BOLSONARO, A BOLA DA VEZ!


Bolsonaro é o candidato que os demais pretendentes tentarão buscar tirar votos. Isto porque se busca abocanhar mais votos de quem os tem em maior quantidade embora a lógica deveria ser, em primeiro lugar, intentar atacar os concorrentes nos seus pontos de maior fragilidade, independentemente da dimensão de seus votos potenciais.. Assim a primeira alternativa buscada pelo que se sente até agora, certamente é aquela de, num primeiro momento, atrair eleitores de quem os tem, muitos. E, ao que parece, seria o caso do capitão Jair! Assim, tanto Ciro como Fernando Haddad e, até mesmo Alkimim, buscarão atacar, primeiro, de maneira impiedosa, as bases de Bolsonaro. Vão mostrar as suas contradições, os seus equívocos e as suas inconsistências. A estratégia é desestabilizar e desestruturar  a campanha de Bolsonaro intentando fragiliza-lo e, consequentemente, retirar as possibilidades do candidato de se mitificar e tornar-se um candidato pouco vulnerável às críticas dos formadores de opinião!

Até agora as estratégias adotadas parece que não surtiram efeito. Segundo uma última pesquisa de opinião, Lula constaria ainda com 30,8% u 39% das preferências populares e Bolsonaro, ao invés de cair, estaria entre 19 e 22,8%! Na verdade o seu crescimento se deve a várias circunstâncias. A primeira é que ele é, ao que parece só ele, estaria a expressar, de maneira mais objetiva e popular, o sentimento de revolta e de indignação que toma conta de toda a sociedade brasileira, O segundo aspecto é que, a ocupação de espaços na mídia e nas redes sociais pelo candidato tem sido quase que, avassaladora, em comparação com os demais candidatos. Em terceiro lugar, os chamados candidatos mais ao centro, inclusive Alkimim, estacionaram em patamares muito baixos nas pesquisas e, até agora, nâo apresentam tendências a melhorarem suas posições. Por fim, a atitude da mídia em relação a Bolsonaro tem o vitimado e o feito crescer.

Na verdade, uma ponderarão deve ser feita. É aquela que mostra que tem sido a direita e a mídia que tem feito o crescimento de Lula nas pesquisas na proporção em que buscam mostrar que só uma medida de força, como a que alegam estaria sendo tomada pela justiça, tiraria o poder de quem legitimamente tem o respaldo popular.  Estão, com seus gestos e suas atitudes ou, quem sabe, até pelo temor de vê-lo voltar ao poder “com sangue na boca” e com queixas de muita gente, temendo desagradá-lo desde já.

É fundamental que se diga que, a quase certeza de que Lula não será candidato e a pouca expressividade do possível candidato petista, Fernando Haddad, escolha típica do perfil de Lula que não quer ninguém no partido que tenha a possibilidade de um dia ser maior que ele, faz com que os conservadores do país — e são muitos! — encontrem em Bolsonaro a segurança de que não se terá um postulante sequer com qualquer simpatia em relação as esquerdas e, bem ou mal, um nome que expressa a sensação de que vai fazer una limpeza ética no Brasil, na sua política e na administração pública.

E, o mais interessante desse processo é que Bolsonaro, com o seu discurso, traduz aquilo que pensa a sociedade brasileira, ou o povão das suas elites, dos seus dirigentes, de seus políticos e, inclusive de sua imprensa, vista como sempre a serviço de seus interesses particulares, embora mantenha um grupo significativo dos jornalistas que emprega, com postura e discurso de esquerda. Na verdade, o desenho que se estabelece, no momento, do quadro eleitoral, as pesquisas estão a negar o primeiro pensamento dos analistas, inclusive deste cenarista, é que a ausência nas urnas de eleitores e a fortíssima presença dos votos de protesto. Os dados preliminares de pesquisa mostram, a princípio, que não serão tão avassaladores como se imaginava!

Assim o pleito continuará sem empolgar as ditas massas inclusive porque nenhum candidato mostra-se carismático ou de um populismo convincente e a sociedade, após quatro anos “na peia”, como afirma o dito popular nordestino, ou seja, mergulhada numa crise tamanha que teima em não querer sair, encontra-se pessimista, indignada e até mesmo revoltada, não se manifestando favoravelmente a nada e nem a ninguém.

O fato é que Bolsonaro, milico bem mandarino, está sabendo fazer o dever de casa. Não mai se irrita, demonstra que a mídia é de esquerda e contra ele; que até a Rede Globo quer ve-lo derrotado e, em manobras bem pensada vai driblando as resistência ao seu nome. Agora decidiu que não participa mais de qualquer debate, deixando a entender que a mídia é contra ele e quer masssacrá-lo, faz todo o sentido, para os seu seguidores, a decisão tomada.

Pelo andar da carruagem, a não ser que os programas de rádio e tv venham a despertar profundo interesse do eleitorado e alguém surja com ideias convincentes capaz de sensibilizar o populismo latente no país, por enquanto o caminho continua aberto a Bolsonaro

 

 

 

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