É PAU, É PEDRA! É O FIM DO CAMINHO…
Dói ao cenarista o recomeçar! Ficou o escriba dessas linhas fora do ar por problemas advindos de sua incapacidade de lidar com o mundo virtual. Continua tendo problemas para manter o contacto com os parceiros de e-mail, Facebook e outras redes em face dessa limitação. Creio que a incompetência do cenarista responde pela sua própria incapacidade para superar tão comezinhos problemas. Dizem que a inteligência é a capacidade para resolver problemas, notadamente os próprios e pessoais. O cenarista, lamentavelmente não consegue ter um mínimo de competência para superar tais dramas. De qualquer maneira, é hora de seguir em frente,
Os últimos acontecimentos, que culminaram com a prisão dos principais executivos e controladores das maiores empreiteiras do País, podem levar ao desmantelamento da República e a desestabilização das principais lideranças políticas do País, incluindo-se aí Lula e Dilma. Há dois dias o controlador-mor da Odebretch declarou, em alto e bom som, que se o seu filho Marcelo fosse preso, “seria conveniente reservar mais três celas para ele, Dilma e Lula”.
Desabafo de um pai ressentido? Excessos de linguagem de alguém buscando intimidar a quem possa se sensibilizar com presumidas ameaças? Ou será alguém em desespero que sabe demais e não aceita pagar tão alto preço que, pelo que se tem assistido, o que envolve humilhações sem tamanho além de ser responsabilizado por tantos desvios de conduta?
Não é relevante buscar o “leit motif” de Norberto Odebretch e nem as razões que estão tirando do sério a família de Rodrigo Pessoa da UTC e de tantos outros que deram à sua colaboração e participaram, intensamente, do processo de passar o País a limpo e que, diante dos ínvios caminhos seguidos pela Justiça, só estão a enfrentar desgastes, humilhações e assistirem ao “debacle” de suas empresas enquanto não se definem se as empresas poderão ou não participar do processo produtivo, máxime quando existir dinheiro público ou fundos oficiais amparando tais negócios.
Na verdade, é fundamental que se considere que o País tem que retomar o processo de crescimento e de transformação estrutural claro que, após organizar as finanças públicas, recuperar os fundamentos da economia e garantir um mínimo de segurança jurídica e previsibilidade judicial ao ambiente de negócios a alterar as expectativas dos investidores. O problema mais grave é que existem questões estruturais que precisam de definições maiores e mais profundas, como é o caso da Previdência Social, que tem que bancar aquilo que os contribuintes pagaram e pelo tempo que pagaram e ser excluída de pagar a conta dos programas de assistência social, como a Loas e parte ponderável da Previdência Rural que deveriam ser bancadas pelo Orçamento da União.
A visão que se deve considerar é aquela de que, caso a Previdência Social fosse como os fundos de previdência privada e se os seus fundos fossem remunerados pelo INPC mais 4% de remuneração real, poderiam garantir, a qualquer contribuinte, gozar de uma aposentadoria condigna até chegado os 95 anos de idade! Ou seja, se o esquema proposto de substituição do fator previdenciário prevalecer e a idade mínima se alterar, segundo as mudanças na esperança de vida, então a previdência sobreviverá, viável e saudavelmente, pelos próximos cincoenta anos!
Mas, a grande questão é que tem o Brasil vários impasses institucionais a serem resolvidos não só os relacionados ao pacto federativo e seu rearranjo; como a questão da universidade e a sua manutenção e gestão; a revisão crítica de critérios relacionados à ação do Bndes e dos demais bancos oficiais, além de toda uma avaliação crítica de desperdícios, de desvios e de formas de atuação do estado que caracterizam ineficiência, injusta concessão de favor e privilégios e a distorção na ação do poder público.
O que surge de alvissareiro nesse processo de crise e de revisão crítica do país é que os jovens, um pouco mais maduros, assumem o seu papel e passam a ser protagonistas dessa nova história em que Sergio Moro, até agora ícone desse novo momento, abre horizontes para se acreditar que o País é possível, o futuro pode ser reencontrado e a ética do compromisso e da responsabilidade podem ser alcançada.
A gente, da geração do cenarista, que viveu os anos dourados dos cincoentas, onde se viveu os “cinqüenta anos em cinco”, viu-se o renascer da indústria automobilística, ganharam-se os mundiais de futebol e de basquete e Esther Bueno venceu Wimbledon e Roland Garros, o que fez acreditar que o sonho e a esperança fossem reencontrados e que o país dos macaquitos reencontrasse o seu caminho pois potencial tem demais e dispõem de um povo alegre, leve e cativante e que acredita na felicidade e está por aí em busca desse novo rumo e desse novo reencontro.
O Brasil tem tudo para dar certo. Todo mundo acredita e aposta nele. Só precisa o Brasil fazer com que as suas elites não acreditem mais que a esperteza é a lógica da vida!
PARA PROVOCAR OS CANDIDATOS!