UMA SEMANA DE PERDAS E DANOS!

Não bastasse o desastre cultural que chocou a todos os brasileiros que foi a destruição do patrimônio histórico-cultural ocorrido com o incêndio do Museu Nacional, entidade criada pelas autoridades imperiais no século dezenove, agora uma demonstração inusitada e surpreendente de violência.

A independência foi assinada pela Rainha Leopoldina em 2 de setembro ou foi assinada e proclamada dia 7 de setembro, as margens do Ipiranga,  pelo Imperador Pedro Primeiro? Será que foi a Rainha que assinou o ato e comunicou o marido que ele deveria fazer o gesto? Ou isto seria uma teoria conspiratória?

Não obstante esse fato que reflete a leviandade de como as coisas sérias são conduzidas pelas autoridades e pelos historiadores, é fundamental enfrentar com seriedade, as tragédias que o País tem enfrentado, ultimamente!

E, nas vésperas do dia da pátria, não é que algo inusitado ocorre no Brasil que só se tinha noticia ocorrendo em outros países mas nunca na pátria amada. 

Ocorre um atentado à vida de Jair Bolsonaro, em pleno centro de Juiz de Fora, numa caminhada no meio do povo! Nunca se esperava que alguém praticaria um ato tresloucado contra o candidato melhor posicionado na disputa presidencial. Pelas circunstâncias políticas que experimenta o País, o trágico evento foi visto como um atentado à democracia.

Alguém perguntaria como um candidato presidencial que conta com 21 membros da polícia federal para garantir a sua segurança, poderia sofrer um atentado dessa natureza? Três circunstâncias conduziram a, possivelmente, que tal perverso fato viesse a ocorrer. A primeira, a negligência do candidato de andar no meio de uma multidão e, tendo consciência de que querer andar nos braços do povo, eleva substancialmente,””

 os riscos de violência e impede o trabalho mais eficiente da polícia federal. A segunda irresponsabilidade foi do candidato que, argumentando que fazia calor em demasia resolveu dispensar ou abrir mão do uso do colete de proteção abdominal, que teria impedido que ele fosse atingido.

A terceira negligência foi aquela de querer fazer todo o percurso no ombro de um correligionário quando ele já havia percorrido mais de trezentos metros até o destino que estaria a pouco mais de  cem metros.

Agora tais ponderações, duas coisas ficam no ar para que as investigações policiais esclareçam e os analistas políticos mostrem as suas avaliações sobre que rumos tomará o processo. Ademais a última apreciação a fazer é sobre quem será o grande beneficiário dessa tragédia.

A família Bolsonaro tem como prioridade maior a recuperação dele sem maiores sequelas. Sabe-se que ele deverá ficar hospitalizado de 7 a dez dias caso nada ocorra para complicar o quadro de recuperação do candidato. E é esse aspecto que mais preocupa a família. A Bolsonaro, particularmente, a colostomia nele colocada, será um trambolho que o incomodará por, pelo menos, três longos meses! Afora isto, o que se tem de avaliar é o que ocorrerá até a eleição. 

Com a saída hoje já definitiva de Lula da corrida presidencial, a situação do pt se complica bastante pois Haddad não tem charme, nem carisma e nem discurso capaz de empolgar as massas. E, pior! Caso haja no caminhar das investigações ficar insinuado que o pt tem a ver com o atentado à Bolsonaro, aí não se tem ideia do tamanho do prejuízo.

Quem ganha mesmo é Bolsonaro. Por três razões. A primeira pela natural atitude e comportamento dos brasileiros que são muito solidários a alguém que foi vítima de possíveis atitudes de interesses dos adversários ou das próprias circunstâncias que marcaram ou dramatizaram o episódio. A segunda será a natural redução de sua taxa de rejeição pois a idéia de ser um defensor de atos de violência para superar a insegurança e a criminalidade, parece que será minimizada por ter sido ele vítima da violência que ele tão intransigentemente combate!

Finalmente, se o comportamento do eleitorado não mudou nos últimos anos, talvez se repita o fenômeno do que ocorreu quando da trágica morte do presidenciável Eduardo Campos em desastre aéreo. Marina Silva que era sua vice, já na primeira pesquisa após o ocorrido, cresceu, pelo menos, dez pontos percentuais logo após a tragédia e a indicação de seu nome para substituir Eduardo Campos.

O cenarista acredita que, já na segunda feira, as perspectivas mostrarão um Bolsonaro com 28 a 30% das preferências populares.

Adicionalmente Bolsonaro deverá, pela recuperação e convalescença, ser favorecido pelo não comparecimento aos debates e será poupado de críticas mais impiedosas de seus concorrentes. Na verdade, também será beneficiado pela temática que deve prevalecer nos debates onde a violência e o seu combate estarão na ordem do dia!

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