, onde a reação envolveu até mesmo o próprio Presidente Lula que, mesmo tendo sido sempre poupado e até elogiado por Marina, foi duro e até impiedoso com a sua outrora aliada, o que a levou as lágrimas.

A última pesquisa revela algo que está no centro das discussões qual seja, que o anseio mudancista no País é bem mais significativo do que se imaginava e não representa, como alguns pensavam, uma mera nuvem passageira. Também, uma outra constatação é a de que a taxa de rejeição ao PT, máxime no Sul, Sudeste e Centro Oeste, encontra-se acima de 42% e, ainda, numa tendência de crescimento. Em terceiro lugar, que a estratégia de bater em Marina, está sendo revista pelos assessores de Dilma porquanto acham, eufemisticamente, que o que deveria ter sido feito de desconstrução , já teria chegado ao seu limite.

Por outro lado a reação contra Marina tem sido pesada indo até uma suposta e já denunciada manipulação dos dados da pesquisa de opinião, por um dos mais conhecidos institutos de investigação de preferências eleitorais do País. Até a tentativa de satanizar a amiga de Marina, no caso, a Neca do Itau, levou a uma estratégia perigosa de Dilma que, ao xingar empresários, afastar banqueiros, colocar a escanteio, o agronegócio, está assustando a elite empresarial do País. Tanto isto é verdade que a bolsa de valores caiu 6,5% em uma semana e, o dólar, disparou, mostrando os temores do ambiente empresarial diante da possibilidade de manutenção da política econômica atual.

Adicionalmente, embora, erroneamente, Aécio tenha embarcado nessa canoa furada de Dilma, procurando desmontar Marina, ao rever os seus conceitos e descobrir que o erro estava na sua estratégia de campanha e na sua postura pouco afirmativa e propositiva, resolveu voltar-se para a região sudeste e, notadamente, para a sua Minas Gerais, onde ora perde a eleição de governador e tem menos preferencias do que Dilma Rousseff, como forma de reconquistar espaços perdidos. Assim é que, abocanhou três pontos percentuais de Dilma e um de Marina, voltando a se firmar nos 19% anteriores.

Um outro fato singular é que, na proporção em que se firmam posições nos estados, a repercussão em favor dos candidatos a presidente começam a aparecer. Aécio, por exemplo, está sendo beneficiado pela confortável situação de Beto Richa no Paraná e uma perspectiva firme e otimista de sua aliada no Rio Grande do Sul, Ana Amélia, o que lhe rendeu os ganhos recentes no apoio popular.

Um fato novo e alvissareiro para as oposições é que, os mais respeitados economistas do País, estabeleceram uma espécie de agenda para o País e o grupo reúne apoiadores de Aécio e de Marina, mostrando, claramente que, não haverá divisões entre os dois grupos e os embates consideram a possibilidade de um apoiou o outro num eventual segundo turno. Já Dilma sabe que, num segundo turno, Aécio nunca a apoiaria e, depois do que ela bateu em Marina, esta última tenderá a apoiar Aécio Neves.

Finalmente, os encontros de Marina com o empresariado tem sido muito proveitosos e, como esse cenarista já previa, o PMDB, fiel da balança da necessária garantia de governabilidade no País, já tem muitos simpatizantes de Marina e, até a volta de Pedro Simon à cena como candidato ao senado no lugar de Beto Albuquerque, demonstra que, eleita Marina, com a sua tese de escolher “os melhores dentro do PT, PSDB, PSB e PMDB” revela que tal criação de bases para a requerida sustentação parlamentar ao seu possível governo, já estaria em construção.

Assim, pelo jeitão, não adiantam acusações, desconstruções, denuncias vazias, teorias conspiratórias pois, nem “que chova canivete”, Marina é poule de 10 para o segundo turno. E, se Aécio retomar a sua Minas Gerais, ampliar os espaços com os seus correligionários candidatos a governador, como é o caso de São Paulo, aí poderá ocorrer uma surpresa, qual seja um segundo turno entre Marina e Aécio. Claro que, pelos dados atuais, a tendência é que o segundo turno venha a ocorrer com as duas mulheres, Dilma e Marina.

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