QUEM SERÁ CAPAZ DE SENSIBILIZAR OS BRASILEIROS NO PROXIMO PLEITO?

A pergunta que se faz dia a dia é quem poderá vir a ser o candidato que venha empolgar o eleitorado brasileiro. Para que se especule, com algum grau de credibilidade e de acerto, é fundamental que se estabeleçam ou se definam algumas premissas sobre como se processará o pleito e como estará definida toda a base legal a sustentar o ambiente que experimentará o Paìs em outubro de 2018.

A legislação politico-eleitoral acredita-se, não deverá sofrer  maiores modificações interpretativas que possam vir a mudar a natureza e as peculiaridades do pleito. Por exemplo, pode ocorrer que o TSE proponha interpretar o que foi aprovado recentemente no  Congresso no que respeita às chamadas coligações proporcionais, estabelecendo que elas  poderão até vir a ser aceitas e mantidas em 2018, caso elas fiquem estabelecidas, nacionalmente e não estado por estado. Se isto vier a ocorrer, poderá acarretar  mudanças nos acertos e coligações proporcionais nos estados.

Uma outra questão que ainda merece esclarecimentos adicionais diz respeito aos critérios que serão adotados pelo TSE quanto a distribuição  dos recursos eleitorais por partidos e por candidatos especificos pois isto poderá vir a abrir espaços para um efetivo processo de democratização das opções e das escolhas. Também deve ser aguardado quais princípios nortearão a forma como se estabelecerá a aplicação do princípio da cláusula de barreira pois isto poderá acarretar uma notável limpeza no quadro partidário quanto ao fato de vir a   reduzir o excesso de siglas de aluguel e siglas sem compromisso com as transformações do País.

Um fato que poderá desmontar toda a tentativa de polarização da disputa com Lula de um lado e Bolsonaro do outro, será a atitude dos tribunais a aplicação da decisão tomada pelo STF de que condenação em segunda instância permite ou exige que se aplique a punição prevista na  sentença, de imediato e, nesse caso, se as condenações de Lula levarem a votação , por parte dos tribunais superiores, da suspensão de seus direitos políticos, então o quadro todo deverá se alterar e, candidaturas centristas poderão vir a prosperar.

Assim, embora surjam manifestação de nomes propensos a oferecer-se para disputar o pleito, por enquanto são manifestações que não tendem a se consolidar ao longo do tempo pois, no momento, mais de 60% dos eleitores não sabem em quem vão votar.  Por outro lado, o número de brasileiros que se dizem indignados com a classe política, já é bem expressivo! Também os nomes já postos não parecem sensibilizar muito o eleitorado, recriando nele esperança consequente e fé no amanhã.

Marina Silva pela omissão e ausência do debate político nos últimos dois anos, ë uma espécie de “de já vue”. O ex-Ministro Ciro Gomes, utilizando-se, tremendamente as redes sociais e, sem mostrar a agressividade de outrora, buscará amealhar o voto dos insatisfeitos e revoltados, simpatizantes de sua postura quase agressiva. O Senador Alvaro Dias mora muito longe. João Dóris parece um sonho que passou em algumas vidas e não teve fôlego para se sustentar. Bolsonaro, com Lula ou sem Lula na disputa, serā a esperança  da direita e dos indignados. Sobram o famoso “Picolé de Xuxu”, o Governador Alkimin, um excelente gestor, um hábil negociador político e com um base expressiva de votos do partido. Surge agora uma alternativa inusitada para não dizer insólita, no caso a candidatura do apresentador Luciano Hulk, alternativa ideal, não para o PPS, mas, particularmente para o Presidente Nacional da sigla, o deputado federal Roberto Freire que rejeita a candidatura de Cristovão Buarque pois, sómente a de Hulk, garantirá a ele, os recursos necessários  ao  financiamento de sua campanha e a ampliação da sua perspectiva de votos.

Assim o cenário que se apresenta não parece mostrar reais caminhos e alternativas pois só novos nomes como o de Paulo Rabello de Castro, Presidente do BNDES , pelo PSC, que deverá ser apresentado amanhä,  como candidato à Presidência da República, serão capazes de superar a indiferença do eleitorado. Quem ainda com mais ousadia se apresentar talvez encontre esse espaço da conciliação e do entendimento que  possa pacificar o quadro político do Pais e recriar o sonho e a esperança. Imaginar a reedição de um Jk serå um sonho de uma noite de verão.

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