SERÁ QUE TUDO CONSPIRA PARA A AMPLIAÇÃO DO PESSIMISMO?

Nenhuma boa nova no horizonte. O crime organizado está  por toda parte do paÍs e os seus  vários grupos, como o  Comando Vermelho, o PCC, o  GDE e tantos outros que hoje se multiplicam por todo o Brasil, assusta a todos os cidadãos. O ir e vir dos cidadãos hoje, praticamente está sendo determinado por tais organizações criminosas. O cenarista recebeu um mapa da distribuição espacial do poder por tais grupos, nos limites da cidade de Fortaleza que, simplesmente, é estarrecedor. A divisão de áreas de atuação e de domínios dos vários grupos está de tal maneira estabelecida, como que num pacto de sangue e, o descumprimento do acordado, é guerra, na certa! O setor público só age quase que, de comum acordo com os grupos do crime organizado ou, do contrário, não age e se omite de ações mais duras em relação aos descalabros que tais grupos promovem na ordem pública.

O pior é que eles têm hoje seus representantes em todos os poderes da República. Também hoje eles, por acaso, já bancam a formatura de um sem número de advogados para defender as suas causas e os seus interesses. A sua “parceria” com as estruturas policiais, políticas e judiciárias parece que vai além do que a imaginação criadora admite supor. É nesse ambiente que as atividades produtivas, as ações políticas e as manifestações sociais são desenvolvidas porém, sujeitas a um controle e a uma “adequação” aqueles “valores e princípios” que referidos grupos do crime organizado, se estabeleceram.

Ademais, eles se “financiam”, não apenas pelos assaltos e roubos de toda ordem mas, principalmente, pelo controle total da distribuição de drogas, pelo roubo de carga e pelo assalto a agências bancárias. No entanto, o equilíbrio de suas ações é instável na proporção em que a disputa por territórios e a ação de grupos fora de controle do centro de interesses de cada segmento, podem propiciar chacinas ou matanças como aquelas ocorridas em presídios, as recentemente verificadas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, além de inúmeros casos de assassínios por encomenda registrados país afora. E é dentro desse quadro, alimentado pelo desencanto e desesperança de 13,5 milhões de desempregados e uma economia que teima em crescer magramente que começam a se desenhar as possíveis candidaturas presidenciais, além das propostas relacionadas ao pleito para governadores dos estados.

Assim os grupos, partidos e candidatos começam a dar o ar de sua graça e inicia-se o processo de escolha de nomes e composições para o enfrentamento no pleito de outubro próximo. Com a definição do PDT de estabelecer Ciro Gomes como seu candidato, inicia-se a abertura dos espaços para os pretendentes  e, em consequência, faz com que o jogo comece a ser jogado porquanto, na próxima semana Alkimin lançará  a sua candidatura com o apoio dos partidos que fazem o Centrão. Provavelmente também Bolsonaro e Marina Silva deverão assumir o mesmo caminho indicando os partidos que irão suportar os seus nomes para o pleito de outubro próximo. Claro que se espera que nomes como Meirelles, Alvarao Dias, o candidato do PT, que ainda não se sabe quem será, além de outros nomes menos expressivos, pelo menos até agora, se lancem ou sejam lançados, daqui a pouco.

Até agora não se sente qualquer manifestação de entusiasmo e de interesse por parte dos diversos grupos sociais, em relação ao pleito. Também, por parte dos possíveis pretendentes,  não se tem conhecimento de suas idéias e de suas propostas para solucionar graves problemas e desafios nacionais nem qualquer manifestação que caracterize o iniciar ou o deslanchar de um processo de sensibilização de uma população tão descrente, pessimista e desinteressada como a brasileira. Ademais, as avaliações preliminares são de um possível quadro de uma elevadíssima abstenção e a manifestação de insatisfação com um percentual também altíssimo de votos brancos e nulos, no pleito que se avizinha.

Se assim ocorrer como o quadro parece antencipar, é difícil imaginar um desfecho que venha a atender o que o bom senso deveria indicar para governar os destinos do País. Um nome com dignidade pessoal inquestionável e com um projeto para o Brasil que fosse capaz de reacender as esperanças e espantar o fantasma do radicalismo e do populismo barato que em nada atendem aos interesses nacionais, até agora não surgiu! Também um cenário ou perspectivas mais otimistas estão difíceis de serem encontradas no semblante, na alma e no espírito dos brasileiros, como também, diga-se de passagem, não aparecem na cara, na atitude e no discurso de possíveis pretendentes. A descrença nos homens públicos é geral. A quase convicção de que a classe política não tem nenhum compromisso como o povo e a sociedade, é quase patente e representa uma quase unanimidade. E a falta de um fio de esperança que levasse a alguns grupos a voltarem a acreditar que o país pode dar certo, parece ser uma vã ilusão. Ou não?

SOLIDARIEDADE NA TAILÂNDIA! UM POUCO DE SONHO PARA O BRASIL!

Perdeu-se a Copa e frustraram-se as esperanças do país do futebol! Mas, em troca, assistiu o mundo o mais expressivo exemplo de solidariedade para com um grupo de crianças tailandesas perdidas e, depois, sitiadas, numa inóspita caverna! O mundo assistiu, desesperado, o drama daqueles jovens lutando pela sobrevivência em uma situação hostil e, pelas possíveis condições que ameaçavam, de maneira a quase levar, aos que conduziam o processo de “libertação” dos pequenos, a uma situação desesperadora. Mas, “Deus que é bom, Deus que é pai e Deus que é perfeito”, orientou, a tempo e a hora, dirigentes políticos, mergulhadores e colaboradores internacionais, com vistas a estruturar uma estratégia de salvação das crianças que culminou na mais exitosa empreitada salvacionista que se tem conhecimento nos últimos anos.

Se os brasileiros viram-se frustrados com a despedida antecipada de sua seleção da Copa,  o que ocorreu na Tailândia, fez ver aos brasileiros que ainda existem alguns valores fundamentais da convivência humana que ainda são respeitados e, algumas vezes, praticados. E isso reanima os brasileiros a acreditar de que ainda é possível imaginar um tempo novo de sonho e de esperança diante do pessimismo e do desencanto que domina mentes e almas brasileiras. O que se imagina é que, os patrícios, independentemente das atuais circunstâncias econômicas, da pobreza de sua classe política e das profundas limitações de suas elites, a brasileirada vai acordar e apostar num novo tempo.

E, quando virá esse novo tempo? É difícil antecipar pois as circunstâncias atuais e o que se plantou nos últimos anos de desconforto, de desentusiasmo e de desânimo, leva a uma descrença generalizada nas possibilidades de construção de um tempo novo que se assemelhe ao Brasil que os brasileiros estavam acostumados a sonhar. O Brasil que começa a surgir e a perder o complexo de inferioridade nos anos cinqüenta, quando o acaso deu aos brasileiros a Copa do Mundo de futebol de 1958; que deu o gęnio de Pelé e companhia; quando  fez os brasileiros respeitados por alcançar as glórias mundiais do esporte dos brancos, com as conquistas de Maria Esther Bueno; ou quando fez os patrícios aparecer para o mundo como campeões mundiais de basquetebol.

E, não era só isso para mexer com os brios, com a auto-estima e com o orgulho da brasileirada. Surgia o Brasil para o mundo com a criação de um novo ritmo, a bossa nova e a grandeza nacional se afirmava com o fenômeno de uma nova arquitetura como a de Brasilia. Aí o País começou a acreditar na sua grandeza e no seu tamanho com obras de infraestrutura das dimensões de Furnas, de Três Marias e das obras destinadas a redimir o Nordeste — SUDENE, o açude Orós, entre outros — além do início da descoberta do CentroOeste e do futuro da exploração da fronteira agropecuária daquela mesma região. Isso sem pensar no que se começaria a se fazer quanto a descoberta da Amazonia e do seu potencial econômico nas suas várias dimensões, além da implantação de uma promissora indústria automobilística que abria novos horizontes à industrialização  nacional.

Como se recriar um novo tempo para que a chamada hoje oitava economia do mundo volte a acreditar no seu papel e na sua importância para os brasileiros e para o mundo? Como fazer com que os brasileiros abandonem o pessimismo, a indignação e a revolta e reverta tal rebeldia na crença em seu poder de entusiasmo e de estímulo para recriar o clima que o País experimentava, até bem pouco, quando acreditava que chegaria, já e já, a superar a própria Inglaterra e, tornar-se a quinta economia do mundo? Será possível reverter todo esse clima atual, modorrento e cansativo e voltar a ser o país da alegria, do futebol, do carnaval que tanto interesse despertava nos estrangeiros?

Será que os brasileiros não serão mais capazes de recuperar esse clima e voltar a ser o que eram? Será que é pedir muito ou desejar muito, para esse país tem tudo para dar certo?

 

 

 

 

QUEM PAGARÁ A CONTA? OS MESMOS BOBOS DE SEMPRE!

É lamentável o que fez o Congresso, notadamente em um ano eleitoral e em fim de governo. Ampliar, sem qualquer pejo e sem qualquer sentido, o gasto público, em cerca de 100 bilhões de reais de uma tacada só, sem considerar o já enorme déficit estimado em 159 bilhões para este ano e em 129 bilhões de reais para 2019, representa um desserviço ao Pais! E, o pior é que, os responsáveis, que  cometeram esse verdadeiro crime de lesa-pátria, provavelmente não serao beneficiados com tal gesto. Ou seja  não significará, para a maioria deles,  a garantia de votos daqueles que serão os beneficiários  deste  verdadeiro atentado contra os interesses nacionais. Ao contrário, diante da indignação que já toma conta do País, fatalmente a referida atitude de sangrar os cofres públicos será tão repudiada que não produzirá votos e prestígio para os que foram  responsáveis por tal nefasta decisão.

Por mais que se queira acreditar que o Congresso seria, no mínimo, em certas ocasiões e circunstâncias, uma espécie de “prostituta respeitosa” da famosa obra de William Faulkner, assim não se comportam as Casas do Legislativo. É o pior é que nem sequer buscam avaliar e considerar como mudou o perfil do cidadão e do eleitor brasileiro, hoje pessimista, frustrado, desencantado e, até revoltado com o estado de coisas que o faz enfrentar o seu inferno astral em face do desemprego, da redução da renda familiar e da falta de perspectivas em relação a um novo tempo para a economia nacional.

Além de tais tristes episódios, até uma atitude respeitável de membros do poder judiciário que não foram envolvidos pelas manobras pouco éticas dos representantes do PT quando buscaram, via expedientes marcados pelo oportunismo e esperteza, retirar Lula da cadeia sobre falaciosos e inaceitáveis argumentos rechaçados, de pronto, não apenas pelo Juiz Segio Moro, mas, também pelo Delegado da Polícia Federal no Paraná, pelo Desembargador Gebran, pelo Presidente Thompson Flores e pela própria Presidente interina do STJ, Ministra Laurita Vaz que rejeitou os 147 Habeas Corpus impetrados a favor da soltura de Lula.

O desfecho foi o que a maioria dos brasileiros esperava mesmo daqueles que não fazem tão duras restrições ao ex-presidente Lula. Tal fato, em direção contrária à irresponsabilidade das decisões recentes do Congresso, faz com que terminemos a semana, felizes pela fantástica libertação dos pequenos tailandeses, numa mostra de solidariedade universal e, ao mesmo tempo, certos de que, mesmo em fim de governo, Temer não deixará prosperar tais crimes contra o patrimônio público, vetando a maioria das matérias aprovadas pelo Congresso.

É certo que, mesmo que seja reduzida o tamanho da conta, ainda assim, os brasileiros feitos de bobos pelas suas elites, pagarão a conta da mesma forma que os temores quanto ao amanhã do País tem levado a uma redução sistemática das estimativas de crescimento da economia nacional que, dos 3% iniciais agora já se fala em 1,5%! O que, diga-se de passagem, representa uma enorme frustração e a certeza de que os 13 milhões de desempregados atuais só verão superados os seus dramas e sofrimentos, numa perspectiva mais distante daquela que se esperava. É uma pena!

SERÁ QUE DEIXARÁ ALGUM SALDO A DERROTA?

É lugar comum afirmar-se que derrotas, mesmo que inesperadas e amargas, costumam deixar um saldo na forma de lições ou legarem aprendizados de vida deveras relevantes. Será verdadeira tal assertiva? Alguns afirmam, após a indesejada e frustrante derrota da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, quando baixou um sentimento de frustração e de pessimismo nos patrícios, que “agora os brasileiros vão mostrar maior preocupação e interesse nos problemas mais graves e sérios do País!” Seria tal conclusão procedente e objetiva? Ou, ao contrário, ampliar-se-á ainda mais o desentusiasmo, a frustração e o desencanto para com o Brasil e para com o seu hoje e o seu amanhã? Será que a própria belicosidade que já domina as tensas relações entre pessoas e grupos no país, não tenderá a piorar?

Merece uma reflexão crítica sobre qual será a atitude e o comportamento dos irmãos brasileiros depois desse, aparentemente ingênuo, episódio de frustração! Reforce-se tal diante da perda de uma disputa da hegemonia do esporte que mais apaixonadamente mobiliza e entusiasma os brasileiros, que é o futebol,  É bom lembrar que, em 2022, poderá completar vinte anos que o Brasil não conquista mais uma copa do mundo e, ninguém, tampouco, poderá ou jamais esquecerá os 7 a 1, de 2014! Será que tais aparentemente irrelevantes episódios  influenciarão no que ocorrerá em termos das escolhas eleitorais de outubro próximo?

É bem provável que não mas, se por acaso ocorrerem, tenderão a tornarem mais pessimistas e desencantadoras, para, pelo menos, os 13 milhões de desempregados e o seu entorno — que, talvez atinja os 52 milhões que gravitam ou dependem deles! — diante das perspectivas pouco otimistas para a economia e para a geração de empregos. Talvez o reflexo se demonstre ou se faça na forma de uma maior radicalização do processo político favorecendo candidaturas mais radicais no estilo e nas propostas. É certo que a esquerda e, particularmente o PT, fará um dos dois candidatos que disputarão o segundo turno das eleições presidenciais, mesmo que Lula não venha a ser o candidato, já que impedido que está pelo TSE. O fato de que, em recente pesquisa de opinião, a opção partidária pelo PT alcançou cerca de 20% das preferências populares, requer que se busque considerar tal dado no impacto a ser causado nas preferências dos eleitores em outubro próximo!

Se se confirmar que 20% dos eleitores poderão votar em qualquer opção que o PT apresentar, é bem provável que um candidato dito de esquerda venha a ser uma das alternativas para o segundo turno das eleições presidenciais. Se assim, a tendência maior será que a outra opção venha a ser o candidato Jair Bolsonaro, na proporção em que o clima de mal estar e a belicosidade que hoje domina as relações entre os brasileiros, favorece as opções que se mostrem as mais radicais possíveis. O que, diga-se a bem da verdade, deixará o País sujeito ou subordinado a um radicalismo que não se quer e não se deseja quando se quer um futuro mais promissor para o Brasil. Ou seja, o desinteresse do eleitorado, desinteresse esse que deve se manter como até agora, conspira contra escolhas menos marcadas pela emocionalidade e muito definidas por uma espécie de revanchismo que domina o espírito da maioria dos brasileiros.

Na verdade, o que se desenha de perspectiva político-eleitoral é um quadro de radicalização que conprometerá a qualidade e legitimidade do pleito pois votos nulos, em branco e abstenções que, presume-se, devem representar quase 50% das opções! Ademais, provavelmente, pelo clima que deverã prevalecer, não deverá haver espaço e estímulo para uma discussão mais séria, profunda e engajada das questões nacionais mais relevantes e prioritárias.

Isto porque a sociedade brasileira vive, talvez, o seu pior momento, marcado pela indiferença, pela indignação e pela revolta diante da frustração que se instalou a partir do desencanto com a economia e com a politica ocorrida, desde meados de 2014. Ali o otimismo que sempre marcou a atitude dos brasileiros transformou-se em pessimismo a ponto de, em pesquisa recente, o Brasil se colocar entre os dez países mais pessimistas do mundo! Essa mudança de tom marca um novo e desagradável tempo que, esperam os mais otimistas, seja breve.

Mas, deseja-se que  algum fato novo possa surgir, senão para reverter a significativa crise que hoje compromete a economia e derruba os sonhos e o “mood” dos brasileiros, mas que possa reestabelecer alguma crença de que as coisas vão mudar. Ou não?

 

 

GUERREIROS MENINOS, SÃO FORTES, SÃO FRACOS…

Chegou o dia, chegou a hora, chegou o momento de afirmação maior de um País que a grande paixão é, sem dúvidas, o futebol. Ele mexe con a alma nacional e representa um evento que, mesmo com todo o pessimismo, a frustração e o desencanto que hoje domina o ambiente e a cena nacionais, é muito difícil aos brasileiros não acreditarem, com  fé e esperança, naquilo que representa todas as emoções e sentimentos de sonho desse pais!

São tantas glórias conquistadas, são tantos desafios já vencidos  e tantas histórias a serem contadas que não cabem  nas emoções e nos sentimentos desses milhões de brasileiros que vivem, com intensidade enorme,  essa idéia de que a hora seria de frustrações e desencantos maiores, embora o futebol tivesse o condão de promover uma saudável trégua. E, sem querer, hoje foi o dia, em vez dessa volta por cima, o que se assistiu foram decepções e angústias maiores pois todos viam a hora e a chance de ganhar a Copa, a única fonte de alegria e de sonho que ainda permanecia no coração dos patrícios. E não é que o inesperado ocorreu? De repente a Bélgica, bem arrumadinha, surpreendeu o Brasil com dois gols no primeiro tempo o que levou ao pânico e a desilusão de um time azeitado mas que, infelizmente, ficou atarantado com tais gols.

O Brasil então, o favorito, se perdeu no caminho de volta. Não adiantou a reação, as chances de gols e as tentativas de chegar ao gol da Bélgica, pois todas essas tentativas deram em nada. Chegam os brasileiros a um final de semana, melancólico. Se os problemas nacionais já são tão complexos e estão a requerer uma engenharia de difícil equação para encontrar saídas para a enorme crise que se experimenta, esse episódio da derrota do Brasil numa Copa do Mundo, entorna ainda mais o caldo e faz as coisas mais difíceis de serem resolvidas.

Assim, termina-se um período onde se pretendia recriar, a partir de um fato aparentemente menor, ou seja, o Brasil na Copa do Mundo, um novo ânimo e, a possível retomada da esperança, o que seria tão necessário para o País voltar a acredita no seu hoje e no seu amanhã. Agora tudo terminou, a festa acabou e as coisas voltam a inquietante normalidade que não agrega nenhum valor capaz de mudar o ânimo e recriar a esperança de que o País viesse retomar o seu caminho após essa ruptura dos anos de chumbo do Governo Dilma que lhe atrasou dez anos de seu amanhã.

Agora tudo se foi. Os meninos foram guerreiros. Brigaram e lutaram. A equipe não foi apática e nem desinteressada. Talvez tenha errado, estratégica e tàticamente, ao tomar os dois gols. Mas, não jogou mal. Perdeu chances enormes e só o acaso e a sorte da Bélgica lançaram uma pá de cal sobre o futuro futebolístico do país das chuteiras. Perderam-se não só os dedos. Foram-se os sonhos, matou-se a alegria,  sufocou-se o grito de um momento melhor e maior para o País.

O mais grave é o que fica que é apenas o vazio de um país já muito machucado e desiludido que soma mais esse evento na conta de seus desencantos. Não dá nem para propor “o vamos adiante e enfrentar um novo caminho”. Que caminho? Que futuro? O que buscar?

A festa acabou. Músicos a pé. A desilusão ficou. O amanhã nâo estimula muito a crer em algo novo. Adieu amis!

COMO TUDO MUDA E EM EXTREMA VELOCIDADE!

Viver é experimentar e vivenciar mudanças de todo tipo e de toda ordem. O cenarista nasceu nos estertores da Segunda Guerra Mundial. E, ao que parece, a partir daquele momento, as transformações e mudanças, em todas as dimensões da vida, ocorreram de maneira muito agitada e muito célere. Mudanças significativas se fizeram no dia-a-dia da vida, das instituições, das estruturas econômicas, sociais e políticas bem como no jeito de ser, de agir e de pensar das pessoas. Não só chama a atenção a quantidade e a qualidade das mudanças mas a velocidade e a intensidade como ocorreram e estão a ocorrer!

As vezes as pessoas são tentadas a imaginar que tais episódios tão marcantes derivados de tais mudanças são muito mais fruto da percepção a partir da avaliação conforme o envelhecimento de quem os analisa, do que da verdadeira realidade do ritmo e da velocidade em que elas se dão. O surgimento da máquina a vapor, da eletricidade e do telefone, definiram momentos e dimensões de inícios de processos evolutivos que, se não mostraram a marca da velocidade das mudanças que estavam a ocorrer, deram indicativos de que novos tempos adviriam. É claro que parece que, até mesmo quando da revolução provocada pelo surgimento do rádio, que deu início ao processo de revolução nas comunicações e, também, o desenvolvimento dos plásticos, parecia que as coisas se transformavam a um ritmo e a uma velocidade apenas aritmética!

Agora com as revoluções que são observadas a partir do que hoje se denomina de realidade virtual, talvez iniciada quando do surgimento do gravador e dos primórdios da telefonia celular, fruto, segundo alguns, dos temores da famosa atriz Mae West, de ataques inesperados de submarinos alemães, as coisas assumiram uma incrível velocidade de acontecimentos e inovações. Aliás, a propósito da grande atriz, diante suas preocupações com os ataques alemães, ela pediu a um cientista amigo que construísse um sistema de acompanhamento e controle da circulação de submarinos na orla do mar para que ela pudesse se precaver de algum evento, com antecedência! E assim foram construidas torres com um sistema de radio, interligadas e integradas, o que permitiu tal controle e acompanhamento! Dai ter surgido, segundo dizem, a gênese da telefonia celular!

Assim, com a globalização, a instantaneidade  das comunicações e a velocidade das inovações, o mundo sem fronteiras do conhecimento, das idéias e das tecnologias, tem permitido essa incrível velocidade e esse crescimento geométrico das inovações e das conquistas da humanidade. E tudo ocorre de forma universalizada atingindo todos os campos do conhecimento e da ação humana. O que já se evoluiu na medicina, com a revolução no campo das imagens, no desenvolvimento das análises laboratoriais, na utilização da nanotecnologia, na farmacologia, entre outras, já levaram a salvar milhões de vidas desde a revolução que ocorreu com a invenção da penicilna.

Se na medicina os ganhos foram e são extraordinários, o que não dizer da revolução verde que afastou, de vez, o fantasma da fome que atingia milhões de seres humanos? Isto porque a fome que hoje atinge centenas de milhões de seres humanos não deriva da incapacidade das áreas agrícolas de  produzirem mas, fundamentalmente,  por questões políticas e em face de interesses econômicos, äs vezes, inconfessos. Cada vez se produz mais e melhor bem como subordinado a uma consciência de preservação e conservação ambiental nunca vistos. Claro que há muito o que fazer e o que construir mas, com certeza, o mundo está no caminho certo.

E, a ânsia de “crescer, criar, subir” se diz presente em todos os campos da atividade humana. O que se faz, por exemplo, com a chamada impressão em 3D está a revolucionar tudo de maneira a produzir próteses, órteses e permitir ações não invasivas  na medicina e em vários outros campos da atividade humana! Se isto não bastasse, mudanças institucionais e na forma de convivência entre as nações e os seus interesses, tem impedido conflitos armados de consequências impiedosas para a humanidade. Mas, o mais relevante, são as mudanças na redução de proconceitos, de ostensivas discriminações e das agressivas manifestações de patrocínio e admissão de desigualdades de todo tipo, que, agora são mais contidas e mais subordinadas a visão e a ação crítica da sociedade.

Hoje veem-se negros sendo Juízes e magistrados além da forte presença nos escalões superiores das religiões, das crenças, dos estamentos burocráticos, nas lides empresariais e no mundo acadêmico. Veem-se mulheres exercendo funções de liderança de governo além de comandarem processos os mais sofisticados bem como conduzindo nações, povos e seus destinos! Assiste-se a representantes de movimentos LGTB dirigindo nações e superando preconceitos,  os mais inaceitáveis, até bem pouco. É claro que se esperava muito mais de superação de tais limitações à cidadania bem como de consciência ambiental além de uma visão mais solidária das nações quanto à sua convivência. Mas, muita coisa mudou embora ainda existem problemas que agridem à consciência dos homens livres e comprometidos com um mundo mais leve, justo e agradável de se viver.

Mas, tais pretensões exigem, sem exageros da expressão,serem construídas com sangue, suor e lágrimas. Ou seja mudar, transformar, alterar rumos, redefinir caminhos e opções requer, às vezes, verdadeiras revoluções, às vezes, até cruentas porquanto todo o processo de alteração e transformação, modifica a estrutura de força e poder e redefine novos protagonismos. Consequentemente, tal não ocorre indolor.

Assim, até mesmo o  Brasil, ora vivendo um momento de baixo astral, procura, no meio às dúvidas e incertezas diante de um futuro que sofreu uma abrupta mudança de rumo no início de 2013 e se intensificou nos anos de 2014, 2015 e até 2016, com as sequelas de um endividamento que hoje ultrapassa os 5 trilhões de reais, incluindo-se aí a dívida externa brasileira, gera consequências derivada de sua rolagem. Também um défict público que superar os 3.5% do PIB e chega a mais de 150 bilhões de reais, aliado a um crescimento medíocre do PIB que não atingirá os 2%, são dados que levam a um pessimismo, a um desencanto e a uma enorme falta de ânimo dos brasileiros.

O País está precisando de um choque de fé, de esperança e de otimismo para que o caminho interrompido há cinco ano atrás seja retomado para aquela que se pressupunha chegaria a quinta economia do mundo nos anos 13 ou 14 dessa década. Será que a conquista do hexa não seria esse fato novo, aparentemente irrelevante mas que mexe com a alma, os brios e as emoções dos brasileiros, a conquista do hexa, a varinha de condão para criar esse novo tempo?

Hoje, depois de enfrentar o México e, com certeza, com sucesso, os brasileiros voltarão às boas e a se motivar e a acreditar que o Brasil é bem melhor que lideranças passageiras e incompententes e que infernizam as suas vidas, procuram caracterizar. Assim, com a vitória sobre o México a crise vai começar a passar, os brasileiros voltarão a acreditar em si mesmo e o futuro voltará a sorrir como em outros tempos. Esperemos até hoje à tarde! Quem viver, verá!

 

HOJE É TUDO OU NADA!

Hoje é o dia d das emoções! A partir das 15 horas de hoje, dia 26 de junho do ano da graça de 2018,  vai começar a tensão e o sofrimento da maioria dos patrícios. Hoje ou os sérvios se dobram a maior categoria pebolistica do Brasil ou os brasileiros mostram que se acovardam diante de situações de desafios como esta classificação e, consequentemente, amanhã será um dia deveras triste para todos que tem o futebol dentro da alma.

Mas, vai se verificar algo que, faz algum tempo, não tem demonstrações patentes de entusiamo e de otimismo da sociedade brasileira. Mesmo com todo o pessimismo que domina o sentimento dos brasileiros, o futebol promove uma ampla catarse nacional criando um clima de esperança e fé. Todos acham que vai dar certo e que o Brasil irá para as finais.

Essa  Copa está surpreendendo por uma espécie de nivelamento dos times, quase sem exceção, a não ser o caso de uma Bélgica mostrando um futebol bem organizado, criativo e com a objetividade que se deseja de um grupo defendendo uma nação. Embora os brasileiros torcessem por um insucesso da Argentina, mesmo assim e,  mesmo num jogo pobre, a Argentina classificou-se para as oitavas de final. Aliás o que foi bom para as disputas.

A grande surpresa foi a desclassificação da Alemanha, a campeã mundial atual, que, desde a sua estréia, não vinha  merecendo qualquer crédito ou confiança pois o futebol mostrado no primeiro jogo contra o México foi frustrante e culminou com a vitória, justa e metecida do país latino. E, o mais grave e dcepcionanante foi o desempenho de uma já desclassificada Coréia do Sul. Mas, a própria derrota por dois a zero para os asiáticos mostrou o desencontro e a desorganização dos alemães pois até tomarem o primeiro gol, ainda se acreditava que a sua superoridade seria determinante.

Sendo assim, o resultado da chave supreendeu com a inesperada classificação de México e da Suécia. Coincidentemente os dois jogos apresentaram um mesmo escore de três a zero. O México não foi bem mas, mesmo num sofrimento horrível, arrancou a sua classificação e, vai em frente. A Suécia tem surpreendido por uma certa regularidade embora sem brilho.

Um outro aspecto de relevo é a boa surpresa que foi do desempenho dos chamados ditos times pequenos que mostraram um futebol competitivo e, de um certo modo, ousado! Não decepcionaram. Mesmo a pequena Arabia Saudita que perdeu, de goleada, no jogo de estréia contra a Rússia, nos dois jogos subsequentes foi aguerrida e buscou ser competitiva.

A novidade do árbitro de vídeo representou uma inovação, embora polêmica, pelas paradas que promove, parece que agradou pois permitiu corrigir injustiças cometidas por uma visão parcial dos árbitros. Agora os juízes também sentem-se mais tranquilos e seguros pois não serão crucificados por possíveis equívocos cometidos.

Um fato que chamou a atenção foi o desempenho dos grandes jogadores que, aparentemente, não apresentaram o futebol que exibem nos seus clubes. Nem Cristiano Ronaldo, nem Messi, nem Neymar e nem Salah mostraram desempenho que enchesse os olhos. Apenas Cristiano Ronaldo ao ter conseguido fazer os três gols no empate com a Espanha, apresentou um diferencial em relação aos seus competidores, no que diz respeito ao posto de melhor do mundo. Agora, o  que esperam os brasileiros é que Neymar desencante hoje e mostre todo o talento que o mundo futebolístico está acostumado a assistir. Se isto ocorrer, aí os brasileiros terminarão o dia reanimados e estimulados a acreditar, de volta, neste País que eles tanto amam.

O que se espera é que a seleção brasileira, diga-se de passagem, que está num crescendo e, com certeza, fará um grande jogo com desempenhos brilhantes de Neymar, Philipe Coutinho, William e da maravilhosa parte defensiva da equipe, sairá classificada para as oitavas de final. Claro que as preocupações com as bolas altas na defesa e, com as negligências de Marcelo, serão objeto de preocupações maiores de Tite.

Mas, se Deus quiser e, como Ele é brasileiro, há de querer, esse será um dia especial para todos os aqaaqqqpatrícios. Dificilmente irão experimentar a frustração e o desencanto de uma eliminação mesmo que o adversário seja bom e competitivo como é o caso da Sérvia. Brasil, Brasil, Brasil a hora e a vez são dos brasleiros.

Este comentário será publicado sem revisão e sem maiores cuidados com o estilo. Apenas representa a crença e o voto de confiança do cenarista, um torcedor “doente” do futebol brasileiro, de que o Brasil chegará lá.

DE SUSTO EM SUSTO… A GENTE ACABA CHEGANDO LÁ!


O cenarista tem experimentado emoções as mais variadas desde perder o acesso ao seu blog por três longos dias, o que o impediu de publicar o seu último comentário e, também, as sensações provocadas pelo desempenho da seleção brasileira, sempre assustando, tensionando e alterando o humor dos brasileiros como um todo. Um empate não esperado e não desejado no primeiro jogo até  ao dificil, surpreendente e confuso desempenho diante da seleção da Costa Rica. Seleção que, por sinal, não fugiu a sua simplicidade e as suas limitações no domínio  do esporte bretão. Mas, mesmo assim, surpreendeu, desmontou e desorientou o mais frio e isento analista de futebol. Porque ganhar nos descontos  nao dava para acreditar e nem aceitar sem um quê de frustração  e decepção.

De repente, descobriram os patrícios que, inobstante os problemas e as angústias,  bem como os desafios que se colocam à frente para a “brasilzada”, o jogo da seleção, mesmo com o susto, conseguiu mexer  com os velhos brios de uma nação cujos vínculos com o futebol vão além de uma opção de lazer, de uma paixão momentânea ou de uma fuga catárstica como a que representa o Carnaval. Na verdade, mesmo não tendo convencido nem satisfeito os milhões de torcedores, o Brasil, com vários jogadores confusos ou perdidos, fugindo-lhes, muitas vezes,  a capacidade de aportar contribuição mais objetiva aos propósitos do time, mesmo assim, conseguiu despertar sofrimento e paixão. Com um Neymar irreconhecível; um  Marcelo errando numerosos passes, um Wilian, outrora  um jogador de passes, de arrancadas marcantes e de dribles desconcertantes,  não era a sombra do que foi no seu clube e nos amistosos da seleção. Isto sem chamar a atencao para o fato de mistrar um meio campo, notadamente na figura de Paulinho, embora cumprindo, em parte,  o papel de proteção da zaga, não lhe sobrou espaço e nem tempo, ou talento? para  criar e fazer as suas incursões na área adversária que, em muitas oportunidades, redundaram em gol.

O que sobrou do Brasil, após os vinte primeiros minutos, de ga-sevde passagem, de domínio completo da Costa Rica, embora tenha retomado o controle do jogo, embora de maneira atabalhoada e com chutes a esmo ou na direção equivocada, foi o talento, o compromisso e a objetividade de um Philipe Coutinho que muito se movimentava à frente. Ao lado de tal esforço,  uma defesa bem plantada e bem organizada, embora Marcelo destoando, na marcação, na lateral esquerda, mostrava um sistema defensivo com a habilidade, com disposição física e, mais uma vez, com o compromisso com o grupo e com o país, de um talentoso e criativo Philipe Coutinho. Também, há que se registrar o apoio ao sistema defensivo que contou com uma atuação convincente de Casemiro que só não conseguiu, como se desejava e queria, que tivesse  a pontaria necessária para os seus chutes a gol.

Assim, também há que se registrar a interessante atuação e presença de área de Douglas Costa que deu uma outra dinâmica à movimentação do time além de um trabalho exuberante de deslocamentos de Roberto Firmino que, ao circular, de maneira intensa, na frente da defesa adversária, a confundia bastante e a levava a um certo pânico. No mais, o papel do Sobrenatural de Almeida, como diria Nelson Rodrigues,  veio aos 46 e aos 51 minutos fazendo justiça a quem, mesmo nos seus desencontros, merecia vencer.

E esse itinerário do futebol parece muito com o caminho político-institucional e das desejadas e necessárias transformações econômico-sociais do Brasil. Näo há um planejamento estratégico nem manifestações de lideranças expressivas nem tampouco uma espécie de projeto para o Brasil que se coloque diante dos brasileiros.. O que seremos ou o que desejamos ser não tem sido objeto de preocupação e interesse de quem quer que seja. Vai o país sendo levado pelas coisas que espontaneamente vão dando certo como o agronegócio, a economia das cidades fronteiriças, as exportações e ações isoladas do poder público em algum segmento especifico em uma área ou em uma região restrita.

Será que, terminada a Copa e, caso os brasileiros não terminarem frustrados, desencantados e decepcionados, surgirá um clima ou um ambiente propício a discussão do futuro que os brasileiros querem e tem direito? Ou voltará tudo como dantes no quartel de Abrantes? Dentro da marca maior dos brasileiros que é o otimismo, espera-se que, mesmo com o impiedoso sofrimento imposto aos brasileiros pela crise de 2014 e  que ainda provoca desencanto e o pessimismo, seja possivel criar um clima de que é necessário dar a volta por cima e abrir espaços para circulação de idéias, de propostas e de algum fato que desperte o entusiasmo e devolva a crença nos destinos dessa nação que tem tudo para ser grande, justa e alegre.

E, acreditando no acaso e, com muita fé, nâo só o Pais vai caminhar para dar certo como, com certeza, a nossa selecao, num crescendo, classifica-se na proxima quarta-feira e, ampliará as esperanças de que podemos chegar lá e, quem sabe, disputar a grande final da Copa,

 

 

 

 

 

 

direção esperados,

 

E NÃO FOI O QUE OS BRASILEIROS QUERIAM E ESPERAVAM!

E agora, o que os brazucas vão poder esperar ou acreditar? O cenarista aguardava e, quase tinha convicção de que o segundo ganharia do sexto, segundo o ranqueamento da FIFA. A propósito só para lembrar: o Brasil é o segundo melhor time do mundo e a Suíça, o sexto! E,  mais ainda,  a defesa brasileira, sendo uma das mais sólidas do mundo, não se posicionaria de tal forma a dar chance a um gol de cruzamento da Suíça. É claro que a atuação apagada de Neymar, a ausência de Paulinho em campo, os equívocos de Marcelo contribuíram para o resultado do primeiro jogo do Brasil na Copa. E isto adia a recuperação do humor, das esperanças e de um pouco de otimismo que o País tanto precisa para sair desse quadro de desencanto em que se encontra!

Mas, o que fazer? Esperar e aguardar que, a partir do jogo com a Costa Rica o time deslanche, os talentos despertem e a confiança se reestabeleça? Alguém menos impiedoso na crítica poderia dizer que todos os ditos favoritos, à exceção da Espanha, não se saíram, na estréia, como esperado e, portanto, o Brasil não teria sido uma surpresa que devesse chamar tanta atenção. Discutir o que foi pior se o resultado ou o desempenho do Brasil não se sabe se ajuda a superar ou não as limitações do primeiro jogo. Chama a atenção o fato de que, comparativamente a Suíça, só um jogador brasileiro correu como os seus adversários, no caso, Philipe Coutinho considerado, pela crítica, o melhor jogador em campo. Os demais correram um pouco mais de 60% do que correram três dos principais jogadores suíços o que explicaria parte do desempenho.

Ou seja, é importante chamar a atençäo para o fato de que não se notou nervosismo de estreantes a comprometer o desempenho do time. O que se notou foi lentidão do grupo, mediocridade de alguns, falta de criatividade de outros e, diferentemente do que fizeram outros times quando buscam isolar e impedir que a genialidade de um Messi venha a prosperar, cercando-o com três marcadores, faltou competência a Tite para promover o inverso. Ou seja, buscar, por exemplo, proteger Neymar para que ele pudesse por em prática todo o seu futebol e desequilibrar o jogo com tido o seu talento. Seria isto possível se a Argentina, por exemplo,  não conseguiu fazer isso a Messi?  Talvez seja só uma miragem do cenarista sonhando que o resultado não tivesse sido o que se verificou.

Algo que o time não esteve preparado e, isto não se esperava, foi o desequilíbrio emocional que tomou conta do grupo após o gol de empate, desestruturando-o e permitindo que o time da Suíça crescesse no jogo. Isto não se pode permitir a uma seleção numa competição como a  Copa do Mundo. Na verdade espera-se que a semana permita ao grupo refletir sobre seus erros, equívocos e omissões e a Tite que busque as alternativas para levar o grupo a correr mais, a maior objetividade e a não ser surpreendido nas famosas chamadas bolas paradas. Se isto acontecer e, sendo Deus brasileiro e, também, sabendo quanto o país  precisa de um feito que possa mudar o humor de seu povo, acontecerá talvez esse processo de confirmação do que se imaginava que a equipe brasileira seria capaz de realizar.

Paciência e capacidade de saber esperar são virtudes essenciais para o bem viver e, no caso da Copa, fundamentais quando o imponderável representa elemento essencial nos resultados de tais eventos. Assim, acreditar, esperar e ser compreensivo com os possíveis equívocos, desde que não sejam muitos, representam premissas essenciais para que os êxitos possam ser alcançados. E, com certeza, o Brasil deverá chegar lá.

 

A COPA, A RUSSIA E O ”MOOD” DOS BRASILEIROS!

Muitos brasileiros se perguntam se os resultados favoráveis que porventura venham a ser alcançados pela seleção brasileiros de futebol, na Copa em curso, afetarão os sentimentos, o humor e o nivel de otimismo dos brasileiros!  Ou seja, se hoje os brasileiros estão capiongas, macambúzios e sorumbáticos, é possivel que o seu humor, hoje tão em baixa — ranqueado  como o sétimo de “crista mais baixa” entre mais de 30 países no mundo, em recente pesquisa internacional! — como será que reagirão os brazucas caso o Brasil conquiste a Copa, outrora denominada, Jules Rimet? Será que voltarão a sorrir, a acreditar em algo que irá reestabelecer o otimismo e a crença no amanhã, como em outros tempos?

Agora mesmo, diante de um excepcional resultado conquistado na abertura da copa, os russos, sempre pouco sorridentes e, até agora mostrando um certo nível de insatisfação e de reação contrária a um poder que tudo pode e que atropela o exercício de direitos civis fundamentais, considerado, portanto, um governo ditatorial, mostrou entusiasmo e otimismo demonstrados, inclusive, pelo hermético e enigmático Vladimir Putin, quando vibrou e sorriu em face da da goleada aplicada pela seleção russa diante da frágil equipe da Arábia Saudita, enchendo os russos de esperança de que seu time possa sonhar com pódio, ao final do evento.

Assim, admita-se que o Brasil vá bem e, num crescendo, consiga ir agregando fé e otimismo capazes de restaurar um comportamento menos pessimista do que ora toma conta do espírito e do coração dos brazucas. E aí, então, se tais premissas otimistas se concretizarem, talvez, após a Copa, ressurja dai um novo País, menos amargo e menos impaciente, capaz de voltar a apostar nas perspectivas e possibilidades desse imenso e rico Brasil.

Talvez alguém questione  o exercício de cenários possíveis sugeridos ou propostos pelo cenarista. Isto porque o momento que vive o País é tal que dificilmente venha ser possível superar o desencanto e o pessimismo apenas com um possível e discutível entusiasmo pelo velho e amado esporte bretão! Nāo seria bem assim a perspectiva pensada e admitida pelo escrevinhador de tais possibilidades mas a crença de que o ânimo de um povo é, muitas vezes alterado,  por eventos aparentemente sem maior relevância apenas, capazes de mexer com suas emoções, faz acreditar que as coisas possam começar a mudar. E, se há de convir que, se o Brasil superar bem a Suíça, com uma exibição de gala, necessariamente os brasileiros vão acordar segunda-feira com outra crença no País.

Claro que não será uma mudança da água  para o vinho nesse processo de crise existencial que ora perpassa todo o País e o espírito da maioria dos brasileiros,  mas o sentimento e o espírito deverão mudar sendo mais compreensivo com os problemas nacionais e pondo um pouco de fé de  que as coisas vão começar a mudar e mudar para melhor. E, talvez, um episódio como um jogo de futebol dessa dimensão começou a mexer com os corações e mentes dos brasileiros e, com certeza a vitória sobre a Suiça será a marca indelével desse momento de virada da esperança dos brasileiros. Vamos para a luta!