E O FIM DO CAMINHO …

Toda a cúpula do poder politico do Rio de Janeiro, aquele que o dominou, politicamente o Rio de Janeiro nos últimos  vinte anos, ou morreu ou está presa! E, coincidentemente, os últimos presidentes da Assembléia Legislativa, dos últimos vinte anos, estão presos, também! Se isto ocorre na mais bela cidade do mundo, aquela que é o orgulho nacional, causando frustração, decepção e desencanto, há hoje uma disputa tragicômica entre Brasilia, a bela e ousada capital federal, e o Rio, sobre as  quais pairam maior número  de denúncias e de acusações sobre o comportamento da classe política e dos dirigentes locais e nacionais. Mas, o que mais angustia e inquieta a todos é que, para combater o crime organizado, não faltam apenas informações,  Inteligentzia e base investigatória  mas também determinação de buscar combater a disseminação e a difusão generalizada de processos disruptivos e de dissolução de todos os princípios e valores morais do Pais.

Brasiília é vista como o símbolo da corrupção do Paîs onde nenhum poder se sustenta incólume como instituição pois até o Supremo hoje perdeu a credibilidade necessária e desejada, pelos brasileiros pois o divisionismo — o famoso cinco a cinco das votações recentes — e os votos coletivos da Corte que estão sendo, muitas vezes, contestados por votos individuais de ministros! — tiraram a aura de seriedade e de intransigência com a ética e a decência por todos esperadas.

Na verdade Brasilia poderia ter uma especie de explicação para tantos crimes e tanta impunidade pois que, sendo uma cidade recente e centro das decisões nacionais, tantos os tribunais superiores, como o Parlamento e o Executivo, estão constituídos por pessoas vindas de outros estados e, também,  os mal feitos não ocorrem, de forma generalizada e endêmica, em termos de sua população, mas num nicho especifico de agentes públicos, macomunados com empresários e espertalhões que, oportunisticamente, encontram brechas na lei, leniência de agentes públicos e caminhos tortuosos para gerar crimes os mais variados contra o Erário.

O que se observa e que não param de aparecer crimes, desvios de conduta e atos de corrupção de toda ordem, nos mais variados aspectos da vida nacional, numa escalada sem precedentes e numa frequência estonteante capaz de tornar árido o ambiente de convivência e gera um preocupante ar de pessimismo numa espécie de crença de que, com a corrupção endêmica que toma conta do país e a destruição de valores os mais caros à construção de uma sociedade mais justa, equânime e progressista, não há futuro para essa nação do futuro.

Quantas pessoas, jovens, meia-idade e mais velhas hoje demonstram uma enorme vontade de abandonar o Pais na crença de que poderão encontrar lugares onde a ética, o espírito público e o respeito ao mérito, permitam transferir aos seus filhos os valores que o ambiente brasileiro não abre espaços para tanto! É importante verificar que as levas de brasileiros hoje saindo do País, não estão a fazer apenas por conta da pior crise econômica que se abateu sobre o Brasil de 2013 até agora mas transformou-se numa pretensão amparada na descrença de que, dificilmente, essa bela nação conseguirá  encontrar os caminhos de um desenvolvimento decente, sem espertezas, sem prevaricações e sem esses escândalos que machucam a dignidade de cada um e da maioria da população brasileira.

O que hoje se consagra é que “está tudo dominado” e, dificilmente. ocorrerá o milagre de se assistir uma transmudação na ética de comportamento e na ética de compromisso dos brasileiros capazes de se acreditar que o pais que sonham os mesmos seja possível. Voltar a crescer, ninguém tem dúvida de que poderá ocorrer. O que preocupa é como corrigir todas as distorções, desmontar tantos privilégios, reduzir a impunidade e melhorar a classe polìtica para que ela gere propostas para melhorar a sociedade como um todo, reduzindo desigualdades e injustiças, parece ser um sonho dificil de se concretizar.

Assim, os mais otimistas como o cenarista, perderam o ânimo e o entusiasmo de que as coisas possam mudar radicalmente em termos de valores e de princípios para uma vida condigna.

O cenarista assistiu duas cenas que demonstram o estado das artes do País. Uma primeira é de uma dona de casa indo às compras com sua  filha de seis anos, descobre que, após pagar as suas compras, a sua filha havia retirada de seu carrinho de compras o seu brinquedo, sem pagá-lo. Ao verificar o ocorrido, a dona de casa volta a loja e pede para pagar aquilo que não fora pago. Nào longe dali alguém descobre que a lojista esqueceu de faturar um valor da compra. Faz de contas que não viu e, impunemente, segue em frente, sem considerar o feito como se fora um furto e deixando o ônus para a vendedora. As concessões a etica em coisas menores abrem espaços para que essas práfica se reproduzem paìs afora, de forma ardilosa, leviana e desonesta.

O que se indaga é se o País conseguirá fugir desse processo de desestruturação e de desmontagem de valores e de princípios que impedem uma marcha consequente e sistemática para os sonhos e esperanças de todos os cidadãos brasileiros!

 

 

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