PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR!

O cenarista foi relapso na semana que está se esvaindo porquanto não aportou nenhum novo comentário!  Agiu como os novos parlamntares: deu-se, a si mesmo, umas ferias relativamente prolongadas em face de um feriado no meio da semana! No caso do cenarista foi a ausência de fatos, circunstancias ou episódios inusitados ou como dizia um grande pensador popular foi a chamada normalidade denocratica que o levou a este silencio temporário.

E isto deriva do fato de o país experimentar uma situação que gera perplexidade e, às vezes, promove uma certa confusão na cabeça das pessoas que tentam entender o que realmente ocorre por estas bandas. A permanente e “cotidiária” confusão politico-institucional; a pobreza de ideias e de compromisso dos membros da política em todos os níveis e o seu total desprovimento de uma atitude ética respeitável;  a postura de uma mídia envolvida muito mais em vender espaços publicitários do que em discutir questões, aspirações, desejos e sonhos da sociedade, mostram um vazio, um desinteresse e uma descrença em tudo e em todos manifestos pela sociedade civil do País.

Não surgem situações de otimismo e nem de pessimismo mas, apenas, de indiferença e de descaso com os gestos e atitudes politicas. Talvez venha a ocorrer que, com um ambiente de maior descontração da economia, akém  das festividades carnavalescas e do espírito de copa do mundo de futebol, 2018 talvez venha a ser o ano em que tais circunstâncias criem todo um espaço que favoreça um clima de maior entusiasmo com o País a partir das esperanças surgidas, inclusive, com o pleito de outubro.

Três perguntas que não querem calar merecem uma reflexão crítica do que realmente se passa no Pais. Em primeiro lugar, inaga-se por que  Temer tem tão baixa popularidade, sofre restrições  pesadíssimas da mídia ao seu desempenho, a sua imagem ou a sua credibilidade e, mesmo,  nessas circunstâncias, ainda consegue um nível de articulação e de negociação que o permite manter-se no poder e produzir decisões relevantes diante da crise economica  e fiscal do País ? A outra indagação diz respeito ao desempenho de uma economia que foi totalmente destroçada e, como Phoenix, renasce das cinzas, recuperando a gestão    pública, levando a que a Petrobras diminua, só neste ano, a sua dívida em cem bilhões de reais! Como é possível uma economia, em frangalhos,  gerar um superávit da balança comercial que pode alcançar 70 bilhões de dólares, uma entrada líquida de capitais externos de 80 bilhões de dólares e manter um nível de reservas cambiais no entorno de 400 bilhões de dólares?

A terceira pergunta que não quer calar é por que, até agora não surgiu “um nome e um homem” com uma proposta viável para que a sucessão de Temer enpolgue o eleitorado brasileiro? Os nomes ou já passaram ou são  de um populismo tão pobre que não geram expectativas de empolgar e nem de gerar clima e ambiente para polarizações.

A terceira é a constatação de não tendo sido possível mudar completanente o ambiente econômico mas, mesmo assim, os indicadores  continuam a surpreender em todos os aspectos e com expectativas as mais favoráveis de que supere  o  crescimento supere 1% este ano e mais de 3% no ano de 2018, refletindo, desse modo, que o pior da crise já teria passado.

Buscar repostas satisfatórias para tais questões é tarefa um tanto quanto complexa pois que, depois da crise mais profunda e dramática já vivida pelo País, a indagação qe paira no ar é como se conseguiu sair dela e identificar caminhos que demonstram que a economia descolou da política. Ademais, sente-se que hoje parece não haver  mais espaços para manifestações populares de insatisfação e as pequenas escaramuças no Congresso e as novas denuncias da Lava Jato,  já não causarão tanto frisson!

Para “não dizer que não se falou de flores” termina-se a semana com uma forte declaração da Procuradora Geral da República que manifestou o seu desagrado com as turras e o divisionismo que impera no STF com decisões individuais contrastando ou negando decisões coletivas como aquelas que estão em conflito com a decisão do STF que definiu que condenados em segunda instância, se houver sentença mandando prendê-lo, deve ser cumprida  e não revogada por uma decisão individual, como sói ocirrer nos dias atuais! Ou seja, esse conflito de ideias e opiniões no STF, estabelecendo-se esse complicado cinco  a cinco e sem liderança para impor regras de conciliação e entendimento, não pode perdurar sem que fique caracterizado o   descrédito da Suprema Corte do País!

 

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