GUERREIROS MENINOS, SÃO FORTES, SÃO FRACOS…

Chegou o dia, chegou a hora, chegou o momento de afirmação maior de um País que a grande paixão é, sem dúvidas, o futebol. Ele mexe con a alma nacional e representa um evento que, mesmo com todo o pessimismo, a frustração e o desencanto que hoje domina o ambiente e a cena nacionais, é muito difícil aos brasileiros não acreditarem, com  fé e esperança, naquilo que representa todas as emoções e sentimentos de sonho desse pais!

São tantas glórias conquistadas, são tantos desafios já vencidos  e tantas histórias a serem contadas que não cabem  nas emoções e nos sentimentos desses milhões de brasileiros que vivem, com intensidade enorme,  essa idéia de que a hora seria de frustrações e desencantos maiores, embora o futebol tivesse o condão de promover uma saudável trégua. E, sem querer, hoje foi o dia, em vez dessa volta por cima, o que se assistiu foram decepções e angústias maiores pois todos viam a hora e a chance de ganhar a Copa, a única fonte de alegria e de sonho que ainda permanecia no coração dos patrícios. E não é que o inesperado ocorreu? De repente a Bélgica, bem arrumadinha, surpreendeu o Brasil com dois gols no primeiro tempo o que levou ao pânico e a desilusão de um time azeitado mas que, infelizmente, ficou atarantado com tais gols.

O Brasil então, o favorito, se perdeu no caminho de volta. Não adiantou a reação, as chances de gols e as tentativas de chegar ao gol da Bélgica, pois todas essas tentativas deram em nada. Chegam os brasileiros a um final de semana, melancólico. Se os problemas nacionais já são tão complexos e estão a requerer uma engenharia de difícil equação para encontrar saídas para a enorme crise que se experimenta, esse episódio da derrota do Brasil numa Copa do Mundo, entorna ainda mais o caldo e faz as coisas mais difíceis de serem resolvidas.

Assim, termina-se um período onde se pretendia recriar, a partir de um fato aparentemente menor, ou seja, o Brasil na Copa do Mundo, um novo ânimo e, a possível retomada da esperança, o que seria tão necessário para o País voltar a acredita no seu hoje e no seu amanhã. Agora tudo terminou, a festa acabou e as coisas voltam a inquietante normalidade que não agrega nenhum valor capaz de mudar o ânimo e recriar a esperança de que o País viesse retomar o seu caminho após essa ruptura dos anos de chumbo do Governo Dilma que lhe atrasou dez anos de seu amanhã.

Agora tudo se foi. Os meninos foram guerreiros. Brigaram e lutaram. A equipe não foi apática e nem desinteressada. Talvez tenha errado, estratégica e tàticamente, ao tomar os dois gols. Mas, não jogou mal. Perdeu chances enormes e só o acaso e a sorte da Bélgica lançaram uma pá de cal sobre o futuro futebolístico do país das chuteiras. Perderam-se não só os dedos. Foram-se os sonhos, matou-se a alegria,  sufocou-se o grito de um momento melhor e maior para o País.

O mais grave é o que fica que é apenas o vazio de um país já muito machucado e desiludido que soma mais esse evento na conta de seus desencantos. Não dá nem para propor “o vamos adiante e enfrentar um novo caminho”. Que caminho? Que futuro? O que buscar?

A festa acabou. Músicos a pé. A desilusão ficou. O amanhã nâo estimula muito a crer em algo novo. Adieu amis!

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