COMO TUDO MUDA E EM EXTREMA VELOCIDADE!

Viver é experimentar e vivenciar mudanças de todo tipo e de toda ordem. O cenarista nasceu nos estertores da Segunda Guerra Mundial. E, ao que parece, a partir daquele momento, as transformações e mudanças, em todas as dimensões da vida, ocorreram de maneira muito agitada e muito célere. Mudanças significativas se fizeram no dia-a-dia da vida, das instituições, das estruturas econômicas, sociais e políticas bem como no jeito de ser, de agir e de pensar das pessoas. Não só chama a atenção a quantidade e a qualidade das mudanças mas a velocidade e a intensidade como ocorreram e estão a ocorrer!

As vezes as pessoas são tentadas a imaginar que tais episódios tão marcantes derivados de tais mudanças são muito mais fruto da percepção a partir da avaliação conforme o envelhecimento de quem os analisa, do que da verdadeira realidade do ritmo e da velocidade em que elas se dão. O surgimento da máquina a vapor, da eletricidade e do telefone, definiram momentos e dimensões de inícios de processos evolutivos que, se não mostraram a marca da velocidade das mudanças que estavam a ocorrer, deram indicativos de que novos tempos adviriam. É claro que parece que, até mesmo quando da revolução provocada pelo surgimento do rádio, que deu início ao processo de revolução nas comunicações e, também, o desenvolvimento dos plásticos, parecia que as coisas se transformavam a um ritmo e a uma velocidade apenas aritmética!

Agora com as revoluções que são observadas a partir do que hoje se denomina de realidade virtual, talvez iniciada quando do surgimento do gravador e dos primórdios da telefonia celular, fruto, segundo alguns, dos temores da famosa atriz Mae West, de ataques inesperados de submarinos alemães, as coisas assumiram uma incrível velocidade de acontecimentos e inovações. Aliás, a propósito da grande atriz, diante suas preocupações com os ataques alemães, ela pediu a um cientista amigo que construísse um sistema de acompanhamento e controle da circulação de submarinos na orla do mar para que ela pudesse se precaver de algum evento, com antecedência! E assim foram construidas torres com um sistema de radio, interligadas e integradas, o que permitiu tal controle e acompanhamento! Dai ter surgido, segundo dizem, a gênese da telefonia celular!

Assim, com a globalização, a instantaneidade  das comunicações e a velocidade das inovações, o mundo sem fronteiras do conhecimento, das idéias e das tecnologias, tem permitido essa incrível velocidade e esse crescimento geométrico das inovações e das conquistas da humanidade. E tudo ocorre de forma universalizada atingindo todos os campos do conhecimento e da ação humana. O que já se evoluiu na medicina, com a revolução no campo das imagens, no desenvolvimento das análises laboratoriais, na utilização da nanotecnologia, na farmacologia, entre outras, já levaram a salvar milhões de vidas desde a revolução que ocorreu com a invenção da penicilna.

Se na medicina os ganhos foram e são extraordinários, o que não dizer da revolução verde que afastou, de vez, o fantasma da fome que atingia milhões de seres humanos? Isto porque a fome que hoje atinge centenas de milhões de seres humanos não deriva da incapacidade das áreas agrícolas de  produzirem mas, fundamentalmente,  por questões políticas e em face de interesses econômicos, äs vezes, inconfessos. Cada vez se produz mais e melhor bem como subordinado a uma consciência de preservação e conservação ambiental nunca vistos. Claro que há muito o que fazer e o que construir mas, com certeza, o mundo está no caminho certo.

E, a ânsia de “crescer, criar, subir” se diz presente em todos os campos da atividade humana. O que se faz, por exemplo, com a chamada impressão em 3D está a revolucionar tudo de maneira a produzir próteses, órteses e permitir ações não invasivas  na medicina e em vários outros campos da atividade humana! Se isto não bastasse, mudanças institucionais e na forma de convivência entre as nações e os seus interesses, tem impedido conflitos armados de consequências impiedosas para a humanidade. Mas, o mais relevante, são as mudanças na redução de proconceitos, de ostensivas discriminações e das agressivas manifestações de patrocínio e admissão de desigualdades de todo tipo, que, agora são mais contidas e mais subordinadas a visão e a ação crítica da sociedade.

Hoje veem-se negros sendo Juízes e magistrados além da forte presença nos escalões superiores das religiões, das crenças, dos estamentos burocráticos, nas lides empresariais e no mundo acadêmico. Veem-se mulheres exercendo funções de liderança de governo além de comandarem processos os mais sofisticados bem como conduzindo nações, povos e seus destinos! Assiste-se a representantes de movimentos LGTB dirigindo nações e superando preconceitos,  os mais inaceitáveis, até bem pouco. É claro que se esperava muito mais de superação de tais limitações à cidadania bem como de consciência ambiental além de uma visão mais solidária das nações quanto à sua convivência. Mas, muita coisa mudou embora ainda existem problemas que agridem à consciência dos homens livres e comprometidos com um mundo mais leve, justo e agradável de se viver.

Mas, tais pretensões exigem, sem exageros da expressão,serem construídas com sangue, suor e lágrimas. Ou seja mudar, transformar, alterar rumos, redefinir caminhos e opções requer, às vezes, verdadeiras revoluções, às vezes, até cruentas porquanto todo o processo de alteração e transformação, modifica a estrutura de força e poder e redefine novos protagonismos. Consequentemente, tal não ocorre indolor.

Assim, até mesmo o  Brasil, ora vivendo um momento de baixo astral, procura, no meio às dúvidas e incertezas diante de um futuro que sofreu uma abrupta mudança de rumo no início de 2013 e se intensificou nos anos de 2014, 2015 e até 2016, com as sequelas de um endividamento que hoje ultrapassa os 5 trilhões de reais, incluindo-se aí a dívida externa brasileira, gera consequências derivada de sua rolagem. Também um défict público que superar os 3.5% do PIB e chega a mais de 150 bilhões de reais, aliado a um crescimento medíocre do PIB que não atingirá os 2%, são dados que levam a um pessimismo, a um desencanto e a uma enorme falta de ânimo dos brasileiros.

O País está precisando de um choque de fé, de esperança e de otimismo para que o caminho interrompido há cinco ano atrás seja retomado para aquela que se pressupunha chegaria a quinta economia do mundo nos anos 13 ou 14 dessa década. Será que a conquista do hexa não seria esse fato novo, aparentemente irrelevante mas que mexe com a alma, os brios e as emoções dos brasileiros, a conquista do hexa, a varinha de condão para criar esse novo tempo?

Hoje, depois de enfrentar o México e, com certeza, com sucesso, os brasileiros voltarão às boas e a se motivar e a acreditar que o Brasil é bem melhor que lideranças passageiras e incompententes e que infernizam as suas vidas, procuram caracterizar. Assim, com a vitória sobre o México a crise vai começar a passar, os brasileiros voltarão a acreditar em si mesmo e o futuro voltará a sorrir como em outros tempos. Esperemos até hoje à tarde! Quem viver, verá!

 

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