A FRASISTA, O ENTORNO DE TEMER E O PRE-SAL!

Uma semana “de pernas curtas” mas, cheia de acontecimentos. Primeiro foi o confuso processo de aceitação do nome do Deputado Bonifácio de Andrada  (PSDB-MG) por parte de seu partido, o PSDB — prenhe de presunção e sem unidade e sem convicção, ou seja, vivendo o seu eterno dilema hamletiano do “to be or not to be”! — o que, acabou levando o relator a ser adotado pelo PSC,parido  råpido no gatilho e no oportunismo politico! Assim se manteve como o relator da denúncia contra Michel Temer na CCJ. Como era esperado, o parecer de Andrada, bem fundamentada e extremamente duro nas críticas ao Ministério Público, ainda vai dar o que falar. Será aprovado mas, diante dos ultimos acontecimentos politicos, por margem deveras apertada.

E a pergunta que logo se impõe é como “em face dos ultimos acontecimentos políticos” se a semana terminou na quarta-feira diante do feriado da quinta e, diante da tradiçao  brasileira de estender o feriado para o chamado  “imprensado” que foi a quinta-feira, poderiam ter ocorrido fatos novos no cenário politico se o Congresso estava fechado e a mídia também estava aproveitando o longo feriado para dar-se uma folga na sua insistente busca por escândalos e conflitos ou por intrigas políticas?  O fato é que tudo começou por uma desastrada sessão do Supremo onde ficou marcada a sua agora definitiva divisão interna em questões mais complexas e onde a Presidente Carmen Lúcia se mostrou deveras confusa na sua ânsia de intentar pacificar o possível confronto entre a Corte Suprema e o Senado Federal.

O que ficou foi uma certa capitulação do STF frente ao Senado Federal e a figura da Presidente, tão somente marcada mais como uma frasista onde a retórica foi mais relevante do que a eficácia na sua forma de conduzir a Corte. Se a sessão de terça última do Supremo foi confusa, dividida e atabalhoada, mais grave ainda e, põe confusão nisso, foram as declarações do advogado de Temer que provocaram uma reação imediata e dura do Presidente da Câmara, o jovem deputado Rodrigo Maia, já agastado com observações  e atitudes de auxiliares de Temer que, não se contendo na sua ânsia de intentar ajudar o chefe, só fazem “entornar o caldo”. Rodrigo está magoado por não ser tratado como o cargo exige e requer e, ressentido diante dos equívocos ou desrespeitos promovidos por auxiliares de Temer, promete  “dar o troco” já a partir da votação do parecer de Bonifácio de Andrada na CCJ.

Aliás, causou espécie, embora não surpreenda a alguém relativamente informado, a ignorância politico-histórica da imprensa brasileira quando, ao se referir ao Deputado Bonifacio de Andrada, relator da denúncia  contra Temer na CCJ, ao afirmar que a “família Andrada sempre esteve apegada a cargos públicos por quase duzentos anos !”, numa demonstracao ou de burrice, ou de despreparo ou de má fé ao desconhecer o papel de todos os bonifacios de andrada na construcao  da independência, da unidade territorial do país e na montagem das bases de estruturação da democracia brasileira.

Por outro lado, Temer, estigmatizado por simbolizar talvez aquilo que representou para o PT como alguém que mostrou a incompetência política de seus líderes, enfrenta uma crudelíssima oposição, inclusive da midia que não lhe dá trégua e mantem-no sob suspeição  permanente e vincluando-o a todos os crimes cometidos contra o erário e investigados pela Lava-Jato, embora inexista provas documentais ou testemunhais que, afirmativamente, o incrimine. E a foto de Michel, ao lado do seu cão Thor, de olhar triste — o cão! — mostra o seu isolamento e solidão! Alí, em termos de lealdade, só sobrou o Thor!

E, o mais irônico de tudo isto é que a economia vai bem, o FMI elevou o seu prognóstico de expansão do PIB brasileiro; o próximo leilão de exploração das áreas do pré-sal deve agregar mais de 100 bilhões de reais aos cofres do País e a sua exploração, nos próximos anos,  mais de 400 bilhões! Se isto não bastasse para o país cristão e católico como é o Brasil, as celebrações do dia da padroeira do Brasil foram a reafirmação da fé, da esperança e da religiosidade de um povo que, de forma uníssona, reagiu, pesadamente, a atituda da Rede Globo de defesa intransigente e, até autoritaria, do chamado transgênero.

Mesmo o episódio do conflito entre o Legislativo e a Suprema Corte, levou a duas conclusões fundamentais e que geram um certo otimismo. A primeiro a de que o próprio STF concluiu que pode muito mas não pode tudo. Que o império é o da lei e não de uma insstituição. Também o episódio deixou como lição a idéia-força de que a conciliação, a transigência, o entendimento e a capacidade de ceder são virtudes que garantem o equilíbrio das relações sociais.

E, finalmente, cada vez mais os brasileiros vão acreditando que as coisas irão dar certo e o horizonte, depois dessa grande tempestade, virá mais tranquilo e, quem sabe, até um pouco risonho. Se o Brasil é a sétima economia do mundo, ainda pode voltar a sonhar com um melhor ranqueamento para o seu orgulho e estimulo a mais crescer e a gerar mais oortunidades aos seus filhos.

 

 

 

HÁ ALGO DE NOVO NO AR ALÉM DOS AVIÕES DE CARREIRA?

Não se pode usar  a expressão tão comum e tão batida de que “depois da tempestade vem a bonança” porquanto seria de exagerado e extremo otimismo acreditar que os grandes problemas e desafios que se transformaram em um verdadeiro  “tsunami para o Brasil e para os brasileiros já foram debelados e estariam sob controle. O que representou a crise desencadeada nos últimos três anos que se abateu sobre a economia, sobre a sociedade civil e sobre o ânimo e a confiança dos brasileiros, foi muito além do imaginável. Apesar de ter ocorrido tudo muito råpido, duro e perverso, não só para as catorze milhões de familias que perderam os seus empregos, para os milhões de endividados e para aqueles que não estavam  habituados a tais efeitos desorganizativos sobre as suas vidas, os eventos de 2014 até agora ainda continuam sendo de difícil deglutição. Machucaram muitos e, muitas vezes, impiedosamente!

Embora esse quadro ainda mostre as suas marcas cruéis, aos poucos notìcias que reestabelecem um novo ânimo para a sociedade, começam a aparecer dando a entender que se, política e institucionalmente, o ambiente, o clima e as perspectivas não dão guarida a qualquer sentimento de maior entusiasmo e de maior crença de que o futuro será menos tenebroso do que os últimos anos, é certo que as medidas de ajuste e de reorganização das finanças publicas do pais, apesar de começarem a mostrar resultados, claro que ainda não dispõem da robustez exigida para gerar um amplo clima de confiança e de crença de que a recuperação já começou e não teria mais caminho de volta!

Não obstante tantos temores cercando as esperanças e as perspectivas de que a crise viaje ou tire folga, vez por outra, aos poucos parece que já se instala um novo tempo. E isto advém do fato de que é fundamental lembrar que três fatos que tiveram curso na semana que passou,  dão alento de que os novos tempos estariam chegando. O primeiro deles diz respeito ao processo de reorganização das finanças de três estados da federação, de tão gravíssimas e de tal cronicidade que, se não fora a proposta de reequilíbrio de suas finanças sugeridas pela União, nada teria sido feito e os remendos estourariam ou mais cedo ou mais tarde ou logo mais adiante. Ao contrário, o que ocorreu já com o Rio de Janeiro e que deve acontecer com o Rio Grande do Sul e com Minas Gerais  é que, se aceitos os termos do reequilibrio fiscal proposto, tais estados poderão abandonar a irresponsabilidade e a leviandade fiscais praticadas  até agora e, de maneira séria e honesta, impor limitações à excessiva generosidade do estado na concessão de favores fiscais a empreendimentos, inclusive de resultados discutíveis, além de se perder em concessões e favores de um estado de bem estar social que não se sabe como a conta virá e nunca se parou para pensar quem pagaria tal conta!

Se as coisas ocorrerem como se espera e se, a partir de decisões que reorganizem, realmente,  as financas de tais estados, a tendência é que os demais estados brasileiros, depois de encontrada uma solução para o financiamento da previdência sociial, tenderiam a reproduzir desempenhos de suas execuções orçamentàrias como sói ocorrer, por incrivel que pareça, agora nesses momentos de crise. E, esse lado da moralização das contas publicas, que virá acompanhado de uma disciplina mais séria e eficiente na gestão das contas e da divida publica, mudarão os paradigmas de gestão das finanças  da própria  União.

Se esse é um fato auspicioso e alvissareiro, não fruto do acaso mas da determinação  dos gestores das políticas públicas nacionais, mesmo que o Congresso tenha aprovado uma pífia e precária reforma politica, essa pobre e limitada reforma, já começa a gerar expectativas de que o processo eleitoral venha a ser mais limpo, mais legitimo e mais representativo dos anseios da sociedade civil brasileira. Quadros respeitáveis do passado já se ensaiam dando a sensação de  que podem voltar à  cena e, os mais otimistas acreditam que, o Presidente do TSE, Ministro Gilmar Mendes, deverá, no protagonismo e ousadia que lhe são peculiares, propor que o TSE transforme em norma, já a partir de 2018, o fim da excrescência que são as chamadas coligações partidárias para fins proporcionais.

Se tal fato vier a acontecer, é bem provavel que o desencanto de muitos de achar que as coisas em nada mudarão, poderá sofrer sérios abalos pois, do jeito que as coisas más tendem a se complicarem ainda mais quando o ambiente estimule a que elas prosperem e potencializem  o lado ruim das coisas, da mesma forma, quando as coisas começam a dar certo parece que se cria um ambiente propicio a experimentação do dar certo e as coisas tendem a melhorar.

Assim, a par dessas avaliações e expectativas os indicadores da economia — menor taxa real de juros de vinte anos para cá; uma inflação que deverá se situar abaixo dos três pontos percentuais; um agronegócio que só tem dado alegrias aos brasileiros; uma questao regional que não se coloca mais como problema mas como solução para o atraso e a pobreza nacionais, além de uma economia que deve crescer acima dos 1% este ano e, talvez, acima dos 3% em 2018, são pontos altos que alimentam os sonhos de que, com certeza, 2018 dará a sensação, aos brasileiros, que estão a viver em outro País  e em outros tempos.

A par disso as finanças do governo central estão em busca de seu controle e, com certeza, a aprovação da reforma da previdência mudará ainda mais o ambiente econômico nacional. Adicionalmente, todas as medidas e estímulos aos investimentos públicos, privados e internacionais; a possível boa safra agropecuaria; os efeitos da nova legislação sobre mineração além de uma maior agressividade no que respeita a atração de investimentos internacionais para infra-estrutura física e para as obras de mobilidade urbana, abre um leque de iniciativas promissoras que levam a retomada da crença de que o país é possivel apesar de toda a bandalheira e toda a corrupção que os ultimos três anos mostraram!

TRAGÉDIAS LÁ, DESENCONTROS CÁ!

O cenarista tem se sentido pouco inspirado para discutir temas e assuntos que afetam a vida nacional com o temor de se perder na banalização das discussões sobre violência de toda ordem e, de uma certa forma, institucionalizada onde, ao que parece o crime organizado substituiu o estado democrático de direito, pelo menos é o que parece demonstrar a total incapacidade do estado do Rio de Janeiro, mesmo com o auxílio das Forças Armadas terem se mostrado incapazes de dominar o tráfico na Rocinha e prender o seu Líder, o Rogerio  157!

Não vale à pena enveredar pelos caminhos por onde prospera a violência e abordar as suas causas mais próximas ou ainda, demonstrar a leniência, a irresponsabilidade e a incompetência do estado para enfrentar não apenas o mundo das drogas, a guerra de gangues em defesa de territórios do crime ou a matança cruel que hoje se instalou nas principais capitais do Pais e que não conhece limites nem encontra qualquer tipo de freio. Despreparo das polícias? Corrupção das polícias?  Desvios de conduta da justiça? Falta de políticas consequentes e convincentes de segurança pública, enfim, qual o diagnóstico  capaz de ensejar a proposição de alternativas para começar a aliviar ou a diminuir essa avassaladora onda de crimes de toda ordem?

E o mais grave dessa situação é que o crime organizado, além de dispor de uma estrutura operacional e organizacional bem azeitada, opera descentralizado e, divide atribuições e competências, de forma capaz de sinalizar a sua força  e levar adiante as suas reivindicações, apenas com a mobilização de grupos, dentro de presídios, capazes de exibir o seu poder de fogo a ponto de levar as autoridades, as vezes, a temerárias negociações com o crime. O roubo de cargas, o domínio do tráfico de drogas, os assaltos a bancos e a outros segmentos do sistema financeiro, representam parte dos negócios que, pelo que se sabe, ja dispõe hoje de incursões e parcerias internacionais com resultados bastante positivos aos seus propósitos.

Se esse aspecto da vida já mostra uma sociedade sem rumo e sem prumo, a verdadeira zorra em que se transformou a atividade politico-partidária do País conduz, a sociedade, a uma total descrença quanto ao seu hoje e ao seu amanhã. O que se espera de 2018? Quem e o que virá de lá? Até que ponto a classe politica que aí está serà capaz de propor algum tipo de reforma que corrija erros crônicos e históricos do processo e melhore a legitimidade e arepresentatividade das escolhas e das opções politico-partidárias? Onde encontrar, nas entidades da sociedade civil, alguma proposta, alguma mobilização, alguma idéia ou alguma liderança que sugira aos brasileiros que caminhos buscar ou onde reencontrar a esperança perdida?

O desalento é tal que, essa possível invasão de competência do Supremo sobre o Senado, não importando discorrer sobre o mérito da decisão ou sobre a culpabilidade de Aécio Neves, mostra que se o órgão máximo a dirimir as duvidas da sociedade sobre constitucionalidade resolve transformar-se em tribunal penal, ai perde-se a idéia de autonomia e independência dos poderes e sente-se o empobrecimento da visão e da perspectivas da Corte Superior do Pais é maior do quest imaginava.

Esse episódio que sera decidido hoje pelo Senado é parte de um quadro de referências do  apequenamento das questões politico-insitucionais que deveriam passar por uma reforma politica que, lamentavelmente,  se amesquinhou e ficou do tamanho de seus autores; por reformas institucionais que estão à mercê do que o Executivo estará pronto “a pagar pelo voto” de cada nobre parlamentar e, o pior, sem maiores certezas de êxito! Mas, ironicamente, apesar dos descrédito dos lideres políticos, da ausência de atitudes, de  idéias e de propostas de entidades da sociedade civil  esmo assim chama a atenção a atenção a determinação dos membros da equipe econômica que, motivados não se sabe porque, continuam com o mesmo espírito público , a mesma determinação e a  busca de imaginação criadora para ir contornando as restrições e as limitações impostas pela classe politica do Pais.

Mas, o certo é que, apesar dos “Fora Temer”, “Abaixo o Governo” e outras expressões de ordem, a economia, como o cenarista vem anunciando desdo o início do ano, continua a se descolar da politica de tal forma que os resultados vão sendo alcançados — quer no agronegocio, nas exportações e na própria industria — independente das regiões ou locais do pais onde ocorrem ou dos setores de atividade e, estranho, sem nenhuma reivindicação do empresariado em termos de ações e benesses do poder. E isto é algo para merecer a admiração dos brasileiros por demonstrar que se consegue já alcançar um grau de maturidade como sociedade, sabendo separar alhos de bugalhos,  mesmo no momento em que se busca sair da enorme crise que foi o Pais lançado.

Se aqui vive o Pais esse momento aparentemente contraditório onde a crise politico-institucional tem um tamanho gigantesco e não da indícios de que se possa encontrar um caminho e uma saída, o que se sente é que as instituições, apesar de tudo, operam e funcionam e, a economia, funciona e encontra rumos e alternativas capazes de colocá-la, competitivamente, no mercado internacional. É certo que a estabilidade das instituições econômicas; o equilibrio e ponderação dos que fazem a gestão da economia e a confiança alcançada no ambiente econômico levam a convicção de que o País sairá da crise mais cedo do que se esperava.

Se aqui vive o Pais as suas tragédias cotidianas os irmãos americanos são sempre surpreendidos pelo excesso de liberalidade do seu ambiente político e sofrem atos dantescos como o de Las Vegas que não representam o primeiro e nem será o último  ou fruto de atos terroristas ou, o mais grave e dificil de combater ou antecipar, da ação dos chamados “lobos solitários” de uma sociedade tão livre que já se transforma em permissiva para aqueles marcados pelas tendências de opção de conduta e de comportamento. Um pais com tantos privilégios, sonho de consumo de quase todos os habitantes do Universo e a segunda sociedade mais livre do mundo, sangra com eventos incontroláveis e imponderáveis  como esse de Las Vegas e que, infelizmente, não se restringirá e não levará a uma mudança de atitude da sociedade e da classe politica, até mesmo diante de uma questão aparentemente mais simples como deveria ser o controle do acesso a armas!

A sociedade americana fará sempre a opção pelo exercício pleno da cidadania, das liberdades civis e, da propria liberdade de comprar, portar, exibir e, até mesmo, usar armas com extremo poder de fogo. No trade-off entre o risco de novas tragédias como essa de Las Vegas fruto ou de atos terroristas ou de desequilibrados lobos solitários ou cercear a liberdade de ir e vir dos americanos, eles preferem pagar tais preços mesmo que choquem a opinião publica nacional e internacional.

 

 

CEARÁ, UM OUTRO PARADIGMA!

 

SERÁ QUE ALGUM CEARENSE, COM TEMPO DISPONÍVEL PARA GASTAR COM ESPECULAÇÕES SOBRE O CEARÁ, PODERIA AJUDAR O COMENTARISTA A INICAR ALGUNS TEXTOS SOBRE O ESTADO?

AGUARDAREI A GENEROSIDADE DOS COMENTÁRIOS!

 

 

O Ceará é um capitulo à parte no que diz respeito a originalidade, ao exotismo e a forma surpreendente como consegue inventar respostas para desafios, as vezes, quase impossíveis de serem vencidos. Na verdade o Ceará sempre, com criatividade, talento e ousadia, conseguiu “dar, o que se chama, nó em pingo d’água”. Ou seja, muita gente se surpreeende como um estado sem qualquer ancoragem de base para estimular a crença de que alguma atividade produtiva, pudesse, em alguns casos, prosperar e assumir uma posição de relevância no concerto da produção nacional, assiste ao crescimento de atividades produtivas não esperadas ou imaginadas.

As pessoas ou os ditos técnicos em desenvolvimento econômico, ao examinarem, a partir de critérios tradicionais de análise, as pré-condições donde se procuraria buscar fontes de surgimento, expansão e crescimento de atividades produtivas de qualquer ordem no estado, nada encontravam e ninguém ousava especular ou sugerir que fatores potenciais poderiam basear suas expectativas.

Na verdade, com todas as limitações de clima e de solo, além das significativas restrições  de água para as lavouras ou para a criação de animais e de pescado em cativeiro, o Ceará, com um nível de miséria e de pobreza profundo, surpreendentemente,  se apresenta hoje como o quarto maior produtor de frutas do Pais, o segundo maior produtor de flores e, o município de Jaguaribara, como o segundo maior produtor de tilapia do Brasil! Além disso o Ceará é o 3o. maior exportador  de frutas do Brasil, levando a surpreender aqueles que analisam as fontes de expansão e crescimento da economia desse estado que, até bem pouco, pela pobreza de potencialidades, era o patinho feio do Nordeste.

Hoje as alternativas que se descortinam desde um potencial turistico enorme e que ja vem mostrando um desempenho altamente dinâmico, parece tal atividade que terá um enorme empuxo agora, não apenas pelos seus mais de 600 quilômetros de costa e de belas praias, além do que o HUB da Air France e da empresa aérea alemã, alem da privatização do aeroporto de Fortaleza sendo assumido  por uma empresa alemã, cria uma perspectiva altamente favorável a transformação  do turismo, quer nacional quer internacional, como uma das mais significativas fontes de dinamismo da economia estadual.

Se isto não bastasse, os estudos “Fortaleza 2040” e “Ceará 2050”, além de identificar e especular sobre possibilidades abertas pela entrada, pelo estado, de todos os cabos de integração nacional e internacional de fibra ótica, jå antecipam que tal fato favorecerá, enormemente, o desenvolvimento de plataformas de serviços o que, por certo,  permitirá ao Ceará reproduzir uma espécie de India dos trópicos. Também, se se examinar o que se conquistou de implantação de projetos de energia éolica, o que já representa a maior parte da oferta de energia elétrica do estado, mostra uma das vertentes desse salto de modernidade experimentado pelo Ceará. Da mesma forma já começam a surgir grandes projetos de energia solar de envergadura além de estudos e pesquisas na área de exploração de energias alternativas, notadamente de exploração da plataforma marítima.

Feitos tais comentários, é fundamental promover um grande “brain storming” em termos das opções de modernidade  que agora se abrem para um estado que tem tudo para representar o protótipo do verdadeiro estado revolucionário do país. E, se pode afirmar com tal convicção tais potencialidades, porquanto os paradigmas do crescimento mudaram de maneira radical onde a tríade terra, capital e trabalho, foi fundamentalmente alterada pois que realidade virtual, inteligência artificial, fontes alternativas de energia, criatividade, inovação, ousadia e iniciativa são os novos e vibrantes fatores produtivos.

Três fatos marcaram, esta semana, uma mudança de paradigmas no processo de transformação estrutural e das fontes de dinamização e crescimento da economia cearense. A assinatura do primeiro contrato de hubby aéreo entre companhias internacionais associadas a uma empresa nacional. estabelecendo Fortaleza como ponto de convergência de seus voos para o Brasil e, consequentemente, para a Europa. Isto representará, se acompanhadas de políticas destinadas a promoção do turismo internacional, em uma espécie de “breaking even point” ou um ponto de inflexão na história do turismo estadual.

O segundo fato deveras relevante é o início da viabilização do acordo de cooperação entre o Porto do Pecém e o Porto de Amsterdam na Holanda antevendo um processo de turbinação das relações comerciais e as possibilidades de ingresso de novos capitais de investimentos no estado. Se a tal se juntar os esforços de viabilização de uma refinaria de petróleo chinesa ora buscada,  além de novos investimentos na ZPE ali em implantação, então a consolidação do polo de transformação econômica do estado em que ora transformou o terminal marítimo do Pecém, transformar-se-á em um instrumento fundamental de mudança na economia do Ceará.

É fundamental chamar a atenção para o fato de que, o Porto do Pecém, assume hoje posição prioritária na transformação estrutural da economia cearense já se podendo antever que, se se considerar a possível instalação d e um possível Polo petroquímico com a refinaria chinesa, o já implantado polo siderúrgico além da ZPE, de maneira muito rápida se  pode dizer, acelerada, a tendência é que Pecém, já e já ultrapasse o Porto de Suape, como alguns analistas já estão a antever.

E, nesse processo de ir agregando, em uma saudável mescla, as potencialidades que o “desembarque” dos terminais ou das redes e cabos internacionais de conexão com a “chamada inteligência artificial” embutida naquilo que tais cabos permitem ao Ceará transformar-se, praticamente, numa espécie de uma nova Índia, em termos de plataforma de serviços de toda ordem! É nesse universo de possibilidades que ora se abrem, aliada as indústrias trandicionais que voltam com nova roupagem, aí então os cearenses começarão a contar uma nova história.

Tancredo Neves chamava Tiradentes desse “herói ensandecido de esperança” que, começou, de fato, “um novo caminho para esta pátria descoberta por Cabral”. Aqui, alguns malucos,  com os seus delírios, já imaginam um Ceará diferente, alegre, ousado, criativo e audaz buscando esses novos caminhos. E, entre eles, tendo a identificar o Secretário Maia Junior, no afã de inventar moda e sugerir aos cearenses que existe um modo diferente de fazer as coisas e construir novos caminhos, como um desses tresloucados de esperança. E esses caminhos são aqueles que são  capazes de delinear espaços novos condizentes com a ânsia de  crescer, criar e subir da cearensidade.

Mas, essa história de ruptura com o modo antigo de buscar o desenvolvimento do estado tem raízes nesse próprio passado de lutas, de tentativas e de incessante busca para encontrar os caminhos e as alternativas de ser e de fazer. Essa história, a bem da verdade, tem o seu marco talvez, definitivo, nos anos sessenta/setenta quando se mostrou patente essa angústia de buscar algo diferente, ousado e sustentável! Isto porque insistir num polo metal-mecânico a partir de uma siderúrgica, para aquela época, sujeita a todos os condicionantes e restrições, era nada mais do que  “uma espécie de um sonho de uma noite de verão”. Era o mesmo quando se falava na vinda de uma salvadora refinaria que transformaria  o humilde Porto do Mucuripe, numa imponente réplica do Porto de Aratu, criando-se um complexo muito maior e mais dinâmico do que o próprio Complexo de Camaçari!

Assim, antes de adentrar nesse admirável mundo novo que, muito antes do que se esperava entra, sorrateiramente, porta a dentro, vale a pena mergulhar num passado, não muito distante, de sangue, de suor e de lágrimas  e, acima de tudo, de lamentacões e sofrimentos mas que, aos poucos, “foi se desfazendo e se transformando em brumas matinais”.

Há cêrca de quarenta anos atrás, o cenarista, responsável pelo planejamento estratégico do estado do Ceará, empreendia estudos, promovia colóquios e provocava, em tom desafiador, empresários, politicos e alguns pretensos formuladores de políticas publicas, no sentido de discutir quais as perspectivas, quais as alternativas e quais os caminhos que poderiam ser abertos com vistas a apontar uma luz sobre qual poderia vir a ser a estratégia de expansão das atividades produtivas estaduais.

Um estado sem uma oferta d’água regular e sistêmica, quer via descargas dos rios permanentes — já que inexistiam tais rios no Ceará, a não ser os seus famosos rios secos! –; tambêm, sem água de subsolo, porquanto o estado está completamente assentado no chamado cristalino; solos pobres e fracos, caracterizados, de maneira mais dramática na proporção em que, inexistindo uma Zona da Mata, era o único estado onde se dizia ‘que o sertão entrava no mar”, ou seja, a ausência de uma região  de precipitação pluviométrica mais elevada e regular que permitisse uma transição menos chocante e cruel entre sertão e mar, como era a chamada zona da mata, deixava os cabeças chatas desolados ! Ademais, a constelação de minérios estratégicos ao desenvolvimento, era de uma pobreza mais que franciscana! O destino parecia ser emigrar e começar gilete em Copacabana!

A situação do estado era tão séria e grave  que, sempre massacrado por secas periódicas, o Ceará estava sempre numa constância impar,  a exibir uma procissão de miséria dolorosa e dolorida, ceifando vidas, destruindo sonhos e matando esperanças. Para que se tenha mais uma idéia ou noção do grau de gravidade que tudo isto representava, nos 64 anos mais recentes, em 32 deles o Ceará enfrentou os chamados rigores da estiagem prolongada, ou seja, na metade deles, as secas foram dramaticamente impiedosas. E isto, como é sabido,  tais intempéries desestruturavam a sua já frágil atividade produtiva marcada pelo binômio algodão/boi, atividades essas  com baixíssimo nível de eficiência.

Os estudos que se faziam, à época, a nível internacional e local, Indicavam uma tendência de um aprofundamento das diferenças de renda entre o estado e os próprios companheiros de Federação  na região e, o pior, era que as desigualdades de renda dentro do próprio Nordeste e dentro de sse cada  estado, individualmente,  eram ampliadas em caso de situações como as do Cearástudo e. Ao final dos anos setenta, ao examinarmos as possibilidades de crescimento, duas preocupações adicionais eram levantadas. A primeira delas,  que teve enorme repercussão, foi o impacto sobre o pensamento dos estudiosos locais das conclusões dramáticas do estudo realizado pelo Clube de Roma, chamado de  Limites do Crescimento, sobre as desastrosas perspectivas para a economia mundial diante das restrições da oferta de solos para o plantio de alimentos; em face da limitação na oferta de matérias primas estratégicas para o crescimento das manufaturas e também diante das limitações impostas pelas inovações tecnologicas, tão pouco dinâmicas àquela época. E tudo isto diante de uma crescimento acelerado das populações, notadamente daquelas nitidamente pobres ou mesmo miseráveis, da America Latina, da Africa, da Asia e de parte da própria Europa.

Nesse quadro de referências poucas iniciativas prosperavam nas áreas urbanas do Nordeste a não ser a atividade comercial muito limitada e, algumas iniciativas industriais como simples manufaturas na área têxtil e de confecções; na área calçadista; no segmento quase artesanal de artefatos de metalurgia e na indústria de alimentos, onde outras iniciativas esparsas que, pelo seu tamanho e fragilidade, não representavam uma massa critica de produção capaz de gerar transformações e nem dinamismos conducentes a mudar  os rumos da vida e da história do Ceará.

A União,  a época, representando o pensamento e as aspirações do Brasil, reorganizada no seu aparato de estado, atual8zada e revista a máquina  pública diante das demandas do novo tempo e das circunstancias econômicas,  a lhe cobrar adequaçòes e ajustes, foi capaz de apropriar-se ou de experimentar uma espécie de ciclo virtuoso de expansão econômica, à época,  denominado de Milagre Econômico Brasileiro. É impressionante concluir que, naquele período, até mesmo os programas de correção de desequilíbrios regionais mostravam uma eloquente, fria e triste contradição qual seja, no balanço liquido das transferências da Uniao para  o Nordeste, ocorreu nos dez anos estimados pelo economista Osmundo Rebouças, uma perda líquida em desfavor do Nordeste. Ou seja, considerando entradas e saídas de meios na relação Uniâo versus Nordeste, a pobreza regional  pagou o pato e assistiu o aprofundamento das diferenças de renda dentro do País

Se a nível nacional aproveitava o pais esse notável momento, ou seja forte expansão econômica, o Nordeste via passar ao largo tal oportunidade e regiões pobres dentro da região essas eram as que em nada se aproveitavam desse dinamismo que tomava conta do País.

Assim, de um patinho feio, inviável segundo os referenciais e restrições tecnológicas de quarenta anos atrás, o Ceará se transmuda, aproveita o talento, a criatividade e a iniciativa dos cabeças chatas além das grandes, aceleradas e profundas revoluções tecnológicas que estao a abrir novas e amplas possibilidades de desenvolvimento para mostrar que há um novo modo de fazer o desenvolvimento que não fica limitado as restrições de um estado centralizado como é o brasileiro e uma federação capenga como é a nacional.

ESCANDALIZAR, PROVOCAR, DESMORALIZAR RELIGIÕES E INSTITUIÇÕES, PARA ONDE CAMINHA A PÁTRIA AMADA?

Acha o cenarista que o mundo passou para aqueles que ainda não perderam a capacidade de se indignar diante da quebra de padrões, da subversão de valores e da imposição de regras de convivência que agridem princípios de respeito as individualidades e peculiaridades de atitudes de grupos ditos tradicionais. É difícil conviver com a imposição autoritária de costumes e princípios, notadamente dos defensores da comunidade LGBT  que, em algumas circunstâncias, afrontam a formação dita conservadora de determinados grupos sociais. Também agride ao bom senso e não encontra respaldo em qualquer exemplo de sociedade organizada quando segmentos ditos politicamente corretos, de impor a mais esdrúxula  exigência de comportamento e atitude por parte de uma figura pública amplamente  conhecida País afora.           Por exemplo, a título de fazer prevalecer o chamado politicamente correto, agora querem impor ao nosso tão querido Neguinho da Beija Flor que mude o seu “nome de guerra” para algo distinto que não agrida aos que acreditam que isto seja que eles denominam o chamado politicamente incorreto. Que tal  “doce afro descendente da Beija Flor”?

E, para onde vai toda a história de vida por ele construida pois que por detrás dessa estruturação  de um conceito de vida que se tornou uma marca que o identifica e já se tornou também  uma marca de significativo valor comercial? Quem, ao exigir tal bobagem, vai pagar tal conta? Isto parece de um ridículo tamanho quanto aquele em que se transformou a proposta de tornar politicamente incorreta a obra magistral de Monteio Lobato por conter referências a Tia Anastasia, etc, com conteúdo, segundo a interpretação, politicamente incorreto? Já não basta terem desfigurado a cultura doce e meiga dos baianos que tratavam, carinhosamente, os seus pares, de “meu branco” ou “minha doce mulata” ou “minha neguinha”, retirando o ritmo e a leveza do trato entre iguais, agora vem com imposições autoritárias como essa.

Recentemente, num determinado grupo social em Fortaleza, foram exigir que uma afrodescendente, ou seja, uma negra, que participava do grupo, deixasse de estirar os cabelos pois isto seria prática inaceitável e feria os princípios do politicamente correto. O que a negra replicou dizendo que havia conquistado três formaturas superiores sem contar com o regime de cotas; que todos os seus irmãos tem nível superior sendo seu pai analfabeto; que não contou com nada para chegar aonde havia chegado e ninguém iria impor, autoritariamente, que ela deixasse de usar o cabelo que mais lhe agradava pois o “pixaim” nunca lhe havia agradado.

Agora mesmo três fatos revoltaram as pessoas que respeitam as opções de gênero mas que não aceitam que lhes imponham determinadas atitudes e comportamentos que elas acreditam ser um acinte, uma provocação e até mesmo um desrespeito a suas crenças e valores. Há poucos dias uma senhora veio a público denunciar fato extremamente  revoltante que foi ter a sua filhinha ganho uma boneca de presente, toda vestida como uma menininha e, para a sua surpresa, a filha chamou a sua atenção para o fato de, ao levantar a calcinha da boneca, o que havia ali não era um órgão sexual feminino mas um órgão masculino completo!

O segundo fato foi de, no programa The Voice, uma garota que estava a disputar as preferências do publico  e a do júri técnico, apareceu acompanhada de uma outra garota e, perguntada se iria a jovem acompanhá-la na sua apresentação, foram os jurados informados apenas de que a jovem acompanhante era, tão somente, a sua namorada! Também as redes sociais mostraram, recentemente, uma foto de uma sala de aula onde um garoto foi advertido pela professora de que não poderia ficar sentado no colo do colega. Ao que o jovem, indignado, respondeu a professora que ele ali iria permanecer pois o garoto em questão era o seu namorado e seria uma atitude homofóbica da professora, impedir que ele assim permanecesse!

Para mostrar a indignação das pessoas, num recente encontro de pais e mestres, uma mãe revoltada disse que respeitava os professores pelo seu papel de transmitir conhecimentos  mas “os que me educaram foram os meus pais pois cabia ao lar e aos pais o papel de educar para a vida e para o exercicio  da cidadania, com a liberdade de escolha de religião, costumes e de hábitos, sempre foi a família e nunca a escola”. E a doutrinação imposta pela escola em relação a sexo, religião, discriminação, etc ia além do que seria aceitável numa proposta de formação educacional da escola.

Dentro dessa lógica de raciocínio nunca a população tradicional brasileira poderia ter aceito a exposição de arte promovida pelo Santander onde se permitia todas as formas ditas perversas de sexo e a degradação da principal religião dos brasileiros, a cristã, sendo objeto de um verdadeiro processo de demolição onde como simples demonstração daquilo que escandalizou a tantos, estaria um cristo segurando, em uma das mãos, um vibrador usado para sexo solitário pelas mulheres.

Se tal não fosse uma tremenda provocação, o mais grave está sendo exibido,  com toda a liberdade, sem horário destinado a adultos, a novela A Força do Querer, pela Rede Globo, onde, entre outras ousadias, uma jovem resolve, a partir das orientações da escola, se transformar de uma bela garota em um garoto, sendo aceito e até estimulado pelos pais e, via TV, recebendo todas as orientações relacionadas a utilização de hormônios destinados a cumprir as várias agregações de tons de masculinidade desejados pela jovem que fez tal opção preferencial. Por outro lado, é também preocupante a quase total adesão as causas da LGBT, por parte dos que fazem a imprensa brasileira bem como a intelectualidade chamando mais atenção a nítida definição política em favor dessas causas por parte dos que fazem a Rede Globo.

Adicionalmente, a novela tem uma leitura excessivamente compreensiva sobre o uso de drogas e, até mesmo, quanto ao próprio trafico de drogas, onde uma bela mulher faz o papel de traficante e negociadora de interesses dos traficantes. Na verdade, o processo que ora se instala no Pais parece ser o de instrumentar a fundamentação de um verdadeiro estado anárquico onde quaisquer valores, idéias, práticas e conceitos devem ser aceitos sem quaisquer restrições ou limitações impostas ou pelas leis ou pela própria convivência democrática.

O cenarista ver com muita preocupação o que ora se assiste Pais afora. Diante de tantos problemas e dramas; diante de tantos desafios a serem enfrentados; diante de tantas questões da maior gravidade como a da seguranca publica, das drogas e do sucateamento da própria justica, as mentes se voltam para uma discussão que amesquinha a vida, diminui a dignidade das pessoas e afronta os valores mais caros de quaisquer religiões ou civilizações. O Brasil sempre quis ser o primeiro mesmo que fosse para intentos pouco nobres como os que ora se manifestam País afora.

 

O “IRMA” BRASILEIRO CONTINUA ESTA SEMANA?

Impressionante a fúria devastadora da ação do furacão ou dos furacões que destroem vidas, acabam com a infra estrutura das comunidades e as moradias de milhões de pessoas pelo Caribe e pelos Estados Unidos! E é duro assistir o fim de vidas, de sonhos e de esperanças diante do terremoto, por exemplo, que acaba de se abater sobre o México!

Também nesses tristes eventos, pelo menos para compensar e minimizar a dor e o sofrimento,  impressiona a presença objetiva, oportuna e forte do estado, com aćōes prontas e oportunas, além da ampla solidariedade demonstrada pelos americanos, as empresas reduzindo preçis de produtos e serviços , cobrando valores quase simbólicos e os governos diminuindo ou não cobrança taxas e multas e já trabalhando no processo de recuperação das áreas atingidas! O exemplo de engajamento, de objetividade, de solidariedade bem como da ação imediata do estado,  sensibilizou  a todos, mundo afora.

Se lá impressiona  a todos a atitude correta e esperada do governo, a solidariedade pronta do povo e os exemplos de cidadania ali ocorridos, aqui,  embora os brasileiros não possam se queixar de possíveis rigores e intempéries dessa  natureza,  tão destruidores e demolidores como são os  furacões e os terremotos,  mundo afora, as intempéries que enfrentam os brasileiros são outras bem diversas! Aqui o “IRMA” é muito mais  moral, ético e de saques sobre os recursos públicos de maneira a mais desavergonhada e quase irrestrita e generalizada possível, do que a fúria da desgraça que se abateu sobre vários povos por tais fenômenos desagradáveis da natureza. Se, no caso brasileiro, o custo da crise que se  experimenta fosse apenas a roubalheira desenfreada e a desmontagem e a desestruturação da máquina publica,  isto já  representaria pesado ônus para  o País. Mas, o mais grave, foi o que as crises permitiram que se disseminasse o desrespeito aos valores éticos e morais; a aceitação do completo desrespeito aos códigos de conduta sancionados pela sociedade e a aceitação de que o importante é “tirar vantagem em tudo” ! Isto tudo, desmontou, na sua quase totalidade, a própria sociedade brasileira!

Agora, com o apoio da Lava-Jato, tenta-se fazer com que os cidadãos voltem a aceitar a idéia de que é possível tentar un retorno a crença nas instituições da sociedade civil apesar do fundo do  poço em que elas se encontram! Que, diante de tantas benesses –de fato, não ter furacões, terremotos, maremotos, tsunamis, representa uma bebção magistral! — o Brasil ainda tem uma vantagem excepcional diante de nações europeias, das nações asiáticas e dos Estados Unidos! .Aqui falta pouco para que o País se transforme em uma nação e venha a se tornar um país sério. Isto porque, tem enormes potencialidades a explorar e uma quantidade excepcional de fatores produtivos alêm de um significativo mercado interno!   Claro que a limpeza ética, essa revisão moral crítica e essa reedificarão de valores que ora se opera, permitirá que se construa  uma ética de conduta e de compromisso. E tal tarefa exige tempo e paciência pois a degradação de valores e costumes foi monumental, notadamente para uma nação emergente onde princípios ainda  não haviam se consolidado  e nem se cristalizado.

É por tais razões que o cenarista, avaliando a semana que se pensava daria uma trégua no tiroteio de denúncias, acusações, delações, prisões e acusações e, com isso, se permitiria que se pensasse em alguma coisa construtiva que conduzisse o País  voltar às suas preocupações para os desafios das transformações e das mudanças essenciais. Também, aguardando com ansiedade a retomada firme, consistente e continuada da economia. Lamentavelmente,  volta-se a mesma lenga-lenga e o  pior é que ainda não se consumaram os três fatos mais aguardados da semana. No caso, a nova denúncia que Janot fará sobre  Temer;  a atitude que tomará Geddel e as consequências do provavelmente espetacularizado depoimento de Lula ao Juiz Sèrgio  Moro.

Ainda bem que a economia e, daqui a pouco, também,  a própria sociedade civil, estarão, se descolando desses fatos que começam a se banalizar. E, se isto ocorrer, a vida talvez volte a uma normalidade esperada e desejada pelos brasileiros. Mesmo assim, enquanto o “Irma” de lá deu uma trégua, embora fazendo monumentais estragos materiais e também de sonhos e de esperanças, o daqui continua fazendo estragos e, como um mantra, o que se ouve é um continuar, sem tréguas, de acusações e denúncias atingindo a quase todos os homens publicos e a quase todas as instituições. É uma pena!

As pessoas se perguntam onde e quando tudo isto vai passar? Na verdade, a grande dúvida que se instala é para onde tudo isto vai levar ou em que vai dar? Será que isto vai levar a uma revisão critica de valores?  Acho, estranhamente e pessimisticamente, que tudo isto nos levará talvez a algo assemelhado ao que a Operação Mãos Limpas levou a Itália, num primeiro momento, a uma verdadeira “limpa” fazendo crer que se instauraria  um novo tempo mas, após algum tempo, como surpresa maior, surge Berlusconi, para comandar a praça!

O que sobra é o temor de que todo esse esforço nos tenha  levado  a não  propormos nenhuma mudança mas, como Lampeduza, mudarmos tudo para o tinuarmos  na mesma!

Daqui dessa situação e perspectiva esse desgastante mas necessário processo de revisão crítica de valores o que se espera é que não nos ocorra não irmos a lugar algum e não construirmos nada e frustrarmos as gerações que hoje se escondem nas redes sociais!

 

 

AS MALAS MARCAM O PAÍS!

O Brasil se tornou o País das malas. Foi a mala do ex-deputado Rocha Loures que, diante de outras malas com robustez enormemente superior a de Loures, a do ex-deputado está sendo considerado uma espécie de “necessaire”. E a mala de Loures é objeto de insinuação de que essa mala seria uma mala inicial de uma série que se repetiria em favor e, provavelmente, não seria específica do recebedor! E a mala atribuída ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, pelas suas dimensões e pelo seu conteúdo, é algo único na história do País. Ninguém conhece caso dessa ordem pois os valores são muito elevados e levantam até dúvidas sobre o por que os recursos não estavam sendo aplicados ou não foram “lavados” através da compra de brilhantes, de jóias, em geral ou na compra de obras de arte ou ainda nas compras ou vendas de bens superfaturados ou subfaturados!

Para ampliar o universo das malas, surgem agora aquelas apreendidas no aeroporto do Rio de Janeiro, que continham um total de 280 quilos de cocaįna! Aliás, é a maior apreensão nessas circunstâncias pois nos aeroportos a tendência é que os “mulas” conduzam sempre quantidades muito pequenas!  Mas essa ousadia representa algo inédito pois nunca a Policia Federal se defrontou com tamanha arrogância e petulância. No universo dessas espertezas e traquinagens, a corrupção no Brasil tem ousadias que foram mostradas das formas as mais inusitadas como dinheiro na cueca, dinheiro na meia e dinheiro em partes íntimas que se transformaram em alojamentos indiscretos e excêntricos dos dinheiros sujos da corrupção.

O fim de semana de celebração do dia da Pátria ainda näo terminou de por adrenalina no comportamento de lideranças políticas. Depois da declaração bombástica de Janot; das quatro horas de conversa altamente explosiva dos presumidos e confessos bêbados  Joesley e Saud; a descoberta de escândalos já suspeitados na escolha do Rio de Janeiro para os jogos olímpicos mundiais além da apreensão de mais de 51 milhões de reais na Bahia, .além dessas ações que já abalavam a República, o depoimento de Palocci ao Juiz Sergio Moro foi pior que o furacão Irma para Lula, Dilma e o próprio PT.

Se isto já não é pouco, não se sabe ainda do conteúdo das revelações de Lucio Funaro e também  o que ainda  vazará dos depoimentos dos dirigentes da JBS na sexta-feira à Procuradoria Geral da República. Adicione-se a tal o que virá de revelações do depoimento do ex-procurador Marcelo Miller que pode promover pelo menos angústias existenciais em muita gente.  Insista-se também em indagar qual será a reação de Geddel e o que ele fará ou dirá para não ser punido tão severamente pela justiça. Ou seja, a sua defesa poderá respingar e, com graves consequências, em determinadas figuras da República.

Claro que tudo foi um fim de semana cheio de emoções e, por certo,muito mais “thrilling” do que tantos outros embora,  por serem episódios que tem se repetido tanto e com tanta frequência nos últimos tempos que, de certa forma, não surpreendem nem chocam mais que o mercado não mostrou qualquer reação. Ou seja,  nenhum abalo se verificou e, por sinal, os indicadores e fatos econômicos não se mostraram tão ruins no saldo dessa tão atribulada semana.

Os dados de recuperação da economia continuam apresentando números interessantes; a inflação continua caindo; os juros básicos da economia continuam sendo reduzidos pela Banco Central. Além disso,  uma pesquisa realizada com 43 mil famílias brasileiras revelou que, nos últimos meses, houve uma recuperação da renda das familias, aliada a algo surpreendente, qual seja, como as famílias usaram FGTS, os ganhos reais de renda e outros benefícios auferidos nos últimos meses. Entre pagar dívida, aumentar o consumo e poupar, a grande surpresa foi que as famílias mostraram uma excepcional racionalidade na alocação de tais recursos, distribuindo-os pelas três opções.E isto tem permitido uma retomada do crescimento do comércio e dos serviços, o que garante uma recuperação da economia como um todo.

Todas as avaliações que ora são feitas indicam que, apesar de todas as dificuldades e todas as limitações impostas pelas restrições, interesses e demandas da classe política, a equipe econômica tem se mostrado madura, equilibrada e com uma demonstração de espirito público que merece o respeito e admiração dos brasileiros. E, talvez por isso os resultados vão sendo alcançados, as medidas estão sendo propostas e implementadas, dentro da perspectiva do possível ao invés do ideal, numa visão abrangente que envolve a reorganização das contas públicas, o reequilíbrio das finances dos estados, a reconquista da confiança do mercado e dos organismos internacionais além das medidas macro e microeconomica destinadas a ir retomando, com equilíbrio e visão de médio e longo prazo, do que se deseja em termos de recuperação da economia.

Ē claro que se, recuperada a base de sustentação parlamentar de Temer e com a garantia, aos parlamentares, do “aguardado e esperado lubrificante cívico” , é bem possível que alguma coisa das chamadas reformas institucionais sejam aprovadas;  que as concessões comecem a serem licitadas; além dos investimentos externos, principalmente os chineses, venham a se fazer aí então as previsões de crescimento do PIB podem superar os 1% esperados para 2017 e talvez, os 3% propostos para 2018!

Mas, é bom pontuar que se o Brasil pretender um crescimento mais dinâmico e continuado, capaz de permitir as bases de agregação das políticas de distribuição de renda e de saltos nos seus indicadores sociais, então isto exigirá, com certeza, uma revisão crítica do estado brasileiro como a que foi feita nos anos 30 e depois também nos anos sessenta e que criaram as pré-condições para um crescimento significativo da renda nacional. Ou seja, depois do esgotamento do modelo de expansão da economia nacional, é necessário readequar, reaparelhar e ajustar o aparelho de estado para que ele responda aos desafios que as condições internas e as imposições externas estarão a exigir.

 

 

UMA SEMANA PARA NÃO ESQUECER!

Esta é uma das semanas mais ricas da vida pública brasileira. Foi a semana quando Janot deu um tiro no pé e, com as informações extraídas das gravações extremamente comprometedoras da ação do próprio Ministério Público e das suspeiçöes sobre membros do Supremo Tribunal Federal, estabeleceu um conjunto de dúvidas sobre as delações premiadas não só de Joesley Batista mas as de Sérgio Machado e outros, contaminados pela ação deletéria do ex-Procurador Marcelo Miller. Também garantiriam uma certa carta de alforria que Michel Temer precisava para exercer o poder e operar o seu governo até 2018.

Foi também a semana que se viu um montante de dinheiro jamais visto sequer na Casa da Moeda e, talvez apenas no Banco Central, atribuído como pertencente ao ex-Ministro Gedel Vieira Lima. As coisas estão tão dramáticas nesse processo de desconstrução do País que também agora também vem a tona os escândalos que envolvem o esporte brasileiro que, pelo que se viu, já ganha dimensões não só de uma robustez significativa mas até mesmo, foro internacional.

Mas, apesar de problemas tão sérios, Temer, com a frieza que lhe é peculiar, como que, num passe de mágica, conseguiu mudar o humor da Rede Globo que passou a tratá-lo de forma mais generosa e sem a perseguição implacável e habitual dos últimos tempos. Até passou a por fé nos resultados da viagem dele a China, a Globo lançou, até nisso, as suas apostas. Aliás há que se mencionar também, como elementos surpreendentes da semana, a aprovação, pela Câmara dos Deputados, em primeiro turno, das duas medidas que definem o início da reforma politica no Brasil, quais sejam, a aprovação da cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais, o que, certamente, darão alento de que alguma coisa possa e venha mudar no quadro perverso que é a política do País.

Além desses fatos que, de uma certa forma, são ironicamente alvissareiros pois abrem perspectivas para que problemas graves sejam encaminhados, a trégua que esses problemas dará ao governo a tranquilidade para voltar a intentar aprovar as reformas institucionais que sofreram uma certa parada e criar um ambiente que favorece a continuidade da aprovação ou adoção de medidas econômicas fundamentais a retomada firme e continuada da atividade produtiva.

Os dados recentemente apresentados mostram que a economia apresenta uma significativa queda na taxa de inflação, uma indústria automobilística que cresceu 17% e as suas exportações cresceram mais de 56%, só no primeiro semestre. Tais dados positivos se juntam ao que foi o desempenho do agronegócio, da produção agropecuária e a da própria recuperação do emprego que,no período, criou mais de um milhão de vagas.

Apesar desse quadro politico confuso e gerador de insegurança e perplexidade que embora ainda incomode, é animadora a perspectiva que se abre a recomposição da economia nacional, na proporção em que o equacionamento da crise financeira que tomou conta do estado do Rio de Janeiro e que deverá ser estendida aos estados do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e de outros estados brasileiros. Em assim ocorrendo, estabelece-se a retomada da atividade econômica e a volta de investimentos fundamentais na infra estrutura dessas unidades da Federação.

Também o que se espera com o retorno de Temer, com os acordos e as possibilidades de investimentos chineses em projetos básicos para o desenvolvimento do País, abram novas perspectivas econômicas nacionais e que o gesto chinês provoque outros países a explorar as enormes potencialidades de investimento do Brasil, não só em termos de infra estrutura física como na exploração de potencialidades na área mineral, na indústria manufatureira e do agronegócio.

Ademais, o desenvolvimento regional no Brasil também apresenta um conjunto de oportunidades de negócios em várias áreas e segmentos e, também, a infra-estrutura urbana do País está ansiosa e urge investimentos nas áreas do transporte de massa — tantos metrôs lerdamente sendo trabalhados — e na área de saneamento básico. O que urge de investimentos na ârea de esgotos sanitários e abastecimento d’água, representa algo que mudaria a questão da saúde pública e melhoraria, tremendamente, a produtividade e a eficiência da mão-de-obra do País.

Assim, a semana que ainda aguarda o seu final foi, com certeza, a mais movimentada que os brasileiros assistiram mas que, na visão e interpretação do cenarista, ela deixa um saldo positivo porquanto derruba mitos, refreia o excesso de protagonismo do Ministério Público, abre um espaço para o governo trabalhar e permite que a economia brasileira continue o seu itinerário de retomada do crescimento e que poderá culminar com uma expansão de mais de 1% para este ano com uma inflação abaixo dos 4%!

E, “para dizer que não falei de flores”, a expectativa do cenarista é que mais revelações irão surgir além de pedidos de revisão das denúncias contra vários politicos que recorrerão das decisões criminalizando-os, argumentando que todas estão contaminadas pela ação criminosa do assessor de Janot, Marcelo Miller. Também pode haver surpresas relativas aos desdobramentos da atitude e das explicações de Geddel Vieira Lima que poderá respingar em pessoas que fazem o cenário politico do País. Também espera-se uma ação rápida de Janot em relação a Joesley e parceiros, além da punição severa sobre Marcelo Miller. Agora há pouco veio à tona o depoimento de Palocci que desmonta tudo de argumentação de defesa de Lula. O “pacto de sangue” entre O PT e a Odebretch estava estabelecido num pacote de propina que, no valor de 300 milhões o qual, junto a outros beneficios pessoais e particulares, complicam, tremendamente, Lula, Dilma, Palocci, Mantega, Paulo Bernardo, Vaccari e Gleisy Hoffman. Mas, para desgraça maior de Lula, essa semana o Procurador Janot denunciou Lula, Dilma e companhia por corrupção e obstrução da justiça.

Finalmente, o ato de Janot representou uma espécie de carta de alforria para Michel Temer alem de ter levado a uma recomposição da base de sustentação parlamentar do Presidente inclusive facilitando a aprovação das suas propostas e medidas além de favorecer a distribuição de favores e benefícios aos dignos parlamentares.

“Last but not least”, o Banco Central reduz a taxa de juros básica para 8,5% abrindo excelentes perspectivas para o País.

PARA ONDE VAI O PAÍS?

Os últimos eventos que marcaram a semana foram a despedida chorosa e ainda ameaçadora do Procurador Janot, ponteada por inúmeras contradições não só relativas ao seu assessor-mór Marcelo Miller mas também relativa a nova e confusa denúncia contra Temer; a tornada controversa decisão de um juiz de Brasília relativa a sua resposta a consulta de uma psicóloga sobre estudos, pesquisas e até provimento de  consultas sobre a possibilidade de reversão da opção pelo homossexualismo  e, finalmente, a ruidosa e precipitada interpretação dada a um comentário, em resposta a uma indagação, no meio de uma palestra para maçons, feito pelo General Mourão em que se admitia que ele estaria antecipando ou admitindo uma possível  intervenção militar no Brasil!

Na verdade, admitir e afirmar que o quadro politico-institucional no País é extremamente confuso e instável e gerador de insegurança jurídica, qualquer cidadão de bom senso concordará com tal informação  e assinaria embaixo sem temor de estar a cometer qualquer erro ou imprudência.  Ademais, ao ser provocado sobre se o quadro ficasse insustentável e se as forças armadas fossem constitucionalmente convocadas a por ordem na muvuca,  o general Mourão informou ser possível a sua participação.   De pronto a manifestação foi vista como uma proposta de intervenção militar na vida pública nacional!

Os três eventos revelam o quadro confuso em que está mergulhado o Pais! De um lado um Procurador da República, ansioso por protagonismo e na busca de uma fama passageira, promoveu um verdadeiro salseiro! Atitude bem diferente da sua sucessora, a Procuradora Raquel Dodge, marcada pela discrição, competência e objetividade. Sem estardalhaço ela faz as substituições nos quadros, colocando pessoas de sua estrita confiança, já que ela era, dentro do Ministério Público,  adversária de Janot e de seu grupo. Assim, ninguém se surpreendeu com as mudancas na equipe da Lava-Jato nem nas primeiras providências tomadas  pela Procuradora, demonstrando equilibrio e equidistância do Executivo, do Judiciario e da chamada gloria vã e passageira.

Por outro lado, a atitude autoritária, impositiva e arrogante dos que defendem o direito de ser, de ir e vir e de se colocar na sociedade, da maneira a mais livre possível,daqueles que defendem a comunidade LGBT e  rejeitam quaisquer críticas ou posições contrárias daqueles que, por razões as mais diversas não aceitam manifestações exageradas e excêntricas dos defensores da comunidade. Assim, agem tais defensores com tal agressividade diante de  quaisquer ordem de divergência Qsque demonstrem um laivo de discordância das suas posturas e atitudes. Se assemelha a algo como se, além de exigir que o homosexualismo seja não apenas tolerado mas até ensinado nas escolas, daqui a pouco a sua disseminação será tal que talvez venha a ser até obrigatório a todos fazer tal opção!   A conclusão é pobre e ridicula mas o que se sente é que, quem não adere as teses dos defensores da homossexualidade, são discriminados,  tratados como retrógrados e sujeitos a uma série de restrições e transtornos!

Por outro lado, a manifesta incompreensão, intolerância e distorção de fatos, informações e propósitos relacionados as declarações do general Mourão demonstram, à larga, como a informação está marcada por vieses de caráter politico-ideológico bem como por processos de distorções interpretativas de cunho puramente politico. O que quis dizer o general não abriga a tentativa de  estimular a caserna a invadir a competência constitucional  da vida civil e reproduzir momentos autoritarios jà vividos pelo Pais. Apenas manifesta a opinião de que , se a vida politico-institucional do País entrar num incontrolável processo de desordem e se as instituições solicitarem a presença das Forças Armadas, elas estarão prontas a cumprir o seu papel constitucional. Nada mais além disso!

O cenarista crê que, no momento em que se caracteriza uma efetiva retomada da economia e, ao mesmo tempo, verifica-se o quase total descolamento da atividade produtiva do imbroglio politico, é fundamental que estas atitudes mesquinhas não atropelem o processo de reorganização

TUDO SERÁ POSSIVEL COM UM NOVO ESTADO!

A afirmação contida no título desse comentário pode advir da ignorância, da presunção pretensiosa de alguém intentando definir o futuro de uma nação ou poderia representar algo mais simples que seria apenas uma espécie de “wishful thinking” de uma sociedade, diante de cidadãos que estão cansados não só do governo mas, de governo demais e, consequentemente, em excesso.

Isto porque, os governos eleitos, ironicamente, pelo voto popular, acabam respaldando um estado com enorme peso e capaz de gerar tremendo desconforto ao  invadir a  privacidade do cidadão; ao apropriar-se da renda do seu trabalho ao impor uma carga tributária excessivamente pesada e ao não lhe devolver, na forma de serviços públicos essenciais, o mínimo daquilo que a natural e esperada reciprocidade deveria cobrar.

Ademais, esse mesmo estado embaraça-lhe a vida, atormenta-lhe a cabeça com o excesso de leis, de instâncias burocráticas e do “criar dificuldades para vender facilidades”, características  típicas dos estados latino-americanos, o que hoje levanta dúvidas se vale a pena ter um estado dessas dimensões, desse custo e dessa complexidade.

Na verdade, o que há por traz da insatisfação da população com a classe política é, em parte, o reflexo  do sentimento de que o estado, cuja gestão cabe a classe política, está aí, lamentavelmente, para impor uma carga tributária elevadíssima e sobretudo injusta sobre os cidadãos; para estabelecer um tratamento desigual onde alguns auferem tudo e outros, a duras penas, conseguem algo e muito pouco; um autoritarismo perverso das suas instituições perante o cidadão, no seu trato direto; uma enorme quantidade de instâncias decisórias e, por fim, regras, normas, decretos e leis que confundem a cabeça e geram mau humor e indignação das pessoas. E aí, promove-se uma justificada revolta contra os parlamentares,  que ensejam, eles mesmos,  toda a má vontade do povo não apenas em face dos rendimentos auferidos,  dos privilégios e vantagens garantidos  por eles e a eles mesmos  e o fato de não aprovarem decisões que superem problemas institucionais crônicos da população.

Aliás, essa postura dos cidadãos contra o estado ocorre hoje em todos os lugares do mundo onde as manifestações de insatisfação nas ruas ou pelas redes sociais, revelam uma verdadeira revolução da cidadania onde todos querem um estado que caiba “dentro do bolso” da sociedade; que não mantenha um sistema injusto de privilégios e vantagens de vários grupos ou segmentos da sociedade; que simplifique as suas ações e exigências, pondo fim aos inúmeros cartórios existentes e que se mostre mais democrático, mais ágil e mais eficiente.

Na verdade, parece que todos os críticos, incluindo-se aí o próprio cenarista, são capazes de estabelecer, ás vezes, convincentes diagnósticos porém, sugerir como estabelecer a ruptura da forma como os estados nacionais são geridos e operam, inclusive indicando como viabilizar reformas institucionais dentro do estado democrático de direito, não só  parece difícil como praticamente não se encontra relatório algum com esse tipo de  proposta.

 

Parece que, dificilmente, se procura propor saídas e alternativas consistentes e com claros e cristalinos objetivos. Parece que a coisa se complica mais ainda pois, considerando a existência de vários interesses em discussão e a serem administrados diante de grupos políticos de pressão os mais variados, a equação não fecha por ter muitas variáveis e muitas incógnitas.

Dessa forma, a premissa maior é que não se muda uma nação apenas com palavras, alguns gestos e atitudes. Para mudar o itinerário de um povo isto dependerá da vontade manifestada pelos seus cidadãos, das circunstâncias internacionais econômicas e políticas e da forma  como se modernizam e atualizam as suas instituições.

De um modo geral os atrasos e limitações à expansão e ao desenvolvimento derivam de Instituições envelhecidas e envilecidas e são reflexo do próprio envelhecimento das elites que comandam o País. O próprio envelhecimento e envilecimento dessas mesmas elites, ultrapassadas no tempo  e sem qualquer compromisso com a história de seu povo nem tampouco com as suas biografias, é que leva a impasses como experimenta agora o Brasil!.

Assim, para mudar uma história às vezes é preciso que experiências exitosas, mesmo a nível de algum experimento aparentemente pequeno e limitado ou circunscritas a áreas restritas, possam gerar um modelo capaz de transformar ou de abrir perspectivas mesmo que derivem de uma tendência de copiar ou reproduzir tais experiências. É o caso da revolução que se deve buscar naquela que se considera a matriz geradora das grandes e estruturais mudanças capazes de promover um efeito em cadeia de outras mudanças estruturais e institucionais da sociedade como um todo, que é  a mudança na educação.

Por exemplo, o que acontece na cidade de Sobral, no interior do Ceará, é uma notável experiência que já vem se reproduzindo no estado como todo. A experiência de Sobral onde a  rede de ensino público do município, além de ser a melhor do País, contempla também o município  com as dez melhores escolas públicas do País! Aliás , o município ainda abriga também a melhor de todas as escolas públicas do País.

Chama também a atenção o fato de que já estar a ocorrer em Fortaleza com a rede de ensino privada,  onde 10 a 15 escolas dos “cabeças chatas”  conseguem abocanhar 43% das vagas no IME, no ITA e na Escola Naval, no país. Isto demonstra não apenas que se abre um novo caminho para o desenvolvimento do estado, como ilumina caminhos que se abrirão para a grande transformação que o Brasil espera.

Acredita-se que apesar das difaculdades e problemas hoje enfrentados, o País está próximo de gerar uma consciência crítica da urgência em rever o estado, em buscar caminhos de aceleração do crescimento e de construção de uma nova ética de compromisso e de novos valores e princípios.