SERÁ QUE TUDO CONSPIRA PARA A AMPLIAÇÃO DO PESSIMISMO?

Nenhuma boa nova no horizonte. O crime organizado está  por toda parte do paÍs e os seus  vários grupos, como o  Comando Vermelho, o PCC, o  GDE e tantos outros que hoje se multiplicam por todo o Brasil, assusta a todos os cidadãos. O ir e vir dos cidadãos hoje, praticamente está sendo determinado por tais organizações criminosas. O cenarista recebeu um mapa da distribuição espacial do poder por tais grupos, nos limites da cidade de Fortaleza que, simplesmente, é estarrecedor. A divisão de áreas de atuação e de domínios dos vários grupos está de tal maneira estabelecida, como que num pacto de sangue e, o descumprimento do acordado, é guerra, na certa! O setor público só age quase que, de comum acordo com os grupos do crime organizado ou, do contrário, não age e se omite de ações mais duras em relação aos descalabros que tais grupos promovem na ordem pública.

O pior é que eles têm hoje seus representantes em todos os poderes da República. Também hoje eles, por acaso, já bancam a formatura de um sem número de advogados para defender as suas causas e os seus interesses. A sua “parceria” com as estruturas policiais, políticas e judiciárias parece que vai além do que a imaginação criadora admite supor. É nesse ambiente que as atividades produtivas, as ações políticas e as manifestações sociais são desenvolvidas porém, sujeitas a um controle e a uma “adequação” aqueles “valores e princípios” que referidos grupos do crime organizado, se estabeleceram.

Ademais, eles se “financiam”, não apenas pelos assaltos e roubos de toda ordem mas, principalmente, pelo controle total da distribuição de drogas, pelo roubo de carga e pelo assalto a agências bancárias. No entanto, o equilíbrio de suas ações é instável na proporção em que a disputa por territórios e a ação de grupos fora de controle do centro de interesses de cada segmento, podem propiciar chacinas ou matanças como aquelas ocorridas em presídios, as recentemente verificadas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, além de inúmeros casos de assassínios por encomenda registrados país afora. E é dentro desse quadro, alimentado pelo desencanto e desesperança de 13,5 milhões de desempregados e uma economia que teima em crescer magramente que começam a se desenhar as possíveis candidaturas presidenciais, além das propostas relacionadas ao pleito para governadores dos estados.

Assim os grupos, partidos e candidatos começam a dar o ar de sua graça e inicia-se o processo de escolha de nomes e composições para o enfrentamento no pleito de outubro próximo. Com a definição do PDT de estabelecer Ciro Gomes como seu candidato, inicia-se a abertura dos espaços para os pretendentes  e, em consequência, faz com que o jogo comece a ser jogado porquanto, na próxima semana Alkimin lançará  a sua candidatura com o apoio dos partidos que fazem o Centrão. Provavelmente também Bolsonaro e Marina Silva deverão assumir o mesmo caminho indicando os partidos que irão suportar os seus nomes para o pleito de outubro próximo. Claro que se espera que nomes como Meirelles, Alvarao Dias, o candidato do PT, que ainda não se sabe quem será, além de outros nomes menos expressivos, pelo menos até agora, se lancem ou sejam lançados, daqui a pouco.

Até agora não se sente qualquer manifestação de entusiasmo e de interesse por parte dos diversos grupos sociais, em relação ao pleito. Também, por parte dos possíveis pretendentes,  não se tem conhecimento de suas idéias e de suas propostas para solucionar graves problemas e desafios nacionais nem qualquer manifestação que caracterize o iniciar ou o deslanchar de um processo de sensibilização de uma população tão descrente, pessimista e desinteressada como a brasileira. Ademais, as avaliações preliminares são de um possível quadro de uma elevadíssima abstenção e a manifestação de insatisfação com um percentual também altíssimo de votos brancos e nulos, no pleito que se avizinha.

Se assim ocorrer como o quadro parece antencipar, é difícil imaginar um desfecho que venha a atender o que o bom senso deveria indicar para governar os destinos do País. Um nome com dignidade pessoal inquestionável e com um projeto para o Brasil que fosse capaz de reacender as esperanças e espantar o fantasma do radicalismo e do populismo barato que em nada atendem aos interesses nacionais, até agora não surgiu! Também um cenário ou perspectivas mais otimistas estão difíceis de serem encontradas no semblante, na alma e no espírito dos brasileiros, como também, diga-se de passagem, não aparecem na cara, na atitude e no discurso de possíveis pretendentes. A descrença nos homens públicos é geral. A quase convicção de que a classe política não tem nenhum compromisso como o povo e a sociedade, é quase patente e representa uma quase unanimidade. E a falta de um fio de esperança que levasse a alguns grupos a voltarem a acreditar que o país pode dar certo, parece ser uma vã ilusão. Ou não?

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